sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Ainda uso as velhas notas


Já que vou passar cinco dias em casa sem aula, sem nada para fazer, não é uma má ideia que eu pegue um pano e força de vontade para organizar o que mais é bagunçado na minha vida: meu quarto, e no meu caso, organizar a mesa que tem pastas e mais pastas, pastas estas com documentos, outras com desenhos, uma só com algumas lembranças (fotos, cartas), outras com algumas notas. Notas? Sim, algo que parece que sumiu no tempo com a modernização das anotações.

Eu não falo de notas de escola, não falo de "mãe, fui na rua, volto às 23h", nada disso. Falo de anotações, tudo, como se fosse aquele velho bloquinho dos jornalistas de desenho animado com um chapéu "PRESS". Velhos bloquinhos (ou Moleskines) com dicas interessantes, coisas que precisei tomar nota, raciocínios para fechar, informações de textos e mais textos que já escrevi, telefones importantes, processos da Anatel e tudo que há de direito. Tudo guardado numa pasta de plástico com um elástico bem frágil.

Não somente estas notas: acho que o povo também esqueceu dos sticky notes, ou conhecido como "papelzinho amarelo". Arrumando, decidi eliminar o excesso da parede: comprar pão, pagar conta de telefone, estudar o capítulo 27 do livro de história, entre outros. Tudo no lixo, já foram usados, certo? Talvez. Nunca comprei o pão, mas estava lá, lembrando algo num espaço que estou todos os dias, e cá entre nós, esta rotina nunca findará.

Mesmo com esta tecnologia avançada de hoje, não consigo me adaptar. Claro, no colégio, eu anoto algumas atividades no Evernote, principalmente naqueles momentos em que você fica sem tocar no caderno de novo por 30 minutos e seu professor passa mais uma coisa e você não abre a mochila de jeito nenhum. Uma exceção dada a preguiça, que é incansavelmente interminável. Mas não, as velhas notas, o velho cheiro de caneta, papel, rasgar papel, colar na parede e esperar que eu use algum dia, estes continuam.