O Facebook nem sempre é território exclusivo de asneiras, tendo coisas interessantes hora ou outra. Olhando o que meus amigos postaram, acabei encontrando uma reportagem do Estadão com o título "Gostar de rock começa a pesar na avaliação profissional", escrito por Marcelo Moreira. Ao que me parece, o jornal -- que não leio --, disponibilizou um blog sobre rock, e o texto é claro ao título.
Ao ler o texto, me veio um breve flashback de 2008, quando eu estava começando a me voltar mais à música e que, após morar no interior, vivi semanas inteiras em que apenas saia de casa para estudar. Nessa época, algo que eu realmente frequentava na internet eram blogs de música e sobre Linux, e acabei conhecendo algumas bandas que fui apresentado enquanto criança pelos meus primos: Nirvana, Guns N' Roses, Red Hot Chili Peppers, Nickelback, e se não me engano, Korn.
2009 foi exatamente o ano que comecei a ouvir decentemente, discografias, e quando comecei a estudar música de novo. 2010, quando conheci Beatles, onde tudo começou. Em um momento breve quando estava disposto a decidir realmente o que desejava da minha vida e quando comecei realmente a me interessar mais pela música, a surpresa do ano para minha família foi: "mãe, pai, eu quero ser músico". Acabou que não sucedeu, mas continuei ouvindo. 2011, conheci mais, e 2012, foi inevitável: me entreguei ao mundo, tendo a minha primeira banda.
Não é para criar rótulos, nem generalizar, mas já notei que muitos que gostam de rock, são mais chegados ao estilo eclético das músicas mais eruditas possível. Por conta do rock, me interessei a ouvir desde o bom e velho blues, até a bossa nova, jazz, MPB, e até música erudita, coisa que já tinha contato por conta dos meus pais, mas que após isso tudo, fui conhecendo mais e virando mais um fã. Eu que achava violino e um dedilhado de violão de nylon com um piano um tanto bléh, atualmente é o que mais quero ouvir.
Mas não somente isso: acredito que a criatividade e trabalho de cada artista, nos faz querer conhecer mais sobre outras coisas. Sabendo de algumas obras de arte de Lennon, quis conhecer mais sobre arte e voltei a desenhar; das poesias que surgiam em cada música, como Tom e Vinícius, conheci poemas e adquiri gosto pela literatura; a expressão cultural e ideológica (mesmo que eu siga outra ideologia) de artistas nacionais da década de 60 e 70, como Chico Buarque com "Vai Passar", me fez conhecer um tanto a história e me interessar por política, e principalmente, ler jornal; entre outros.
Gostar de rock não te faz melhor que ninguém, e nem todos são santos, mas pode fazer um progresso, e a reportagem diz exatamente isso. Muitos podem continuar os mesmos, e isso varia de pessoa para pessoa, mas já relatei diversos casos de pessoas que hoje, tem um jeito justamente pelo fato de ter escutado e pesquisado um pouco. Varia, realmente, varia.
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
Cais
Ainda acordo cedo nas manhãs que poderia acordar mais tarde, mas não consigo. É um vasto tiro não-acidental de memórias do passado indo em direção ao meu estado atual, que uma vez ou outra, derruba-me e aterrisso, novamente, em minha cama. Uma confusão só.
Mas aproveito o sol ardente que terá hoje, que, mesmo no outono, corro até aquele cais que encontra-se próximo ao Mar das Gaivotas. É um lugar lindo, outrora visitado por milhares de turistas, mas pela época do ano, o máximo que se vê é um pescador. Mal ele sabe que se alimenta mais de expectativas do que peixes em todos os dias que ele pisa naquele chão de madeira, mas ele nem foi hoje.
O caminho é longo, mas também não é curto. Em minha bolsa, lápis, caneta, um bloco de papel, e outras coisas úteis. Fazia frio de manhã, às 5h48, então eu vestia um casaco, bem quente, para evitar problemas futuros. O curioso era que esse casaco também revivia lembranças, maldito.
Chegando no cais, larguei a bolsa ao meu lado e sentei. Tomei providência de me posicionar ao lado de um poste, e comecei. Eram rabiscos, textos, e, até mesmo, poesias bem dotadas. Tudo relacionado à minha mente inquieta, mas só pensava nisso, então era difícil vir algo diferente. Continuava, e uma depois, havia um bolo de folhas que o vento teimava em levar consigo.
Eis que fui lá para me libertar disso, mas como? Havia feito todo aquele emaranhado, aquele bolo de papel com grafiti, como iria me livrar? Acabou que tive uma ideia e tudo virou gaivota e foi arremessado no sentido do vento, caindo no mar e afundando aos poucos.
Acontece que não vim para me atracar nesse cais, como fiz anteriormente. Vim para me libertar de coisas que deveriam ficar aqui fora, e não do lado de dentro. Aliás, essa carta que escrevo agora, também virará gaivota, mas será diferente: esta ficará dentro de uma garrafa. Quem sabe alguém encontre?
Mas aproveito o sol ardente que terá hoje, que, mesmo no outono, corro até aquele cais que encontra-se próximo ao Mar das Gaivotas. É um lugar lindo, outrora visitado por milhares de turistas, mas pela época do ano, o máximo que se vê é um pescador. Mal ele sabe que se alimenta mais de expectativas do que peixes em todos os dias que ele pisa naquele chão de madeira, mas ele nem foi hoje.
O caminho é longo, mas também não é curto. Em minha bolsa, lápis, caneta, um bloco de papel, e outras coisas úteis. Fazia frio de manhã, às 5h48, então eu vestia um casaco, bem quente, para evitar problemas futuros. O curioso era que esse casaco também revivia lembranças, maldito.
Chegando no cais, larguei a bolsa ao meu lado e sentei. Tomei providência de me posicionar ao lado de um poste, e comecei. Eram rabiscos, textos, e, até mesmo, poesias bem dotadas. Tudo relacionado à minha mente inquieta, mas só pensava nisso, então era difícil vir algo diferente. Continuava, e uma depois, havia um bolo de folhas que o vento teimava em levar consigo.
Eis que fui lá para me libertar disso, mas como? Havia feito todo aquele emaranhado, aquele bolo de papel com grafiti, como iria me livrar? Acabou que tive uma ideia e tudo virou gaivota e foi arremessado no sentido do vento, caindo no mar e afundando aos poucos.
Acontece que não vim para me atracar nesse cais, como fiz anteriormente. Vim para me libertar de coisas que deveriam ficar aqui fora, e não do lado de dentro. Aliás, essa carta que escrevo agora, também virará gaivota, mas será diferente: esta ficará dentro de uma garrafa. Quem sabe alguém encontre?
domingo, 5 de janeiro de 2014
2 rodas
Hoje em dia, uma bicicleta é uma opção bem mais viável que as demais, mas infelizmente, restringe-se à Zona Sul.
Estamos na época mais quente do ano, o que atrai turistas, principalmente às praias, local bastante frequentado no Rio de Janeiro, mesmo que no inverno. Mesmo assim, há aqueles (que nem eu) que não pisam na areia da praia de jeito nenhum, outros que até pisam mas não duram 10 minutos, e como resposta para aproveitar a paisagem natural, aderem às caminhadas, ou pedaladas.
No Rio, nas minhas frequentes caminhadas, notei uma diferença absurda ao que se via nos anos anteriores na questão de bicicletas, tanto nas vias públicas, como nas ciclovias. Não há uma pesquisa que traga números exatos, nem porcentagens, mas em uma vista grossa pela cidade, percebe-se um aumento de ciclistas nas ciclovias e faixas alternativas pela cidade.
Pelo visto, o carioca aderiu uma nova modalidade para se divertir, e é até uma modalidade um tanto ecológica, o que especialistas da área verde devem comemorar a cada final de semana. Talvez dê-se resultados positivos pelo aproveitamento de ciclovias e faixas de trânsito que são fechadas em finais de semanas e feriados para que o ciclista e o pedestre tenha mais liberdade.
Sem contar com intervenções no trânsito, há também a nova onda, que é o aluguel de bicicleta, providenciado não somente pelo Itaú, mas também pela Prefeitura e, se não me engano, a Casa & Vídeo. Projetos de empresas privadas com apoio da prefeitura estão trazendo a bicicleta para qualquer pessoa que esteja na cidade, inclusive turistas, podendo ou adquirir o serviço via internet ou pagando na hora, dependendo da empresa que você escolha.
Mas não devemos somente optar pelas duas rodas em um dia de sol para se divertir, e nem apenas restringir somente aos casuais finais de semana. Optar pela ciclovia em dias úteis enquanto há o típico trânsito da zona sul, também é solução, que além do mais, é bem mais viável economicamente do que optar por um ônibus todos os dias. E não somente isso, como também, devem optar pela construção de ciclovias em outras regiões da cidade, como a Tijuca e a região do Maracanã, que merecem prioridade. E rápido.
Estamos na época mais quente do ano, o que atrai turistas, principalmente às praias, local bastante frequentado no Rio de Janeiro, mesmo que no inverno. Mesmo assim, há aqueles (que nem eu) que não pisam na areia da praia de jeito nenhum, outros que até pisam mas não duram 10 minutos, e como resposta para aproveitar a paisagem natural, aderem às caminhadas, ou pedaladas.
No Rio, nas minhas frequentes caminhadas, notei uma diferença absurda ao que se via nos anos anteriores na questão de bicicletas, tanto nas vias públicas, como nas ciclovias. Não há uma pesquisa que traga números exatos, nem porcentagens, mas em uma vista grossa pela cidade, percebe-se um aumento de ciclistas nas ciclovias e faixas alternativas pela cidade.
Pelo visto, o carioca aderiu uma nova modalidade para se divertir, e é até uma modalidade um tanto ecológica, o que especialistas da área verde devem comemorar a cada final de semana. Talvez dê-se resultados positivos pelo aproveitamento de ciclovias e faixas de trânsito que são fechadas em finais de semanas e feriados para que o ciclista e o pedestre tenha mais liberdade.
Sem contar com intervenções no trânsito, há também a nova onda, que é o aluguel de bicicleta, providenciado não somente pelo Itaú, mas também pela Prefeitura e, se não me engano, a Casa & Vídeo. Projetos de empresas privadas com apoio da prefeitura estão trazendo a bicicleta para qualquer pessoa que esteja na cidade, inclusive turistas, podendo ou adquirir o serviço via internet ou pagando na hora, dependendo da empresa que você escolha.
Mas não devemos somente optar pelas duas rodas em um dia de sol para se divertir, e nem apenas restringir somente aos casuais finais de semana. Optar pela ciclovia em dias úteis enquanto há o típico trânsito da zona sul, também é solução, que além do mais, é bem mais viável economicamente do que optar por um ônibus todos os dias. E não somente isso, como também, devem optar pela construção de ciclovias em outras regiões da cidade, como a Tijuca e a região do Maracanã, que merecem prioridade. E rápido.
sábado, 4 de janeiro de 2014
Um desejo quase impossível
Às vezes recolho-me à minha interior quietude e decido respirar um pouco e repensar no plano de vida, que vaga desde coisas pequenas à grandes viagens. Ultimamente paro muito em um tópico bastante polêmico e decisório, que é voltar a morar no interior, coisa que odiei no passado, mas agora é diferente. Infelizmente, nada é fácil nessa vida, e nem prático a ponto de chegar e fazer como quero.
Viver no interior é algo que cobiço há tempos, desde pequeno, uma vez que a rotina da grande cidade às vezes me deixa perplexo em ver como as pessoas reagem em situações adversas e às transformam em uma bola de neve que vai rolando morro abaixo sem parar. Isto é algo doentio, e muitos não percebem isso, mas eu já me livrei disso por alguns meses.
Mas não aguentei um mês. Não foi sentir falta disso porque cresci com isso -- na verdade, no bairro que eu nasci e cresci, isso só começou a ficar assim quando voltei a morar lá --, e sim porque a cidade que fui morar era (é) praticamente inabitável em qualquer sentido. Não há o básico e não haverá tão cedo, e é só agora que estão começando a colocar asfalto em grande parte da cidade, e, ainda, o clima é averso às vontades, já que odeio calor e praia.
A sugestão que dei a mim mesmo foi morar na Região Serrana, atendendo necessidades, lugar que sempre gostei, e tudo mais, mas abrindo o olho para as portas da realidade. Por enquanto, com 17 anos de idade, não posso dirigir e há o maior empecilho atual, que é a faculdade, e ainda preciso trabalhar. Mas o pior é a falta da carteira de motorista, que me impede de me locomover entre as duas cidades, que eu bem sei que não vou conseguir largar o meu cotidiano do Rio. Sair de lá sem carro é bem complicado.
Mas e aí? O que fazer? Não bate na porta e nem chega perto, e nem consigo encontrar e sentir o cheiro. Fico estagnado no ponto zero como se estivessem me destinando a ficar sentado numa poltrona por horas e horas pensando nessa possibilidade. Terei autonomia e idade para poder tomar as decisões que eu quero da minha vida sem que meus pais e a lei me interfiram, mas mesmo assim, não tenho condições para viver lá.
Já ia me esquecendo! Ainda tem o dinheiro e o fato que preciso trabalhar em algum lugar, mas já que quero ser artista, músico, escritor ou sei lá o que -- nem eu sei o que quero ser --, acho que dá para regular. Dá para viver em uma cidade dessas, uma vez que, a qualidade de vida é alta e os preços estão no chão, mas ainda não tenho solução, tendo conhecimento de uma coisa dessas, pois ainda tem o carro e combustível para poder subir uma serra.
Nem comentei: Petrópolis é uma cidade dos sonhos que está na lista há anos, e mesmo quando antes eu nem tinha a real possibilidade de pensar em uma possível vida pacata em uma cidade enfiada no meio do mato -- lembrando que isso é um grande elogio --, desejava ter um sítio na cidade quando mais velho. A beleza da cidade é encantadora, o clima então, nem se fala. Aquelas montanhas me dão alegria só de olhar em uma fotografia, e quando fui lá, pelo amor de Deus, achei que estava no paraíso.
Parou tudo! Eu só tenho essa idade agora e estou sonhando alto demais. Preciso parar e relaxar e viver minha vida e se realmente quero tentar essa experiência algum dia, correr atrás e trabalhar e aturar muito empurra-empurra no metrô. Afinal, o desejo é quase impossível agora, mas não quer dizer que daqui à alguns anos eu não consiga arrumar minha vida e migrar. Quem sabe?
Viver no interior é algo que cobiço há tempos, desde pequeno, uma vez que a rotina da grande cidade às vezes me deixa perplexo em ver como as pessoas reagem em situações adversas e às transformam em uma bola de neve que vai rolando morro abaixo sem parar. Isto é algo doentio, e muitos não percebem isso, mas eu já me livrei disso por alguns meses.
Mas não aguentei um mês. Não foi sentir falta disso porque cresci com isso -- na verdade, no bairro que eu nasci e cresci, isso só começou a ficar assim quando voltei a morar lá --, e sim porque a cidade que fui morar era (é) praticamente inabitável em qualquer sentido. Não há o básico e não haverá tão cedo, e é só agora que estão começando a colocar asfalto em grande parte da cidade, e, ainda, o clima é averso às vontades, já que odeio calor e praia.
A sugestão que dei a mim mesmo foi morar na Região Serrana, atendendo necessidades, lugar que sempre gostei, e tudo mais, mas abrindo o olho para as portas da realidade. Por enquanto, com 17 anos de idade, não posso dirigir e há o maior empecilho atual, que é a faculdade, e ainda preciso trabalhar. Mas o pior é a falta da carteira de motorista, que me impede de me locomover entre as duas cidades, que eu bem sei que não vou conseguir largar o meu cotidiano do Rio. Sair de lá sem carro é bem complicado.
Mas e aí? O que fazer? Não bate na porta e nem chega perto, e nem consigo encontrar e sentir o cheiro. Fico estagnado no ponto zero como se estivessem me destinando a ficar sentado numa poltrona por horas e horas pensando nessa possibilidade. Terei autonomia e idade para poder tomar as decisões que eu quero da minha vida sem que meus pais e a lei me interfiram, mas mesmo assim, não tenho condições para viver lá.
Já ia me esquecendo! Ainda tem o dinheiro e o fato que preciso trabalhar em algum lugar, mas já que quero ser artista, músico, escritor ou sei lá o que -- nem eu sei o que quero ser --, acho que dá para regular. Dá para viver em uma cidade dessas, uma vez que, a qualidade de vida é alta e os preços estão no chão, mas ainda não tenho solução, tendo conhecimento de uma coisa dessas, pois ainda tem o carro e combustível para poder subir uma serra.
Nem comentei: Petrópolis é uma cidade dos sonhos que está na lista há anos, e mesmo quando antes eu nem tinha a real possibilidade de pensar em uma possível vida pacata em uma cidade enfiada no meio do mato -- lembrando que isso é um grande elogio --, desejava ter um sítio na cidade quando mais velho. A beleza da cidade é encantadora, o clima então, nem se fala. Aquelas montanhas me dão alegria só de olhar em uma fotografia, e quando fui lá, pelo amor de Deus, achei que estava no paraíso.
Parou tudo! Eu só tenho essa idade agora e estou sonhando alto demais. Preciso parar e relaxar e viver minha vida e se realmente quero tentar essa experiência algum dia, correr atrás e trabalhar e aturar muito empurra-empurra no metrô. Afinal, o desejo é quase impossível agora, mas não quer dizer que daqui à alguns anos eu não consiga arrumar minha vida e migrar. Quem sabe?
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