Nunca, na minha vida, esperaria que o Google Reader entrasse na temida lista de cortes do Google, pelo menos agora não, mas chegou o momento e o prazo já finalizou desde dia 1º de julho, e quem não fazer backup até dia 15, perde tudo. Depois de tantos avisos, tantos recados, mesmo após pedidos inusitados e mensagens de ódio ao Google pelas redes sociais, o leitor de feeds favorito do povão enfim chegou ao fim.
Lá se foi mais uma coisa no Google que adorávamos. O leitor, que está no ar (ou estava) no ar desde 2005, sempre foi a ferramenta preferida por todos na internet, inclusive gosto de deixar claro que todos os aplicativos existentes para sincronizar feeds utilizavam-o para sincronizar as listas de links, ou seja: era o mais universal. Hoje, alguns criaram seu sistema próprio, que é o caso do Feedly com o Feedly Cloud, e outros começaram a procurar outras opções para sincronização de listas.
Infelizmente, segundo o Google, o uso dele caiu com uma frequência que acharam melhor finalizarem as atividades, o que realmente devo concordar pois vejo que feeds teve seu uso bem menos intenso desde que começou a febre de Facebook e Twitter. Um dos fatos que utilizo para dizer isso é os indicadores dos blogs que sempre vejo caindo, e os atuais, mesmo sendo bem conhecidos, há uma estatística bem baixa. Outro ponto que utilizo é o fato dos usuários mais leigos não terem noção do que seja feed e muito menos RSS, que devem pensar primeiro em uma forma de expressar risadas.
Despeço-me do leitor com muito pesar, principalmente por ser usuário fiel desde 2007, quando eu tive a primeira conexão 24 horas por dia na minha casa, mesmo sendo dial-up. Hoje, com novas ferramentas surgindo para substituí-lo, que algumas estão melhores que o leitor original -- original porque utilizavam o GReader para sincronizar --, já dou meu parecer que ele já pode ir, mas ainda há peso no coração. Google Reader sempre ficará em nossos corações.