Não é a primeira vez que nem vemos o Falcon saindo da Play Store por este problema, e nem ele é o primeiro aplicativo que faz isso. O Tweetbot, que é famoso no mundo Apple, já passou por isso, e até mesmo alguns aplicativos para Windows 8, que nem durou uma semana e eu dei uma tremenda sorte de utilizá-lo antes de alcançar o limite. No final, o Twitter que tenta pôr um limite nos desenvolvedores para impedir que lucrem que o Twitter, acaba atrapalhando a experiência do usuário, o que é um ato falho.
É até um pouco plausível que o Twitter faça isso, afinal, o Twitter que deseja lucrar, e ainda mais utilizando aplicativos terceiros, eles não podem pôr anúncios e nem nada para lucrar a base disso, e foi nestes moldes que a API 1.1 foi criada, com um limitação gigante e assustadora, dando custódia total de liberdade ao aplicativo oficial. Isto não foi fácil para a comunidade de desenvolvedores, não mesmo. Houve uma repercussão séria quando isto foi definido.
Os afetados não poderiam fazer nada, tendo duas alternativas: ou você paga para continuar que usem e cobrem um absurdo, que é o caso do Tweetbot for Mac que custa 30 dólares (!!!), ou então, ninguém mais usa. Outra solução existia, mas parece que ninguém pensou nisso antes: permitir que usuário cadastrasse sua própria aplicação, com sua própria Consumer Key, Consumer Secret, e os demais, sendo que seria a primeira ideia que eu teria caso me limitassem.
Joaquim Vergés, criador do Falcon Pro, fez isso retirando o aplicativo da Play Store e disponibilizando em um site independente. Em seguida, para todos, apenas quem tinha feito o login antes poderia ter acesso, ou seja: quem fez, fez, que não fez, dança. Mas por incrível, pelo Google+ descobrimos um belo Easter Egg ao clicar no logotipo do aplicativo, nos cantos que acionaria 4 quadrados de cores distintas, pressionasse no laranja e depois sacudisse o celular, e aparecia uma opção para mudar a API, e isto mudou tudo!
A ideia é genial, sem prova de dúvidas, e resgata até o passado em que era permitido que utilizasse APIs distintas em aplicativos terceiros, e não apenas sendo isso, podemos mexer nos ânimos do Twitter. A rede social não se manifestou por enquanto, mas eu tenho uma certeza quase absoluta de que eles podem estar com um pouco de inconformação pela novidade, pois os desenvolvedores podem vender seus apps e os usuários escaparem das limitações, e lembrando que mesmo não vendendo na Play Store, ele pode vender o .apk por fora.
Ideal seria todos os desenvolvedores adotarem a mesma ideia e parar de pagar para ter o limite de 100 mil usuários elevado para tentar ver se muda algo. Esta limitação nunca ocorreu e foi de repente, e está interrompendo o trabalho de todos. Não é apenas o limite de 15 requests a cada 15 minutos que é para ser questionado, é tudo que há na API 1.1. Infelizmente, não veremos muito isso, pois nem todos os usuários são mais avançados, principalmente no iPhone que não tem apenas geeks, mas seria um sonho todo mundo fazendo isso de propósito até o Twitter tomar uma postura.