É inexplicável os mistérios do corpo, ainda mais quando algo propriamente curioso e misterioso aparece, principalmente na pele, que faz dermatologistas carniceiros babarem. Estou sem dedo, pelo menos uma parte de um dedão, tornando-o mais inútil que um dedinho do pé.
Ok, só arranquei uma "mísera" unha, mas como dói. Chega a ser pior que uma torção que tive anos atrás no mesmo dedo, sério. A causa foi uma mancha na unha, que poderia ser tudo, mas com meu histórico de melanoma, aquelas malditas pintas, sinais, ou o que você preferir, precisei arrancar a unha inteira em nome da minha saúde.
Não doeu na hora, a anestesia é mágica e foi maravilhosa, mesmo eu e meu pavor de agulhas. Abro até para comentar, a anestesia é a coisa mais estranha que já tomei na vida, pois arde e em minutos, seu dedo vira uma bola branca insensível, impedindo de sentir qualquer toque, a não ser o seu osso que sente o movimento. Doeu foi depois, uma dor dos infernos, e eu já dei uma topada. Que dedo mindinho!
O pior nem é esse. O pior foi passar por isso tudo, passar pelo pavor de agulhas duas vezes – precisei de um hemograma – e no final, nada! Um simples machucado, mas como havia riscos e o dermatologista ficou preocupado, melhor não ignorá-lo, afinal, ele é o médico e eu sou o paciente.
Aliás, já que tocamos em unhas, para que esta serve? Um diabo duro que só me ajuda a tocar violão sem palhetas e coçar as costas, e isto só nas mãos. Mas, o que mais? Depois dessa, vou até procurar no Google. Mas enquanto não encontro, continuo com a tese de que unhas são apenas adereços do corpo e que, seja lá o que ou quem nos criou, já previa os esmaltes.