A poeira parece ter abaixado, mas não é bem assim. Enquanto estamos aqui, notícias correm sobre um protesto que acabou em um tumulto só, e isto na rua aonde reside o governador, no Leblon, e estendeu para o bairro todo e um trecho de Ipanema. Houve coletivas sobre o incidente coordenada pelos órgãos de segurança pública, o presidente da OAB, e alguns secretários, mas com uma cadeira vazia: a de Cabral. Ah... de novo não.
Como sempre, por aí, sem rastros, ou então levando o Juquinha para Mangaratiba num dos seus helicópteros do estado. Enquanto isto acontece, ou talvez enquanto está na sua casa num dos endereços mais caros do Rio de Janeiro, ou sei lá, a única coisa do governador que dá as caras é seu assessor, quem sabe também Cabral não esteja transmitindo informações direto do jantar parisiense com a Delta.
É sempre assim a vida do nosso governador, que de 4 em 4 anos aparece, ou então, quando é algo que vai beneficiar seu bolso, nome, e principalmente, que é bem bonitinho, como inaugurar estádios. Enquanto o povo protesta em sua rua contra suas polêmicas geradas em 8 anos de mandato, Cabral não dá as caras, deixando a coletiva da PM nas mãos de José Mariano Beltrame, secretário de segurança pública, e a Polícia Militar, e infelizmente, o presidente da OAB.
Até agora, a única novidade dele, que veio pelo assessor, foi que haveria uma reunião emergencial. Começo a pensar que ele deve ter arrumado um sistema de holograma para deixar no Palácio da Guanabara, na Rua Pinheiro Machado, para transmitir a reunião, enquanto acaricia os pelos do Juquinha.