quarta-feira, 16 de outubro de 2013

A polícia agiu certo


Não se fala em outra coisa na internet a não ser um caso espontâneo da polícia ter evitado um grande à mão armada assalto na Zona Leste de São Paulo. Há, com razão, uma grande discussão entre quem estava certo ou errado na situação, e principalmente, um julgamento da policia militar, em razão a atitude da polícia militar que surgiu do além e evitou um furto nos 45 do segundo tempo.

O caso se resume em um assalto evitado por um polícial que, fora de um carro da corporação, detém um assalto. A vítima, com uma GoPro no capacete, foi abordada num cruzamento por um marginal na carona de uma moto pilotada por seu comparsa. Armado, aponta a sua pistola para a vítima e segura o guidão da moto, e, sem pestanejar, a vítima acaba entregando a chave, alarme, tudo, e enquanto isto, a vítima filmava tudo pela câmera no capacete. Na hora em que o assaltante toma posse da moto, um policial, quase à paisana, sai de seu veículo pessoal e atira duas vezes seguidas e acerta o bandido.

Não há cabimento dizer que o assaltante é vítima, aliás, há duas situações que desmentem isso. A primeira é uma prova: além de quem avistou o assalto, havia uma gravação provando o que com certeza veio como prova de um processo, mas o policial não havia conhecimento disso antes de atirar. Em segundo caso, o bandido estava armado e com uma arma apontada diretamente nos olhos da vítima, ou seja, o policial conhecendo leis e sabendo quando deve ou não agir, sabia que, ao atirar, agia em livre e plena defesa tanto da vítima, como dele e quem estava no trânsito, e ele viu o assalto.

Analisando o ponto criminalmente, sem necessidade de muita perícia, o bandido estava errado, mas há quem diga que ele estava certo. Nenhum marginal é correto, principalmente quando é pego no flagra, o que foi o caso. O policial estava num carro pessoal? Sim. Estava armado? Sim. Se não me engano, a arma é propriedade do policial para legítima defesa -- imagine só um bandido te reconhecer após uma operação numa favela? -- e pelo uniforme, ou estava se encaminhando para o batalhão, ou estava retornando, o que ainda faz dele um policial, mesmo fora da hora de serviço. Não havia prova de dúvidas, o tiro foi necessário, não havia outro jeito. E não, o carinha não assaltou porque ele estava desprovido do básico. Assaltou porque quis.

Mas recorrendo a sensatez sempre que for preciso: o cara deu muita sorta. Teve sorte não só por estar filmando e ter facilidade, já que, o bandido burro assaltou uma pessoa com uma câmera gigante na cabeça, então é bem lógico que é possível ver a cara dos dois assaltantes, como também, por estar no trânsito um policial. Mesmo assim, me espanto pela rapidez e como o ato foi certeiro sem falhas. Dois tiros, certos. Wow!

A moto foi recuperada, mas o bandido manteve-se vivo e ouvi dizer que há quem queira dar amparo ao marginal. Que dar amparo o quê? Dê amparo para agilizar o processo para chegar na cadeia. Já não basta um infeliz desses estar vivo e ainda precisa de amparo? Conversa pra boi dormir.