terça-feira, 30 de julho de 2013

Fotografias borradas


Quero que sejas daquele jeito, eterno, sensato, daquele jeito, do jeito que sempre foi. Afável e amável, o doce de pessoa, compaixão que apenas há em um coração como o seu, do jeitinho que sempre foi, mas que infelizmente, um mal desconhecido a levou para outro patamar. O da ignorância, distância, intolerância, e o de se manter calada, enquanto calcula seus planos sem suas trouxas.

Recordo claramente o modo o quanto era criança, o quanto era feliz enquanto juvenil, com aqueles planos prósperos que só você inventava, e que assim seria a nossa vida, que mesmo antes de um beijo atar este laço, era feito de nós para nós. E mesmo depois do beijo, criou novas histórias para ambos de nós, e escrevia-as naquele seu caderninho azul e atrás das fotografias que eu tirei.

Hoje, há as fotografias borradas de café, depois daquele café negro que tomamos, em Paris. Infelizmente, aquele seria o último, muito depois de tudo começar, o começo de uma esperança real e de um futuro anotado nas estrelas. Querias ver o teu sorriso novamente, mas é impossível, pois a chama não mente e a fumaça está na mesa da vidente, suplicando para deixar-la em paz enquanto choras, na cabine de trás.