domingo, 1 de dezembro de 2013

Carta aberta aos meus professores


Esses dias eu sentei e pensei: o que será agora? Não obtive resposta. Sabia que havia um universo de coisas pela frente, oportunidades e a tão sonhada faculdade, que mesmo sem confirmação, virá. Mas não sabia como seria a mudança de uma única coisa. Essa única coisa que nunca mais teria na minha vida.

A escola. No começo, tão odiada. Nota-se que, em programas de televisão, mostram todos os estudantes revoltados por estarem nas escolas, e, realmente, é chato. Não há como negar que acordar às 5h da manhã para estudar não é chato, mas no final, as coisas mudam, e você acaba se divertindo.

Quando não é alguma coisa idiota, é um amigo, ou então, aquele professor bem humorado e bobo, ou mesmo amigo. Tivemos vários, e ainda temos, e maravilhosos. Com alguns, desentendimentos que até hoje não há solução – pelo menos da minha parte. Outros que há um vínculo de amizade enorme, que ao final do ano letivo, será impossível desatá-lo com facilidade. E então chegamos de novo: o que será agora?

Mas as coisas nasceram para serem modificadas, crescerem e mudarem. O passado fica para trás, sem nenhuma possibilidade de voltar, a não ser que você tenha uma TARDIS, mas isso é uma nave espacial que viaja no espaço-tempo em um programa britânico de TV, não realidade. Sabendo disso, só nos resta o agora e o amanhã, sendo o amanhã decidido pelo agora. E agora? Nos resta relembrar e erguer o peito e, pensando, relembrar daquele exercício de anos atrás que um professor colocou no quadro. Ou então aquela fórmula de geometria que você disse que “nunca vou precisar disso”. Pior que vai, principalmente para reviver uma memória. Em sequência, vem a lembrança daquele mestre.

Ninguém vai afogar nas memórias a lembrança daquele cara que ficava lá na frente mandando tirar o pé da mesa, guardar o celular, e, principalmente, ouvindo os “é para copiar?”. É até impossível, principalmente aquele chato que você nunca foi com a cara dele. Este então, é o que você mais vai lembrar, pois eu me lembro de todos os chatos do ensino fundamental até hoje. O que nos resta agora é apenas agradecer e relembrar momentos passados. Se houveram mágoas, que sejam resolvidas e fiquem por ali. Ninguém deve guardar rancor para si mesmo, principalmente alguém que esteve de pé por alguns anos olhando para sua cara feia enquanto explicava algo extremamente complicado.

Apenas tenho que agradecer três anos maravilhosos de escola, com os melhores professores que eu poderia ter. Toda a equipe maravilhosa e toda brincadeira normal e anormal que tivemos. Todo aquele suspiro e alegria, mesmo que no horário da saída. Temos que agradecer por tudo que nos ofereceram e, no futuro, será essencial para a nossa vida.

Professores, apenas digo obrigado e bato palmas. Três anos nos aturando logo de manhã não é para qualquer um, hein! Sentirei saudades, sempre.