terça-feira, 23 de julho de 2013

"2013, o ano da mudança"


É evidente que já fazem anos que não vemos um protesto de fato ocorrendo nas ruas, e se houve, pelo menos a maioria foi de partida dos governantes, como o protesto criado pelo governador Sérgio Cabral contra aquele projeto louco para modificar o compartilhamento dos royalties. Também é bem claro que vemos vários protestos acontecendo em 2013, sendo eles contra o governo atual, e principalmente, tarifas de ônibus, que dá destaque ao Movimento Passe Livre.

O problema é que, de fato, os protestos acabaram justamente mesmo antes da Copa das Confederações, e quando realmente havia uma força real nas ruas, lotando a Av. Rio Branco de ponta à ponta, o povo recuou com um discurso fajuto da presidente Dilma Rousseff. Eu que mesmo não concordei com algumas ideias de alguns protestos, fiquei abalado ao saber que realmente o povo brasileiro, pelo que pude notar, saciou o seu ódio eterno com o governo atual com algo mínimo, principalmente quando o Brasil ganhou a Copa das Confederações, que desde então, nada mais surgiu.

Sem contar lados políticos, a ideia era mover as cadeiras em Brasília, e principalmente deixar a maior cadeira do Itamaraty vazia, e não por um Impeachment, e sim porque ela devia estar trabalhando em conjunto com o parlamento. Outra coisa que devia vir – mais por desejo da direita – era uma reforma política; uma de verdade, não essa do plebiscito. Sem contar os lados políticos, o povo queria um quilo de coisas, que mesmo havendo algumas ideias ridículas, havia algo que tivesse sentido. Não vou entrar em detalhes.

De mudança, só diminuiu a passagem, mas descontou em outra coisa. Para melhorar o transporte público do Rio de Janeiro e "incentivar" para que usem o mesmo evitando carros para melhorar o trânsito, a prefeitura pensou em aumentar os custos para usuários de transporte particular, e isto não é benéfico em nenhum sentido. Enquanto tudo isso passou, esta foi a única "mudança" e continuaram aprovando leis sem sentido, gastando mais da verba pública, e principalmente, inventando soluções milagrosas que nunca vão acontecer – e o povo cai nelas, por incrível que pareça. Ainda falam do "milagre econômico" de Delfim Netto.

Que 2013 foi ano de mudança? Não mesmo. Se houve uma mudança foi que, bem talvez mesmo, o brasileiro ganhou o hábito de reclamar, coisa que não se vê há tempos, mas mesmo assim, não deu muito sucesso numa causa maior, que era afetar o executivo e legislativo. Não foi um ano de mudanças, e muito menos um gigante acordou, e muito menos os políticos mudaram – estes não mudarão nunca ou não tão cedo. Infelizmente, 2014 teremos as mesmas figuras em outubro, e em janeiro de 2015, eles de novo.