Estava transitando normalmente do Centro para a Zona Sul, quando por hábito, decidi usar o bem do Feedly para uma leitura cotidiana, e aproveitar para jogar Angry Birds. Uma das minhas listas de leitura é dedicada a jornais, tanto internacionais, como nacionais, e foi nessa sequência que me deparei com mais uma famosa "bolsa" governamental, na qual, trata-se dos polêmicos "crackudos", mas em São Paulo.
O projeto, de início, é uma boa medida, já que as estruturas públicas estão defasadas e comprometidas, e pelo que me disseram, há clínicas e asilos públicos que o povo é maltratado, que literalmente, dizem que é melhor viver nas ruas — palavras de quem conhece. Com condições assim, temos duas soluções: a primeira é aguardar longo tempo e melhorar as estruturas, e a segunda, simples, podendo ter mais ou menos custo, apelar ao particular. Para entenderem melhor, prefiro que leia a manchete no O Globo, porque está bem plausível, mas voltemos ao foco.
A ideia é ótima, e eu gostei da atitude, que foi inspirada numa similar que há em Minas Gerais, mas há muitas brechas onde acredito que deveriam ser levadas em consideração. De início, temos a informação que o projeto apenas beneficiará três mil dependentes que tenham passado por algum tratamento psicológico anterior para tratar da dependência, ou seja, a prefeitura paulistana tem um levantamento de quem é quem, e ainda, precisa ter 18 anos no mínimo.
Quanto a questão da idade, é um algo muito errôneo, pois há jovens que utilizem drogas desde cedo, e já vi um menino que deveria ter uns 12 anos de idade pela Av. Presidente Vargas que estava realmente, louco, mal conseguia ficar de pé, mas acredito que seja necessário passar pela pediatria antes — que dificulta mais um pouco. Enquanto aos que já passaram pelo tratamento, acredito que seja apenas o começo, mas não é há sensatez em deixar apenas para quem já passou pelo tratamento anterior, pois há muitos que se escondem e fogem do tratamento, e fugir não digo de fugir de dentro da clínica, e sim fugir quando seriam levados até lá.
São duas brechas que achei interessante ressaltar, mas eu não as critiquei totalmente porque pode haver um porém: pode ser que o governo esteja apenas começando pelo mais fácil procurando os dependentes químicos que estejam cadastrados porque o cartão não estará nas mãos do futuro paciente, e sim, da família. Mas se não fizerem um levantamento de quem não tem família, como será? Não só existe dependentes que tenham fugido de casa, como há alguns que nascem nas ruas ou nunca viram pai nem mãe, quanto mais vó e vô. Ou seja, quem não tem família corre este risco, mas espero haver algo planejado para tal.
Nunca concordei muito com esta fissura governamental brasileira de "bolsas", onde há bolsa não sei o que, bolsa pra lá, e pra cá, e acredito que isto atrasa na evolução do Brasil, pois o investimento poderia ser levado a outras áreas que estes 600 reais mensais poderiam ser maiores — em breve falo sobre —, mas esta é a primeira que a vejo sendo bem utilizada, mas me daria ao trabalho de medidas um tanto superiores. O custo realmente seria mais elevado, mas seria por um bem maior e para a evolução da rede pública de saúde, onde invés de deixá-los apenas 6 meses nestas clínicas, o governo faria os acordos temporários enquanto preparam clínicas públicas de primeira linha.
É uma ideia a ser considerada, mas parece que pensar muito no esquema público não dê certo, e ainda, muitos (e até eu) há de concordar que a rede particular dá um banho na pública, principalmente quando se trata de psiquiatria, psicologia, e todos os estudos mentais. Pois bem, é satisfatório ter quem faça uma ideia boa. A minha perspectiva é grande, e é que desse início, evolua bastante, mas eu tenho uma convicção boa que estas brechas aos poucos serão solucionadas o quanto breve possível, aliás, saúde não se brinca, mesmo com as deficiências do Brasil.