Facebook Home, a ideia quase brilhante
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| Foto: Tecnoblog. |
Para quem não sabe, launcher é aquela tela inicial do aparelho que utilizamos para escolher app, colocar widgets, wallpaper, e tudo. Então, o Facebook lançou o Facebook Home, o laucher da rede social, com total integração, e tudo, mas tudo mesmo, ligado a internet -- o que pode gastar bateria e plano de dados --, e limitado para certos aparelhos. O estilo dele é bem interessante, mas o que ele realmente faz em algumas coisas, não.
O launcher apresentado pelo Facebook torna tudo na homescreen ligado ao Facebook, sendo até seu wallpaper vindo do seu feed do Facebook, ou seja, do jeito que é o Facebook e, pelo menos quem eu tenho no Facebook, haverá foto de "Rede Esgoto de Televisão", "Humor no Face", entre outros no meu wallpaper.
Então, nesta forma, ele perdeu bastante, porque dependendo de como é, sempre tem alguém assim, e na propagando é tudo bonitinho, mas o problema é a realidade. A parte boa é que, com a integração, e pelo que entendi, você ainda pode ver fotos do Facebook sem abrir o aplicativo, podendo clicar duas vezes na imagem para curtir, como no Instagram. Ah, e esta é sua única informação na página inicial, só a foto do feed e a foto em miniatura da pessoa logo abaixo.
Uma coisa que eu realmente achei interessante é que, diferente de qualquer launcher, ele fica em tela cheia, ou seja, não há barra de notificações e outras coisas além do launcher para interrompe-lo. As notificações do Facebook, Twitter, Gmail, e todos os outros aplicativos ficam na homescreen (página inicial), que é algo muito interessante, pois elas ficam muito mais visíveis num estilo bem agradável e sua página inicial torna-se a central de notificações.
Tudo (errrr...) lindo, legal, mas aí você abre o app drawer, que é aquele menu onde fica todos os apps, e tem lá os seus aplicativos -- aí sim! -- e atalhos com botões como é presente tanto no Android como no iOS: postar um status, uma foto, e dar check-in (Foursquare boo!). De restante, recorda-me muito ao app drawer presente nos smartphones da linha Xperia, o que achei bem intuitivo e interessante, porque este método é o mesmo que o Google adotou no Android 4.0 em diante, e todas as fabricantes adotaram também.
O launcher, com um visual muito interessante, não está presente para ser adquirido gratuitamente na Play Store, o que quem for curioso, terá de esperar até dia 12 de abril para baixar, ou seja, sossegue, e ainda mais com esta notícia: somente quem tem Samsung Galaxy S III, Galaxy S4, Galaxy Note II e HTC One X terá o proveito, e só bem futuramente outros aparelhos, países (claro que só os EUA tem) e tablets terão o "privilégio".
Facebook Phone: um bom Android, e integrado ao Facebook
Quebrando a minha cara e de todo mundo que disse "o Facebook nunca terá o trabalho de fazer um celular", o Facebook realmente o fez. O aparelho, chamado popularmente de "Facebook Phone", mas que não é, é HTC First, é um ótimo aparelho com uma integração direta com a rede social, e com certeza com tudo da empresa pré-instalado no aparelho, contendo já o Facebook Home no dito cujo.
Aos desesperados de plantão que nem eu quando houve o anúncio, o hardware é muito bom para um aparelho que irá custar US$ 99. Seguindo a linha de aparelhos da HTC (ótimos), o smartphone já virá com o novo processador dual-core Snapdragon 400 de 1,4GHz, 1GB de memória RAM, 16GB de memória interna, e uma tela de 4,3 polegadas com 1280x720 pixels e para fazer isto tudo funcionar, uma bela bateria de 2000 mAh. A câmera, é boa, mas achei algo que não me pareceu muito agradável.
Assim como há a integração, é mais que óbvio que há uma integração direta com o Instagram e fotos do Facebook, mas parece que a câmera não é lá muitas coisas, e mesmo sabendo que "megapixels não dita qualidade de imagem" e eu tomei um tapa na cara tirando fotos boas com o Samsung Galaxy Ace, acredito que nesta modalidade, a câmera deveria vir melhor.
A HTC que tem câmeras excelentes, colocou uma câmera de 5 megapixels como câmera traseira, que acredito que tenha Flash LED; na frontal, uma câmera de 1,6 megapixels, que dá para fazer boas vídeo chamadas e tirar fotos suas no Instagram indo para alguma festa aleatória. A minha crítica é que, mesmo megapixel não ditando qualidade, poderia por algo de pelo menos 8 megapixels, como vem a maioria e já há HTC com mais que 8 megapixels, mas só poderei julgar de fato quando sair um review, o que não vai demorar.
Terminando a parte de hardware, o Facebook preparou boas mudanças no software. Em primeira linha, com certeza há uma integração direta com o Facebook, contudo, todos os aplicativos da rede social, incluindo o Instagram, virão instalados de fábrica, e algo que achei bem interessante foi que, aproveitando a função que nunca vi nenhuma alma viva utilizando-o, o aplicativo para envio de SMS dele é o Facebook Messenger, que no Android pode servir como um app para envio de mensagens -- mas ele usa tanta memória RAM que eu nem preferi largar o app nativo.
Ah, para quem é maníaco feito eu com atualizações -- por favor, psicólogos, já existe TOC para atualizações --, ele virá com Android 4.1 e não há informações sobre ter 4.2 ou não, mas como eu já vi muito a HTC sendo competente em momentos como este, creio que terá 4.2 em breve, e ainda mais, o Facebook pode pressionar, não podendo esquecer isto.
Interessado? Quer comprar? Se mora fora dos Estados Unidos, esquece. O aparelho, como era o iPhone antes, é fidelizado na AT&T, custando apenas US$ 99,99 num contrato de dois anos, o mesmo como ocorre se não me engano, no iPhone 4S de 16GB. Lembrando que, ele tem um visual muito simples, bem feito, e está disponível nas cores azul claro (hurr durr!), vermelho, preto e branco e estará nas lojas dia 12 de abril, mas que o Facebook não descarta que ele irá para a Europa em breve, exceto para o Brasil já que a HTC entrou e não durou muito tempo no Brasil por vontade própria.
Um bom status para Android?
Zuckerberg durante a coletiva da empresa, alega que já fez bastantes trabalhos para o iOS, mas, como todo mundo sabe, o ambiente da Apple é muito fechado, ou seja, tudo que você deseja fazer, precisará passar pela Apple antes, e isto eu falo de um aplicativo simples calculando 2+2, agora imagine uma modificação como esta? Pois é, a integração do Facebook com iOS é algo bem simples, apenas adicionando informações ao calendário, contatos à sua lista de contatos, e a possibilidade de postar fotos e status sem o app, e outros, ou seja, nada demais.
Todo mundo sabe que no Android você pode fazer qualquer coisa, já que nele, você realmente pode tudo pelo simples fato de ser software livre. Tem gente que cria uma modificação do sistema (ROM) em que adiciona tudo para torná-lo mais seguro e mais estável, outra o faz ter liberdade total de customização (CyanogenMod), e outra japonesa que deixa com um visual agradável e muito bem feito, que é o MIUI. Além desses, temos o TouchWiz da Samsung, e muitos outros de empresas grandes, e o Facebook Home é mais uma dessas modificações.
Esta novidade do Facebook mostra que no Android pode se fazer muito mais do que já há, que é o que a Amazon já faz com o Kindle Fire há tempos. Isto abriria portas para grandes atenções extras para o sistema, principalmente para quem não quer criar um sistema operacional novo, como posso citar em um exemplo, eu poderia pegar o Android e criar uma ROM só para minha empresa, com tudo modificado apenas para este fim, e outro para o cara usar fora do trabalho. Pronto, é isso! Você faz o que quiser.
Mas não quer dizer que apenas ganha mais destaque nessa área, e sim, porque também poderá haver atualizações mais frequentes em aplicativos do Facebook, porque a atualização do mesmo será com certeza na Play Store no próprio HTC First. O aplicativo do Facebook que sempre foi bagunçado tanto no iOS e Android, principalmente no Android, pode estar a cada dia melhor e bem feito para o sistema com a novidade. Ou não.
Contudo, quem leva vantagem mesmo é o Android. O Android pode receber mais atualizações para aplicativos do Facebook, sem contar que o Facebook Phone com o Kindle Fire, já dá mais atrativos que muitas coisas podem proceder sem dificuldades no sistema. Só imagino que um dia será como Linux, que terá praticamente trocentas distros (distribuições) do Android, aliás, é uma base e tanto de sistema com bons aplicativos, vale a pena investir nele.

