sexta-feira, 5 de julho de 2013

Que plebiscito o que!?


Enquanto escrevo este texto, o PT e aliados estão pensando exatamente como seria o plebiscito. Fico pensando o que passa na cabeça deles, principalmente o motivo de não olharem para o relógio e acordarem um pouco para a vida, pois não há tempo para fazer isso e as questões -- que não foram definidas -- estão em grego para população brasileira. A ideia é tão louca que o STF está condenando, mas esperando para ver.

Fazer um plebiscito não é fácil e nem rápido, principalmente nas atuais condições do Brasil. A manobra do plebiscito ajudaria muito a definir a pauta do parlamento, recordando que a intenção dessa loucura toda é uma reforma política, mas o brasileiro não está apto para responder nem uma, quanto mais três. São questões complexas que apenas quem tem um pé mais a fundo em algumas questões políticas compreenderá de primeiro. Contudo, acredito que levaria no mínimo 3 meses para explicar "tudo", e isto contado com a criação de campanhas.

Estes 3 meses eu ainda não incluí outro problema: as questões não foram definidas, ainda estão em debate, quer dizer, se começou, porque a pauta do debate é ter ou não ter o plebiscito. Faltando pouco tempo para outubro, vale lembrar que depois do quinto dia do décimo mês, não poderá haver mais modificação alguma, por faltar certeiramente 1 ano para as eleições e isto só pode ser modificado com um golpe de estado.

E com isto, acabamos derrubando "A Manobra do Plebiscito", que hoje estampado nas capas de jornais, mesmo sendo tabloides gratuitos, Temer disse e contradisse sobre o "ter ou não ter, eis a questão". O plebiscito morreu por 4 horas, mas depois foi revivido e a nossa chefe de estado, Dilma Rousseff, crê na capacidade intelectual do povo brasileiro, sendo que só alguma minoria do parlamento sabe responder algumas questões sem demorar minutos pensando, mesmo assim, sem entender muito, o que me leva a retornar a minha postura sobre a exigência de graduação em humanas para ser político.

Se o Brasil tivesse uma estrutura educacional melhorada principalmente com estudos de sociologia, filosofia, geografia e história, o plebiscito poderia ser feito... não, ignore o que eu disse até este ponto. Mesmo assim, mesmo se o Brasil fosse o primeiro em educação e o povo conhecesse de tudo e tudo for feito, o plebiscito seria votado em setembro! Faltaria menos de um mês para o Congresso pensar nas questões avaliadas e dali, retirar as mudanças, e depois passar para Rousseff, e depois publicá-las no Diário Oficial.

Isto é impossível! Parlamento algum discute algo sério como reforma política em menos de um mês! Acorda, PT e envolvidos! Isto é totalmente inviável tanto na constituição, como também, nas regras do tempo. Propor um plebiscito repentino que parece que veio para salvar a pele do partido parece mais estragar a reputação do que ajudar.