Era um dia normal... O típico dia "acariocado". Um clima bem quente e normal para os queridos tijucanos e não-tijucanos, mas lá vamos nós para a estação de metrô que infelizmente, me levou para fora do querido bairro. Estação de metrô é algo que, sem provas de dúvidas, é algo bem monótono e que geralmente está lotado de gente -- e por milagre de São Francisco Xavier, não estava. Então lá estava eu, quando de repente, algo surgiu. Algo que não esperava de jeito nenhum.
Estava na linha 1, a famosa Saens Pena x General Osório, e eu estava quase entrando no desejado mundo dos sonhos, quando de repente, na Praça Onze (ou foi Estácio?), me entra três rapazes com instrumentos que eu agora não recordo direito quais eram. Devia ser um tamborim, uma flauta transversal e um violão, e os três com um ar a la alunos da UFRJ-EBA, Letras, ou sei lá. Com certeza iriam fazer algo bem legal, quando de repente, eis que o som começa!
Sim, eram artistas! Eu, que em todos os anos de vida frequentei transporte público, nunca vi algo similar! Estavam tocando Águas de Março numa versão própria, grande composição de nosso grande e querido maestro, Antônio Carlos Jobim, que ficou ainda mais espetacular com uma gravação do grande com nada mais nada menos que a grandiosa Elis Regina. Sinceramente, confesso-lhes, o arrepio correu dos pés à cabeça, ida e volta, repetidamente, garganta coçando, e não me aguentei, entrei no canto acompanhando as notas.
Infelizmente, havia a infeliz necessidade de troca de linha na estação seguinte, largando o frescor do ar glacial do vagão, o "conforto" do dito cujo vazio, e o bom som recebendo aplausos. Música boa é algo que já me atrai com muita facilidade, mas eles eram espetaculares. Uma pena eu não recordar o nome, mas sim recordar que era um belo entretenimento cultural para todos. Que mais artistas apareçam, por obséquio sim senhor, e se alguém que frequente o metrô da linha 1 todos os dias conhece tais artistas, me passe o Facebook ou o que for. Foi impressionante.