sábado, 31 de agosto de 2013

Pontos da Bienal do Livro (31/08/13)


Não há como negar que livros é uma fissura em qualquer lugar, e que mais fissura há quando temos um eventos sobre o assunto, e a Bienal do Livro é algo que realmente está acontecendo. Hoje, eu e alguns amigos cobrimos o evento desde o fim da manhã até o fim do evento e dá para atestar exatamente esta fissura. Obras de diversas editoras com ou sem desconto, alguns caros, outros baratos, mas de qualquer maneira, é um barato.

Saímos da Tijuca às 10h30min a caminho do Riocentro, lá para dentro daqueles arredores entre Barra da Tijuca e Jacarepaguá, Zona Oeste da cidade. Pegamos o Alto da Boa Vista até a Alvorada. Dou destaque a este ponto pelo simples fato de que comprometeram-se em colocar vários ônibus pelo preço de uma passagem normal da Alvorada para o Riocentro. A ideia é ótima e deu certo.

Passado o pior obstáculo, chegamos na entrada da feira. Havia uma confusão por ter apenas duas filas oficiais, mas não era assim que funcionava, e parecia que não era culpa do evento e sim das pessoas. Começaram a criar filas duplas, triplas, e quando via, havia uma quantidade ordinária. Por fim, o evento tomou controle da situação, mas não completo. Foi rápido o atendimento, paguei meia apresentando a carteira do meu colégio.

Acho que estes foram os principais obstáculos na chegada, pois realmente não era muito obstáculo. A ida é tranquila, e mesmo que tumultuado por ser sábado, foi bem fácil. Enquanto estava dentro do evento, havia uma boa quantidade de fast foods, mas com preços elevados. O que abro birra é com a questão alimentícia no local em que não havia um bebedouro, e quando fui perguntar sobre me afirmaram que é normal. É culpa do Riocentro ou de quem organiza a Bienal? Eu não sei, mas pagar um dinheirão por uma pequena garrafa de água é um roubo!

O melhor das confusões foram as editoras, que invés de fazer um preço muito atrativo, havia algumas que além de não dar um desconto no preço único de cada livro, às vezes aumentavam. A Saraiva, que eu esperava sair de lá com pelo menos três livros por uma pechincha, acabou me surpreendendo. O melhor estande mesmo foi da Intrínseca, com livros de R$ 2 até R$ 40. Haviam títulos bons, eram organizados, e por um preço bom, mas não havia descontos como a Arqueiro, que levando certa quantidade, ganhava desconto. A Record estava caríssima, a Companhia das Letras mais ou menos, mas a pior foi a Record.

Além dos preços, não haviam preços. Você pegava o livro e precisava ir atrás de algum vendedor para obter os preços, e muitas vezes não sabiam, lógico. Haviam editoras que não colocaram sequer uma maquininha.

Haviam filas, longas, mas nem todas demoravam. Peguei muita fila e a pior de todas foi a da Intrínseca  que, se não me engano, era uma das mais procuradas. Havia muita exposição de livros como Percy Jackson, livros do autor John Green, entre outros. Passei uma hora na fila da Intrínseca  não por lerdeza, e sim por quantidade de pessoas, enquanto na Companhia das Letras foram uns 10 minutos. A pior fila foi para voltar. Todos queriam o maldito ônibus para a Alvorada.

Os pavilhões foram muito bem divididos, sendo o azul com as editoras que com certeza foram as mais procuradas. O laranja, que era a entrada, havia mais conteúdo infantil e poucos universitários, enquanto o verde era educacional, mas me disseram que estavam com valores ótimos. Não parei para olhar pois infelizmente não houve tempo. Depois vejo as duas além da azul.

Sentados no chão: foi o lema do dia, e eu acabei lançando a moda de sentar na fila da Arqueiro e utilizar os braços para me locomover enquanto a fila andava, isto por volta das 17 horas, então se viram alguém de camisa xadrez vermelha acompanhado de outro rapaz de camisa branca sentados no chão no meio da fila, era eu. Logo depois, segundo outro amigo, todos começaram a sentar no chão também. Kibe ou vergonha de serem os primeiros? Ou eu que sou mal educado mesmo? Não sei. Só sei que estava cansado (e ainda estou com pernas doloridas).

A tradição da grama nunca acaba, e acho que não será hoje ou amanhã que irá acabar. Havia, como sempre, uma quantidade massiva de adolescentes e adultos sentados no gramado entre pavilhões, sejam eles comendo ou brincando, e até lendo e pegando sol. Alguns namoravam, e realmente era um local romântico, mas o que estraga aquele momento romântico era aquela vala. Espero que isto nunca acabe.

Hipsters! Acho que não tenho o que comentar.

Encontros, o maior problema de lá. Me distanciei do meu grupo por uns segundos e não via o rastro, mas o pior foi as operadoras. A Claro não ficou tão ruim como eu esperava; tinha HSPA+ (3G Max ou 3G+ ou H+), tinha que insistir um pouco, mas funcionava, e ainda conseguia ligar. O problema foram as outras, que não deram conta do recado. A TIM foi a pior de todas, para variar. Havia um BTS (antena) lá dentro, mas eu não faço a mínima de que operadora seja. Por isso, mães, pais, avós, responsáveis das crianças, muito cuidado.

Ganhei O Globo de graça, mas a custo de uma insistência de uma assinatura que eu tive que dizer: meu rapaz, eu prefiro comprar na banca. É verdade, receber em casa é excelente, mas como tenho a pior rotina de todas, prefiro ir na banca do português todos os dias e ler enquanto compro meu pão na chapa com suco de laranja na padaria do outro português. Mesmo assim, foi jornal de graça. Espero que me deem outro quando eu for de novo, porque R$ 2,50 todos os dias não é nada fácil.

Ziraldo? Eu acho que era ele, não vi direito. Um dos ícones que escreveu uma das maiores histórias em quadrinhos que mais li na infância – depois de Maurício de Souza – estava por lá distribuindo autógrafos. Ou devo dizer, eu acho que era ele. Estava um tumulto que só, não deu para reconhecer.

Para variar, a CET-Rio ataca de novo, mas me disseram que era treinamento para o Rock in Rio, e se foi, sinto muito prefeito, está um lixo. Fecharam todos os retornos da Avenida Salvador Allende e o mais perto já era quase no Recreio. Todos faziam bandalha, e eu também faria, afinal, não tinha como não fazer. Por fim, meu ônibus foi fazer e quase virou. A culpa não era do motorista, era mais da CET-Rio que dele, pois fecharam o retorno casual do ônibus. Quase xinguei o guarda.

Mesmo com isso, foi uma viagem bem tranquila e divertida, já que o ônibus estava tão cheio que todos começaram a conversar. Nem pareciam estranhos, todos riam, ainda mais depois do quase-acidente, em que todos começaram a rir sobre as caras que fizeram, mesmo dos desconhecidos. Eu, anti-social, fiquei ouvindo MPB FM. Mas todos estavam felizes e estão sãos em casa... ou num bar.

A nova Alvorada é um espetáculo e confesso a vocês que nunca mais fui lá desde que acabou as obras do BRT. Realmente, o BRT valeu a pena por isso, pois aquele terminal estava um lixo, mas não digo o mesmo para as ruas que estão ganhando o BRT, seja na Barra ou Jacarepaguá. Mesmo assim, as obras na Alvorada foram maravilhosas. Mas o BRT ainda é uma porcaria.

Depois tem mais, prometo. Mais tarde devo voltar, só que com mais calma e mais dinheiro. Odeio fazer coisas com tumulto e pressa porque precisava deixar outras pessoas verem aquela prateleira, então acabei que gastei dinheiro à toa. Só sei uma coisa: agora levarei água, comida e o que for. Não caio mais nessa cilada.