quinta-feira, 18 de julho de 2013

Foicebook ou Participatório?


Um fato bem real é que se é bem promovido, qualquer assunto ou evento tende a dar certo, e ainda mais no final da primeira década e no início da segunda década do século XXI. As redes sociais além de serem tóxicas – tem coisas que prefiro nem falar –, são importantes para espalhar informação, tendo até casos de gente que se perdeu e com fotos espalhadas, a vítima foi encontrada, e ainda há revoluções em vários países e locais, como no Egito e o início da onda de protestos que há no Brasil atualmente.

Sabendo disso, o povo todo vai para as redes sociais para ativar o megafone virtual e espalhar a mensagem pelo mundo inteiro, dando destaque ao Facebook e o Twitter, as duas maiores redes sociais do país. No Facebook, páginas sobre política e pessoas criam conteúdos – alguns bons e outros péssimos – sobre os protestos, e em conjunto, eventos. No Twitter, ajudam a espalhar, e assim vive a vida nas redes sociais, que pode se tornar o maior inimigo da imprensa e de qualquer governo.

O Brasil viu isso e até anunciaram que a Abin iria bolar um sistema para monitorar as redes sociais em busca de informações sobre protestos para anteciparem os protestos, simplesmente para tentarem manter uma ordem policial e no trânsito (que falhou). Me senti feliz por utilizarem a rede social direito, e principalmente pelo governo saber que elas existem. Sabendo disso e com a popularidade do partido e aliados meio comprometida, e principalmente a ineficiência de comunicação entre o Itamaraty e a população, aliaram-se a internet.

A ideia do Participatório é uma boa ideia, mas não para ser ostentada pelo governo – mas concordo na escolha de utilizarem os servidores maravilhosos da UFPR. O nome é horrível, o visual é horrível, e alguns conteúdos são piores ainda. Há quem fique empurrando a ideia de comunismo no Brasil, de estatizar tudo, e mesmo quem é de direita, fala merda – mas a direita nem sequer participa direito disso, porque fazem piadas o dia inteiro. Da minha postura, eu passei 30 minutos entendendo aquilo, voltei no dia seguinte para ver algo, e continuei: é sério?

Tendo em base que todos os partidos brasileiros são de esquerda – na verdade, nenhuma posição, mas todos tendem mais a esquerda, que é uma nojeira –, os "zueros" de plantão criaram o Foicebook, ridicularizando o Participatório – meu pai amado, que nome feio –, e de prontidão, com certeza foi parar no Facebook o layout baseado no original:

Rede social para compartilhar fotos de Lenin e gatinhos.
A ideia é ótima, eu estou rindo até agora (de verdade). Realmente, as primeiras coisas que vi na rede social governamental foram vômitos (nem palavras) sobre comunismo e estatização de tudo, faz total sentido. O pior disso tudo é: se a rede social é para o governo avaliar o pedido dos jovens, o que está lá, se for realmente o que prometem, pode entrar na pauta com certeza. Isto não deve acontecer porque conhecemos o governo, mas seria mais ou menos isso se cumprissem: se está lá "Imponha a Revolução Vermelha já!" e a Dilma aplicar na pauta, simplesmente o argumento vai ser: "vocês que pediram". Tem um vídeo com várias verdades que eu assisti hoje que explica isso melhor:


Os comentários que há no vídeo são reais, só discordo um pouco com o que é dito sobre que o Participatório já estava pronto, pois conhecendo o que utilizaram para criar, isto se faz rapidinho, apenas adaptando categorias, criando um layout bem definido, que pode ser feito em um dia, e pronto. Isto se faz em muito menos de uma semana, como se faz um template para o Blogger para quem está bem familiarizado com o código, e com certeza a UFRJ e UFPR tem gente que sabe fazer isso muito bem – aliás, o governo devia contratá-los para fazer sites decentes para prefeituras, estados e o governo federal, principalmente o INSS.

Não queriam a estatização? Está aí, uma rede social estatal, como desejaram. A Di... digo, Marx Zuckerberg já fez a primeira iniciativa estatal a pedido dos senhores, comunas, que pedem estatização de tudo. Só para não citar comentários negativos sobre a rede social, há alguns debates por lá que concordei e que acho que deviam estar na pauta dos parlamentares, alguns que realmente há construção. Mas sinceramente, eu não confiaria uma agenda de eventos para protestos contra o governo num site que é hospedado e controlado pelo governo, até porque, o que seria um protesto contra o governo com ele ciente disso tudo? Piada, né?