terça-feira, 27 de agosto de 2013

Carta aberta ao MetrôRio


O metrô é um serviço adotado por muitos e muitos no cotidiano carioca, e tanto fato é que vive lotado, mas uma coisa já virou rotina no metrô: o mesmo vive parado entre as estações de uma maneira constante, principalmente no trecho em que opera tanto linha 1 como linha 2. Já me ocorreu um caso de eu ir do Largo do Machado até a São Francisco Xavier e parar entre todas as estações até a Central do Brasil. Um descaso completo, e o pior, não houve nenhum informe sobre o motivo.

Mas este é um dos principais problemas do metrô. O sistema vive parando, falhando, e quando estamos dentro das composições, ninguém fala nada, ninguém pronuncia um "ai". Há aí um equívoco pelo descaso com a falta da informação devida aos usuários do serviço. Antigamente, pelo menos, era normal você ouvir "senhor usuário, estamos aguardando a liberação de tráfego". Hoje, eu fico feliz ao retirar meu fone de ouvido e escutar tais palavras.

O problema maior foi ontem, que ocorreu com meus familiares. Vindo da zona sul, desde Botafogo, meus avós pegaram a linha 2 até Del Castilho, e entre Triagem e Maria da Graça, o trem parou por um tempo, alguns segundos, segundo o relato de minha vó, e depois seguiu viagem, isto por volta das 17h. Mas depois, por volta do mesmo horário e no mesmo trajeto, com a composição nova, a composição ficou parada por mais de 20 minutos enquanto meu tio utilizava a mesma linha. Conto melhor em outro parágrafo.

Meu tio pegou o metrô no Centro – que era um dos trens novos da linha 2 – por volta das 17 horas e já estava sem ar condicionado e lotado. O trem seguiu viagem e quando chegou em Triagem, toda a iluminação do vagão havia sido desligada. Ao seguir a viagem, houve uma parada inesperada entre Maria da Graça e Triagem. Com trem todo fechado e sem ar condicionado, os passageiros começaram a ficar sem ar, a desmaiar, e nada de haver pronuncias do maquinista, e o trem todo desligado. Foram até a cabine do maquinista, bateram, e nenhuma resposta. E o trem parado. Por fim, no desespero, os passageiros começaram a tentar quebrar os vidros para haver entrada de ar, pois os vidros já suavam, mas depois de tantas tentativas, só abriu buraquinho que ajudou um pouco. Foram 20 minutos de desespero, e depois de chegar em Maria da Graça, não houve nenhuma resposta do que seria aquilo. Houve ainda guardas que reclamaram dos vidros quebrados pois não havia ventilação alguma. Deviam era sentir vergonha da situação, isso sim.

Até agora, 13h50min, não vi nenhum pronunciamento da companhia sobre o caso. A companhia, com certeza se eu for questionar, não vai me responder em hipótese alguma. A questão que abro é: por que se negaram a responder? Com certeza havia um problema na composição, ela não tinha ar desde Botafogo, por que não avisaram? Não obterei as repostas, eu suponho. O pior é que fico pensando: se meus avós demorasse mais um pouco, pegariam a mesma composição. Meus avós são idosos e muitos desmaiaram no episódio. Isto não foi uma eventualidade inesperada, mais um pouco seria genocídio.

Se fosse na linha 1, ou como gosto de chamar, Linha Vip, isto seria um pouco melhor. Na linha 1, mesmo com os trens antigos, quando há alguma eventualidade inesperada, ao menos conseguimos abrir as portas e o maquinista pelo menos manda aguardar. Sou usuário da linha 2, pois a estação Del Castilho é a mais próxima da minha casa, e nem para avisar “Próxima estação, Del Castilho” há, a não ser até a Central do Brasil. Ainda posso lembrar dos problemas eventuais que aconteceram no dia que Vossa Santidade aterrissou no Brasil. As duas míseras linhas paradas, e sem pronunciamento. Será que eles sabem que passaram por um mico mundial? Tinha de todas as culturas ali. Uma vergonha, mas sabe o que é mais vergonhoso? Verei isto de novo amanhã, quando for pegar o metrô e só começar a ouvir o maquinista na Central do Brasil.