Quem costuma a frequentar a Zona Sul sabe que a região é lotada de ciclovias, e tanto é que nos finais de semana costumam a fechar vias da orla para possam, tanto ciclistas, como skatistas e corredores, e até mesmo um casal com seu bebê, frequentar a orla no meio da rua, e falo isso no asfalto mesmo. A medida, é ótima, mas nem todo mundo tem uma bicicleta. O Itaú traz uma solução, o BikeRio.
O BikeRio é uma proposta muito inteligente e está disponível quase que na Zona Sul inteira e com planejamentos para expandir para a região da Barra da Tijuca e Tijuca, trazendo em conjunto, novas ciclovias para a maior parte dos bairros que estão no planejamento da Prefeitura do Rio de Janeiro e Itaú. O serviço está próximo das ciclovias, estações de metrô, praças, orlas, entre outros.
Para utilizar o serviço, basta apenas você ter um celular, um cartão de crédito e cinco ou dez reais. Você, pela internet, cria uma conta e escolhe a forma de pagamento, ou melhor, seu cartão de crédito, já que só é permitido o pagamento pelo cartão -- um apelo ao boleto bancário, mesmo eu tendo cartão de crédito. Você tem a opção de comprar um passe diário, que te dá 24 horas para usufruir do serviço, que custa 5 reais, ou um passe mensal que dura 30 dias e que custa apenas 10 reais.
Claro que você não fica com a bicicleta por toda a vida, aliás, dias como domingo em que há briga e um "pra lá e pra cá" para conseguir uma bicicleta, é quase impossível permitir isso. Para evitar conflitos assim tanto para os usuários como para o Itaú, você tem uma hora livre para usufruir da bicicleta em todo e qualquer lugar da cidade, e é o que eles chamam de "hora gratuita". Passado este tempo, você ou devolve e fica sem pagar nada e aguarda 15 minutos até pegar outra bicicleta, ou paga mais 5 reais e a cada hora um valor adicional, como dessa hora.
Quando assinei o serviço, cheguei a pensar que estas horas seriam injustas. Mas afinal, uma hora é pouco? Não, não é. Peguei a bicicleta na estação Anibal de Mendonça, Av. Vieira Souto, Ipanema. De lá, segui o caminho até o fim da avenida e depois retornei ao começo da Av. Delfim Moreira, no acesso à Av. Niemeyer, parando na Farme de Amoedo, deixando a bicicleta numa estação de esquina. Fiz isto tudo em um tempo por volta de 40 minutos, e acredite, cansa.
Já expliquei o pagamento, que é super em conta, no qual eu vou gastar apenas 10 reais por mês e vou ter bicicleta pelo resto mês inteiro, e olha que para mim, que vivo na Zona Sul, é uma pechincha, já que não gasto com transporte público e ajudo no trânsito. Digo isto porque eu posso pegar uma bicicleta, vamos supor, na praça Cardeal Arcoverde, aonde geralmente salto no metrô quando estou em Copacabana, e posso ir até a Pedra do Arpoador e deixar a bicicleta naquela estação, desde que tenha vaga. Ou seja, você não precisa voltar para aonde você retirou a bicicleta, deixando algo bem mais viável.
Por fim de papo, chego na segunda parte que mais me alegrou no serviço. Para retirar a bicicleta, você tanto pode ligar para os números 4063-3111 ou 3005-4316 (ambos DDD 21), ou, o que é muito mais prático, instalar o aplicativo que tem para Android e iOS, fazer seu login, e dali mesmo, liberar a bicicleta, seguindo as instruções. No aplicativo ainda há mapa da cidade com as estações, no qual diz aonde você está posicionado por GPS e ainda diz quantas bicicletas há livre nas estações. Se estiver na rua ainda, você pode comprar o passe pelo aplicativo, sem tocar num computador.
Diferente do WikiRio, um site sobre o Rio (duh), achei o serviço simples. Muitos reclamavam pelo motivo de que não conseguiam retirar as bicicletas e depois da quinta tentativa, a minha foi liberada, mas o motivo pela falha foram os servidores lotados, tanto que às 18h eu consegui liberar a bicicleta de primeira na estação do Cantagalo. O serviço é simples, mas só se você conhece ou se já acessou o site alguma vez, pois seguindo os passos da estação, realmente, é confuso. De qualquer maneira, depois do primeiro uso, segui minha viagem em paz. As bicicletas são bem confortáveis, por sinal, e ainda há regulador para os bancos, caso você seja que nem eu, que odeie bancos baixos.
Se você está na Zona Sul e não tem como carregar uma bicicleta, opte por esta escolha. O Itaú e os envolvidos estão de parabéns pelo projeto, inclusive a prefeitura me surpreendeu com a quantidade de ciclovias que há na região, e digo isso fora da orla mesmo. O BikeRio é uma ótima alternativa sustentável e que não prejudica nada e a ninguém. A ideia precisa ser espalhada pela cidade toda, mas infelizmente, só temos ciclovias na Zona Sul. Uma boa dica, Prefeitura!
Para mais informações, acesse: http://www.mobilicidade.com.br/bikerio.asp.
Nota do autor: este texto não foi pago pelo Itaú, Prefeitura, ou nenhuma empresa. É um "review" mesmo.