Não sei se estou certo, até porque, mesmo eu desejando ser jornalista, ainda não estudei e não conheço atitudes que deveriam ser cumpridas, o que espero obter durante a universidade, mas quem conhece, como a Globo, não as obedece, pelo visto. Durante um quadro "RJTV no Seu Bairro" (ou algo do tipo), uma repórter documentava protesto do povo em Japeri por mais um caso de falta de asfalto, saneamento, esgoto a céu aberto, e tudo mais que pode haver de errado, o que concordo com os protestos, um secretário que não recordo do que se tratava, apareceu para prestar esclarecimentos, projetos, e afins.
A repórter, durante a entrevista, pergunta quando esta reforma seria feita, pedindo um prazo estipulado. O secretário, no seu direito de replicar, dá sua réplica, o que é totalmente desrespeitado pela repórter, que mantem-se perguntando "quando será resolvido?" "mas quando será solucionado?", enquanto o mesmo dizia que seria necessário criar estudos, projetos, e afins, e a repórter persistia e ainda passando a bola da vez para quem habitava aquele local.
Obviamente, o político se enfurece, mas se contem, mandando a repórter manter a calma (justíssimo). Estava esperando uma atitude melhor da Ana Paula, na qual apresentava do estúdio, mas infelizmente, a apresentadora parece achar aquilo a coisa mais normal do mundo, a qual presenciou quase uma discussão em que no caso, a Globo seria a geradora.
Tudo bem, há muita burocracia do governo e o atraso e superfaturamento nas obras é um caso praticamente considerado normal — o que não devia ser —, mas a atitude da repórter foi errada até demais. Primeiro, pelo desrespeito: meu pai me ensinou desde pequeno que se deve fazer duas coisas durante uma conversa, que é olho no olho e não interromper quem está falando naquele momento, a não ser que seja um caso de extrema urgência. Em segundo, qualquer tipo de obra tem a necessidade de um estudo bem feito antes, porque não vamos esquecer que a ferrovia que liga o norte ao sul do país está parada por um projeto mal feito, na qual, Sarney batia no peito alegando ser uma invenção revolucionária e que daria certo em todos os sentidos.
Realmente, grandes coisas no Brasil quebram pois não há um projeto bem elaborado, o que resulta em baixa durabilidade do que foi feito, ou, durante a obra, um custo adicional, como o Maracanã, que é uma obra superfaturada e que irá ter mais uma reforma para 2016 logo após 2014. Mesmo havendo uma burocracia, ambas não poderiam agir assim, lembrando que, político realmente é enrolão, mas quando ele está dando sua explicação, ninguém sabe sentar e ouvir, principalmente quem deveria transmitir informações, o que foi caso; mas continuo com uma teoria que criei ao longo do tempo: brasileiro não sabe debater. Fica aí este desabafo, e se estiver algo errôneo, espero debater nos comentários.
Ah! Isto me lembra um episódio durante o BBB...