Como sabem, marquei presença na Bienal do Livro durante o sábado passado e presenciei um monte de coisas, e ainda coloquei em pauta algumas reclamações não somente devido à administração do evento, como também, à prefeitura, assim como elogiei um monte de coisas. Decidi voltar mais uma vez, com mais calma para presenciar o espaço. Mesmo hoje estando cheio, o dia foi produtivo e avistei algumas coisas que não havia visto.
A ida foi de metrô. Sim, sai da Zona Sul para o Riocentro de metrô. Saltei na estação Del Castilho/Nova America e aproveitei para almoçar no shopping. De lá, peguei o 613, que por curiosidade, eu cheguei no evento em 20 minutos. Então é a melhor dica caso você tenha acesso ao metrô, ou pelo menos acesso à estação.
Chupa, Subway! Por favor, espacinho para comentar isto, pois o Quiznos é muito melhor que o Subway e ainda, por seis e pouco, comi um sanduíche de frango com um molho delicioso, com uma saladinha de leve e ainda levei um copo de Coca com 300ml. Se fosse no Subway, seria uns cinco reais só do sanduíche de churrasco e mais uns três reais só do refrigerante e seria muito mainstream. Espero que abra logo uma loja dessas perto da minha casa.
O dia foi realmente resumido a passeios escolares, mas mesmo assim, foi muito menos tumultuado que sábado. Consegui entrar nas editoras, ler, e ver que livros eram interessantes, coisa que tentei no sábado e não consegui, simplesmente porque você não tinha a liberdade de parar e avaliar, e apenas julgava o livro pela capa – que é a pior coisa que existe em certos momentos. Entretanto, os preços continuaram os mesmos e quem me disse que estava aquele valor por ser sábado parece que se enganou muito feio.
O Café Literário é fantástico, o verdadeiro paraíso hipster dali. Havia muita gente, estava lotado, mas acabei que não optei por nada. Estava lotado e meu bolso vazio. Mas imagine com uma Starbucks ali dentro? Acho que a famosa cafeteria de Seattle deveria pensar em abrir alguma coisa para vender café no Riocentro, principalmente para a próxima bienal.
Prefeitura, o mesmo erro de novo não... e olha que todos reclamaram e fizeram bandalha de novo. Dessa vez, pelo menos o motorista teve o bom senso de ir até o Recreio, que foi a melhor ideia. A Salvador Allende estava insuportável, a mesma coisa a Abelardo Bueno, então o motorista optou pela Av. das Américas, coisa que eles deviam ter feito desde o começo da feira. Se realmente fizerem este esquema para o Rock in Rio, sei não, vai ser um nó impossível de desatar.
Poucos ônibus. Parece que os elogios para os ônibus especiais acabaram aqui. Fiquei quase meia hora no ponto esperando um ônibus vir, depois mais vinte minutos para outro vir já que o anterior havia esgotado todo o seu espaço e pelas leis da física, seria impossível caber mais um mosquito ali. A demora foi cansativa.
Aproveitando: O BRT é ridículo mesmo, e tenho dito! Enquanto eu passava pela Av. das Américas, fiquei observando, observando e parei para pensar: qual é o problema do PMDB com o metrô? Aquilo não tem nenhum atrativo. Cruzes, Paes! Tá na hora de cavar o buraco, toupeira.
2015, aí vamos nós! É bem provável que eu não vá mais na Bienal este ano, até porque meu dinheiro esgotou e eu não vou ter mais tempo. Se tudo der certo e eu não sair do Rio de Janeiro ou do país, 2015 estarei de novo lá, e se meus projetos derem certo, estarei como jornalista (sim, é um baita projeto). A Bienal traz uma energia ótima, confortável e principalmente atiçadora, já que uma vez, aquele público todo procura um pouco de cultura para ler, seja ela ficção, algo religioso, filosofia, romances, o que for! É lindo, é perfeito. Eu já sabia que era assim, mas agora que fui com a cabeça mais atenta, pude sentir isto de novo e claramente. 2015, já pode chegar porque lá eu vou estar!