segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Sendo carioca


Não sei se realmente isto é hábito dos cariocas mais velhos, mas é algo que vejo todos os sábados de manhã enquanto vou ao colégio. Durante a manhã, a cariocada toda sai de suas tocas medidas por m², sejam casas, prédios ou vilas antigas, no caso de bairros antigos como Tijuca. Uns, no ponto, só se vê O Globo em suas mãos, enquanto outros, nas padarias, leem o periódico vespertino na padaria – sou um deles. Enquanto isto, seguem para a praia ou para suas tarefas cotidianas.

Mesmo que no inverno, um calor que só o Diabo dá conta. Eu seguia para a Bienal do Livro mesmo, mas outros não. Era sábado, era calor, estava na Tijuca, Rua São Francisco Xavier, 10 horas da manhã, e lá opera as linhas da Intersul, para a Zona Sul. Todos iam em direção a estação São Francisco Xavier, obviamente talvez para saltar na estação Cardeal Arcoverde ou Siqueira Campos. Mas quase todos iam para a praia, e disso eu tinha certeza.

Os pontos lotados, cadeiras, chapéus, protetor, a clássica Havaianas (todo mundo usa), bermudão e aquela ecobag que virou moda por aqui com todos os adereços para praia. Alguns lendo jornal no ponto de ônibus mesmo, outros com alguns pequenos livros. Outros caçoando os amigos com pranchas de surf em mãos. Enquanto isso, no Alto da Boa Vista, vulgo hippie descia na Floresta da Tijuca, se não era outra cultura que não identifiquei direito.

Ah, povo feliz. Chegariam nas suas praias, armariam suas barracas, e de lá ficariam contentes até... seja lá o que o Deus quiser e o que viria dos mares, ou até o povo do Arpoador começar a aplaudir o deitar de seu adereço favorito enquanto o Dois Irmãos se ilumina aos poucos. O mar, que estava mansinho, ventinho calmo, fresco, com o sol torrante acima de nós, foi o abre alas do dia. O trânsito, o divisor de águas, mas quem se importa? Parado com estilo, na vibe carioca. Tranquilidade, paz, Matte geladinho e um biscoito Globo para nos alegrar. Isto é ser carioca!