quinta-feira, 25 de julho de 2013

O velho problema das calçadas no Rio


Desde criança tenho o costume de andar pelos bairros da Zona Sul e Zona Norte da cidade, principalmente a Grande Tijuca, um dos bairros mais próximos ao Centro, e também um dos endereços mais caros da cidade no quesito classe média. Uma coisa todos os bairros tem em comum além do frequentamento e importância, que é a buraqueira nas calçadas, atentando em que todas usufruem de pedras portuguesas, algo famoso no Calçadão de Ipanema.
Imagem: Mobilize

O caso da atriz Beatriz Segall que teve um acidente caindo literalmente de cara no chão não é o primeiro, muito menos será o último, e vocês sabem que já é um hábito carioca andar na rua atentando a bueiros, porque ou estou tortos ou abertos, ou simplesmente, sai fumaça e você sabe o final. O outro hábito bem antigo é se atentar a buracos além do lixo e fezes caninas. Contudo, eu até brinco quando estou na calçada e falo "cuidado com o campo minado", que é mais triste que engraçado.

Porém, isto não se pega apenas nas calçadas de concreto, como também, é algo crítico no maior charme da cidade, que são as pedras portuguesas. Pedras portuguesas é algo que é muito difícil de lidar, necessitando reparo a cada mês, e eu sei disso porque eu morava num prédio em que a calçada era pedra portuguesa e até hoje o condomínio pena nos cuidados – mesmo assim, fica lindo no final. Assim como meu antigo prédio, as praias, os hotéis, e tudo, utilizam, e principalmente, calçadas de praia, que é responsabilidade da prefeitura.

Ora, a culpa não é apenas dos comerciantes e residentes. Em toda a minha vida, e até mesmo observando condomínios, nunca vi um fiscal da Secretaria Municipal de Conserva e Secretaria Municipal de Obras, ou sei lá que pasta responsável, para ver as condições da calçada, assim como raramente vejo um fiscal tomando conta do asfalto – outro fator polêmico na cidade. Além do mais, quando há uma obra, de algum órgão como Cedae, CEG, Light, operadoras, até mesmo da prefeitura, o trabalho é muito mal feito, principalmente em locais em que há pedras portuguesas, na cidade inteira, que é um trabalho bem complicado de se fazer, e que fica pior ainda.

Com a notícia na edição de hoje no Globo (25 de julho de 2013), percebi um empurra-empurra da prefeitura dando um prazo de cinco dias para os comerciantes e moradoras ao redor do Baixo Gávea para reparar a calçada. Bem, Prefeitura, com o dinheiro que você tem e com a importância com questão de obras, principalmente de quem emitiu a ordem, deveria ter no mínimo um consenso de perceber que em cinco dias, principalmente a região sendo feitas pelas benditas e malditas pedras, cinco dias não dá para nada. Mas tudo bem, afinal, jogar a culpa e responsabilidade no outro e é bem melhor do que em si mesmo. Veremos o fim disso.