segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Mutação coloral ou o fim dos tempos


De repente, sentado em meu apartamento no Rio de Janeiro, aproveitando um célebre frio numa temporada de calor (verão), o dia que começa cinzento, torna-se mais cinzento no fim de tarde com chuvas de pequeno porte. De repente, não é mais o mesmo cinzento que habituamos a ver o dia inteiro, ou salve aos que desejam o dia sem chuva: do dia chuvoso que reclamaram ele por inteiro, mas que se habituaram.


Do cinza, torna-se amarelo, vermelho, laranja, rosa, preto, ocorrendo uma mutação coloral bem peculiar para um dia onde não era aguardado nenhum fenômeno da nossa querida mãe natureza. De repente, dá-se início a ocorrências de coisas mais peculiares ainda, trazendo porcos voadores que brotam instantaneamente do céu, ou que podem chover os pobres coitados.

Surgem criaturas peculiares voando pelo no céu, e de repente, artefatos materiais pessoais começam a derreter, assim como a energia elétrica mostra-se desgastada, e para de funcionar, assim como a comunicação. Não há iluminação que mostre o mundo, mas não se preocupe, o céu com bilhões de cores distorcidas está bem forte para manter a iluminação, mesmo sendo vinte horas na Cidade Maravilhosa.

Aliens poderão vir, todos irão se assustar, e é tão assustador quanto as criaturas peculiares, mas não, eles vieram em paz. A paz que eles fizeram, examinando cada canto da Terra, mas sim combateram as criaturas peculiares, mas com azar que foram derrotados. Aonde estará nossa salvação de tempos assim? Aonde estará nossa salvação de dias assim?

Mas não há com que se preocupar. O dia está acabando e nosso herói está aqui, mas ele está bêbado. Tão bêbado quanto um homem que passa o dia tomando álcool puro num bar de esquina qualquer, então seremos devastados pelo apocalipse, ou as criaturas peculiares tomarão conta de nós, quem sabe até não exterminar. Ou quem sabe, por ventura, derreteremos em conjunto com os artefatos pessoais materiais?