Estive correndo pelos campos gramados, conduzia meia dúzia de pessoas, e de repente, elas sumiram. Era 1940, e o ano estava começando aqui na Inglaterra, e quando vejo, todos aqueles ao meu redor sumiram. Mesmo eu estando ciente de que havia se instalado o inverno, havia algo de anormal, as coisas não eram mais as mesmas. Era tudo calmo, mas de repente, alguma coisa estava estranha.
As flores não eram mais rosas ou vermelhas como antes. Nem o branco era branco, de repente era cinza. Tudo cinza, havia um culpado, mas eu não sei quem é. Aqui na roça, no meio do nada, sem comunicação e energia elétrica, nada. Nada vezes nada, e ainda estou preso num fim de mundo, é apenas isto que posso afirmar. Mas quando eu olho, não tem quase ninguém.
Continuei correndo, mais rápido, e mais rápido. Homens de preto me perseguiam. Gritavam "vem cá, seu merda, nós te odiamos, seu verme" em outra língua, mas o que eu fiz? Eu sou apenas um jovem mortal de 16 anos. Meus pedidos de resgate nunca seriam ouvidos, pois ninguém estava pela redondeza. Tinha até certeza de que nem o vento cantava. Tudo estava parado, exceto eu, a grama na qual eu pisava e os homens de preto.
Por fim, atiraram, escapei. Caíram no rio e não sabiam nadar, já eu, conhecia um atalho e me escondi. Dois dias depois, encontrei um rádio. Eu não sabia, eu não sabia... eu nunca iria saber. Todos foram mortos. Arduamente mortos. Nunca mais os veriam, e estou escrevendo tudo isto neste pedaço de papel. Acho que sou o próximo.