A pergunta básica da vida, a qual vem desde sua fase infanto-peralta, na qual, você nem sabe o que é trabalhar; você não sabe nem exatamente o que é a sociedade e o que fazer para ela e já lhe fazem uma pergunta bastante objetiva para pequenino cérebro, mas você, no seu mundo de imaginações, irá responder: médico, porque já brincou disso, entre outros.
Chego no temível estágio por muitos, aonde é nós que nos perguntamos. É conflitante, pois você tem o desejo mútuo de tudo ou nada ao mesmo tempo, e se for o meu caso — ou de muitos —, prepare-se, haverá guerra em seu consciente. Você ganha um leque de objetivos e um leque de escolhas, cada um para um lado oposto, cada um para um destino da vida, e mesmo com "exames vocacionais" — que é algo que realmente discordo totalmente —, você não o encontra, estagnado num ponto único.
O pior é que, às vésperas do temível vestibular, você irá se desesperar, não saber o que fazer, e ainda, ficará confuso, o que pode causar raivas e ânsias. Não, não chegue a este ponto. Não se desespere por algo que você precisa sentar e pensar com toda calma, e mesmo que com atrasos e hostilidade venha a resposta, ela virá uma hora ou outra. Mesmo com a indecisão entre trocentas coisas, você irá decidir entre uma ou todas. Tudo ao seu tempo.
Difícil é convencer o que desejo, mas já consegui me convencer ao que realmente quero, o que levou de 3 à 4 anos (!!!) para entender o meu real desejo. Não quero ser pouco, quero ser muito; desejo ser poeta, dono da lua, lunático, fotógrafo, jornalista, escritor, leitor, desenhista, artista plástico, músico, filósofo, sociólogo, e ainda, penso na realidade em atuar algum dia — o que não tenho talento para tal, infelizmente. É bem complicado a decisão, mas tomei a escolha, aliás, decidi um sonho robusto meu. Não desviaremos o foco para sonhos pois cabe a pergunta a todos, e que merece toda atitude filosófica necessária — ceticismo, por favor: o que você vai ser quando crescer?
Imagem: Facebook/Literatortura.
