quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Um pouco de rock faz bem

O Facebook nem sempre é território exclusivo de asneiras, tendo coisas interessantes hora ou outra. Olhando o que meus amigos postaram, acabei encontrando uma reportagem do Estadão com o título "Gostar de rock começa a pesar na avaliação profissional", escrito por Marcelo Moreira. Ao que me parece, o jornal -- que não leio --, disponibilizou um blog sobre rock, e o texto é claro ao título.

Ao ler o texto, me veio um breve flashback de 2008, quando eu estava começando a me voltar mais à música e que, após morar no interior, vivi semanas inteiras em que apenas saia de casa para estudar. Nessa época, algo que eu realmente frequentava na internet eram blogs de música e sobre Linux, e acabei conhecendo algumas bandas que fui apresentado enquanto criança pelos meus primos: Nirvana, Guns N' Roses, Red Hot Chili Peppers, Nickelback, e se não me engano, Korn.

2009 foi exatamente o ano que comecei a ouvir decentemente, discografias, e quando comecei a estudar música de novo. 2010, quando conheci Beatles, onde tudo começou. Em um momento breve quando estava disposto a decidir realmente o que desejava da minha vida e quando comecei realmente a me interessar mais pela música, a surpresa do ano para minha família foi: "mãe, pai, eu quero ser músico". Acabou que não sucedeu, mas continuei ouvindo. 2011, conheci mais, e 2012, foi inevitável: me entreguei ao mundo, tendo a minha primeira banda.

Não é para criar rótulos, nem generalizar, mas já notei que muitos que gostam de rock, são mais chegados ao estilo eclético das músicas mais eruditas possível. Por conta do rock, me interessei a ouvir desde o bom e velho blues, até a bossa nova, jazz, MPB, e até música erudita, coisa que já tinha contato por conta dos meus pais, mas que após isso tudo, fui conhecendo mais e virando mais um fã. Eu que achava violino e um dedilhado de violão de nylon com um piano um tanto bléh, atualmente é o que mais quero ouvir.

Mas não somente isso: acredito que a criatividade e trabalho de cada artista, nos faz querer conhecer mais sobre outras coisas. Sabendo de algumas obras de arte de Lennon, quis conhecer mais sobre arte e voltei a desenhar; das poesias que surgiam em cada música, como Tom e Vinícius, conheci poemas e adquiri gosto pela literatura; a expressão cultural e ideológica (mesmo que eu siga outra ideologia) de artistas nacionais da década de 60 e 70, como Chico Buarque com "Vai Passar", me fez conhecer um tanto a história e me interessar por política, e principalmente, ler jornal; entre outros.

Gostar de rock não te faz melhor que ninguém, e nem todos são santos, mas pode fazer um progresso, e a reportagem diz exatamente isso. Muitos podem continuar os mesmos, e isso varia de pessoa para pessoa, mas já relatei diversos casos de pessoas que hoje, tem um jeito justamente pelo fato de ter escutado e pesquisado um pouco. Varia, realmente, varia.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Cais

Ainda acordo cedo nas manhãs que poderia acordar mais tarde, mas não consigo. É um vasto tiro não-acidental de memórias do passado indo em direção ao meu estado atual, que uma vez ou outra, derruba-me e aterrisso, novamente, em minha cama. Uma confusão só.

Mas aproveito o sol ardente que terá hoje, que, mesmo no outono, corro até aquele cais que encontra-se próximo ao Mar das Gaivotas. É um lugar lindo, outrora visitado por milhares de turistas, mas pela época do ano, o máximo que se vê é um pescador. Mal ele sabe que se alimenta mais de expectativas do que peixes em todos os dias que ele pisa naquele chão de madeira, mas ele nem foi hoje.

O caminho é longo, mas também não é curto. Em minha bolsa, lápis, caneta, um bloco de papel, e outras coisas úteis. Fazia frio de manhã, às 5h48, então eu vestia um casaco, bem quente, para evitar problemas futuros. O curioso era que esse casaco também revivia lembranças, maldito.

Chegando no cais, larguei a bolsa ao meu lado e sentei. Tomei providência de me posicionar ao lado de um poste, e comecei. Eram rabiscos, textos, e, até mesmo, poesias bem dotadas. Tudo relacionado à minha mente inquieta, mas só pensava nisso, então era difícil vir algo diferente. Continuava, e uma depois, havia um bolo de folhas que o vento teimava em levar consigo.

Eis que fui lá para me libertar disso, mas como? Havia feito todo aquele emaranhado, aquele bolo de papel com grafiti, como iria me livrar? Acabou que tive uma ideia e tudo virou gaivota e foi arremessado no sentido do vento, caindo no mar e afundando aos poucos.

Acontece que não vim para me atracar nesse cais, como fiz anteriormente. Vim para me libertar de coisas que deveriam ficar aqui fora, e não do lado de dentro. Aliás, essa carta que escrevo agora, também virará gaivota, mas será diferente: esta ficará dentro de uma garrafa. Quem sabe alguém encontre?

domingo, 5 de janeiro de 2014

2 rodas

Hoje em dia, uma bicicleta é uma opção bem mais viável que as demais, mas infelizmente, restringe-se à Zona Sul.

Estamos na época mais quente do ano, o que atrai turistas, principalmente às praias, local bastante frequentado no Rio de Janeiro, mesmo que no inverno. Mesmo assim, há aqueles (que nem eu) que não pisam na areia da praia de jeito nenhum, outros que até pisam mas não duram 10 minutos, e como resposta para aproveitar a paisagem natural, aderem às caminhadas, ou pedaladas.

No Rio, nas minhas frequentes caminhadas, notei uma diferença absurda ao que se via nos anos anteriores na questão de bicicletas, tanto nas vias públicas, como nas ciclovias. Não há uma pesquisa que traga números exatos, nem porcentagens, mas em uma vista grossa pela cidade, percebe-se um aumento de ciclistas nas ciclovias e faixas alternativas pela cidade.

Pelo visto, o carioca aderiu uma nova modalidade para se divertir, e é até uma modalidade um tanto ecológica, o que especialistas da área verde devem comemorar a cada final de semana. Talvez dê-se resultados positivos pelo aproveitamento de ciclovias e faixas de trânsito que são fechadas em finais de semanas e feriados para que o ciclista e o pedestre tenha mais liberdade.

Sem contar com intervenções no trânsito, há também a nova onda, que é o aluguel de bicicleta, providenciado não somente pelo Itaú, mas também pela Prefeitura e, se não me engano, a Casa & Vídeo. Projetos de empresas privadas com apoio da prefeitura estão trazendo a bicicleta para qualquer pessoa que esteja na cidade, inclusive turistas, podendo ou adquirir o serviço via internet ou pagando na hora, dependendo da empresa que você escolha.

Mas não devemos somente optar pelas duas rodas em um dia de sol para se divertir, e nem apenas restringir somente aos casuais finais de semana. Optar pela ciclovia em dias úteis enquanto há o típico trânsito da zona sul, também é solução, que além do mais, é bem mais viável economicamente do que optar por um ônibus todos os dias. E não somente isso, como também, devem optar pela construção de ciclovias em outras regiões da cidade, como a Tijuca e a região do Maracanã, que merecem prioridade. E rápido.

sábado, 4 de janeiro de 2014

Um desejo quase impossível

Às vezes recolho-me à minha interior quietude e decido respirar um pouco e repensar no plano de vida, que vaga desde coisas pequenas à grandes viagens. Ultimamente paro muito em um tópico bastante polêmico e decisório, que é voltar a morar no interior, coisa que odiei no passado, mas agora é diferente. Infelizmente, nada é fácil nessa vida, e nem prático a ponto de chegar e fazer como quero.

Viver no interior é algo que cobiço há tempos, desde pequeno, uma vez que a rotina da grande cidade às vezes me deixa perplexo em ver como as pessoas reagem em situações adversas e às transformam em uma bola de neve que vai rolando morro abaixo sem parar. Isto é algo doentio, e muitos não percebem isso, mas eu já me livrei disso por alguns meses.

Mas não aguentei um mês. Não foi sentir falta disso porque cresci com isso -- na verdade, no bairro que eu nasci e cresci, isso só começou a ficar assim quando voltei a morar lá --, e sim porque a cidade que fui morar era (é) praticamente inabitável em qualquer sentido. Não há o básico e não haverá tão cedo, e é só agora que estão começando a colocar asfalto em grande parte da cidade, e, ainda, o clima é averso às vontades, já que odeio calor e praia.

A sugestão que dei a mim mesmo foi morar na Região Serrana, atendendo necessidades, lugar que sempre gostei, e tudo mais, mas abrindo o olho para as portas da realidade. Por enquanto, com 17 anos de idade, não posso dirigir e há o maior empecilho atual, que é a faculdade, e ainda preciso trabalhar. Mas o pior é a falta da carteira de motorista, que me impede de me locomover entre as duas cidades, que eu bem sei que não vou conseguir largar o meu cotidiano do Rio. Sair de lá sem carro é bem complicado.

Mas e aí? O que fazer? Não bate na porta e nem chega perto, e nem consigo encontrar e sentir o cheiro. Fico estagnado no ponto zero como se estivessem me destinando a ficar sentado numa poltrona por horas e horas pensando nessa possibilidade. Terei autonomia e idade para poder tomar as decisões que eu quero da minha vida sem que meus pais e a lei me interfiram, mas mesmo assim, não tenho condições para viver lá.

Já ia me esquecendo! Ainda tem o dinheiro e o fato que preciso trabalhar em algum lugar, mas já que quero ser artista, músico, escritor ou sei lá o que -- nem eu sei o que quero ser --, acho que dá para regular. Dá para viver em uma cidade dessas, uma vez que, a qualidade de vida é alta e os preços estão no chão, mas ainda não tenho solução, tendo conhecimento de uma coisa dessas, pois ainda tem o carro e combustível para poder subir uma serra.

Nem comentei: Petrópolis é uma cidade dos sonhos que está na lista há anos, e mesmo quando antes eu nem tinha a real possibilidade de pensar em uma possível vida pacata em uma cidade enfiada no meio do mato -- lembrando que isso é um grande elogio --, desejava ter um sítio na cidade quando mais velho. A beleza da cidade é encantadora, o clima então, nem se fala. Aquelas montanhas me dão alegria só de olhar em uma fotografia, e quando fui lá, pelo amor de Deus, achei que estava no paraíso.

Parou tudo! Eu só tenho essa idade agora e estou sonhando alto demais. Preciso parar e relaxar e viver minha vida e se realmente quero tentar essa experiência algum dia, correr atrás e trabalhar e aturar muito empurra-empurra no metrô. Afinal, o desejo é quase impossível agora, mas não quer dizer que daqui à alguns anos eu não consiga arrumar minha vida e migrar. Quem sabe?

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

2013

É, falta só mais alguns dias para finalizar 2013, e parece que foi ontem que eu disse isso em 2012. Parece que foi ontem que tracei milhões de metas e objetivos e, felizmente, nenhum objetivo foi seguido e tudo foi ao contrário, com exceção de algumas coisas, mas nós estamos aqui, de novo, traçando mais um plano. Mas mesmo fora dos planos, o ano fez valer a pena, e muito mesmo.

No final de 2012 e começo de 2013, planejei um milhão de coisas! Até uma casa, uma loucura. Haviam planos demais, acho que até alguns que nunca tocarão o chão tão cedo. Lembro de passar noites e noites em claro ouvindo Los Hermanos, conhecendo as obras de Caetano Veloso, Chico Buarque, entre outros grandes nomes. Sem costume à leitura, aderi vários clássicos. Tomei iniciativa de crescer, virar gente, afoguei alguma coisa do passado. Acho que deu certo.

Mas o vestibular veio, a tormenta de todos os estudantes, e acho que consegui conciliar. No mesmo momento, uma entrevista do primeiro emprego, e ainda, me livrando das amarras de uma velha operadora conhecida, a Oi. Comecei a me interessar ainda mais por política, e deu nesse reaça maldito que temos hoje escrevendo uma retrospectiva. Não teve tanta coisa assim, a não ser que comecei a estudar mais fotografia e só, e isso me rendeu bons frutos.

O final do ano que foi uma caixinha de surpresas e fechou com chave de ouro. Ganhei os melhores momentos da vida, vi amizades verdadeiras vindo, outras terminando, que foi até melhor irem embora. Conheci gente nova que me ajudou a recuperar muito o tempo perdido, e até mesmo uma viagem aconteceu, mudando toda a minha forma de pensar e trazendo mais amigos ainda. Ainda, a entrevista de emprego sucedeu-se como um ponto positivo, sendo empregado. Este é o momento que nunca vou esquecer.

Por agora, traço novos planos e metas. Medito e adoto medidas, penso no que foi feito de errado e que devo recuperar, ou não. Outras coisas, devo consertar, outras, abandonar. Refletir sobre isso é um ótimo exercício de fim de ano que trouxe bons frutos no ano passado, que por sinal, manterei isto como uma tradição para findar o ano, sempre.

Mas é claro: de todos esses planos que farei agora, nenhum será executado, ou pelo menos metade deles serão. Pra isso existem as poucas metas que eu crio, e é no que irei me basear por agora. Por enquanto, apenas criar uma banda nova e tirar a carteira de motorista, e quem sabe, crescer na vida profissional, se me houver oportunidade. Está tudo em jogo para eu correr atrás, e eu irei.

Um ótimo 2014 para todos!

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Um sistema por empresa, por favor

A notícia que bombou em dezembro foi um possível celular de baixo-custo rodando Android, da Nokia. As especulações rodavam a internet à jato e ainda questionavam o futuro da empresa, principalmente a Nokia, por ser a principal empresa a apostar no Windows Phone. Seria uma surpresa a empresa utilizar o Android também, como tem o S40 (é isso?) para aparelhos de baixo custo nos famosos Nokia Asha, mas isto é malefício.

Apostar em um sistema requer dedicação ao extremo, se este for o novo foco da empresa, e talvez apostar em um terceiro sistema, principalmente o Android, que requer concentração pelo fato de precisar sempre de mais cuidado ao lançar uma atualização, isto o torna mais complicado. Mas isto não se aplica apenas ao caso da Nokia com Android, como por exemplo, até mesmo que a Apple libere o iOS para a Samsung -- ok, nunca --, isto seria malefício para a Samsung, caso ela continue seguindo com outro sistema, como o Android.

Quando uma empresa tem apenas um foco e trata de fazê-lo direito -- né, Samsung? --, a coisa dá certo, e é o que estamos vendo com a Nokia nos dias de hoje. A Nokia não tem com o que se preocupar com outros sistemas, e mesmo a Microsoft dando o sistema totalmente mastigado, necessitando apenas adaptar pequenos detalhes, como Bluetooth, NFC, memória RAM, e afins, o sistema ainda precisa de toques finais e ainda precisa liberar a atualização o mais rápido possível, e é exatamente o que acontece com o Windows Phone e o iOS.

A Apple e a Nokia compartilham esta vantagem de ter tudo mais fácil por conta do foco em apenas um sistema, principalmente a Apple. A Samsung, mesmo que quase não falado, e a HTC, que não sei como anda a relação deles com o sistema, também desenvolvem aparelhos com o Windows Phone. A HTC, é óbvio que não temos muitas notícias porque, infelizmente, a empresa não exporta produtos para o Brasil, mas a Samsung, que lançou o ATIV S no Brasil, hoje quase não se fala, e falo mais: nunca vi um desses na rua.

Me faz crer que, por conta do Android, a sul-coreana abriu mão do sistema móvel da Microsoft para focar mais no outro sistema, e fez a escolha certa. Nota-se que há milhares de aparelhos lançados em 2013 para o sistema do gigante da web, o Google, e apenas um para o outro sistema. Também, em quesito publicidade, os aparelhos da linha Galaxy ganham um destaque muito maior do que os antigos Omnias e o ATIV S, dando destaque ao Android e hoje vemos bons resultados por isso -- se não me engano, a Samsung é a que mais vende Android no mundo.

Cada fabricante deveria se preocupar em apenas um sistema móvel, não com dois, quem dirá três. Me alivia saber que temos empresas que realmente se preocupam apenas em um sistema, moldam um aparelho de ponta para este sistema, do que outras que precisam focar em dois sistemas e montar dois aparelhos ao mesmo tempo .

domingo, 22 de dezembro de 2013

"Amor" de Carnaval

Atenção: história fictícia.

Pensei que nunca ia contar esta história, mas mudei de ideia após sentar nesta mesa de bar e pensar bastante na vida, que, por sinal, a melhor consulta é sentado em uma mesa de bar, mas, desta vez, estava sozinha. Para não dizer que estava sozinha, tinha meu copo e meu cigarro, e acho que só. Se não me engano, eu era a única pessoa naquele bar numa terça-feira à noite.

"Pinguça desgraçada", deve pensar aquele garçom louco para ir embora enquanto estou aqui sentada bebendo uma garrafa inteira sozinha, mas não tem problema, ele está sendo pago para fazer este serviço. Preciso é de tempo para anotar estas informações neste papel e recordar, mesmo que difícil porque já estou flutuando. Só não faço a mínima ideia de como começo esta história. Acho melhor da parte que reatamos... não sei. Ok, deixa eu ver:

"Era muito complicado andar por essas bandas da cidade, principalmente nessa cidade louca sem ter o que fazer, que por sinal, era muito mais fácil antes. Anotar essas ideias não são fáceis, porque, simplesmente, revive memórias que já deveriam ter tido o seu devido caminho ao eterno funeral, mas é impossível, pois quando decide bater aqui dentro, é involuntário.

Durante a madrugada, recordo de estar jogada em sua cama sentindo seus cabelos longos. Havia de tudo para pensar, até mesmo no problema que eu havia arrumado no trabalho, mas isso pouco importava. Naquele momento, eu estava entregue aos meus pensamentos mais traiçoeiros, e, para piorar, ainda havia um telefone do meu lado. Isto era uma tortura.

Decidi não fazer nada, absolutamente nada. Tomei um calmante e dormi, e na manhã seguinte, um telefonema me acordou. Era um dia lindo de carnaval e todos me chamavam, tanto a turma da faculdade como os vizinhos, e eu decidi ir. A festa era linda nas Carmelitas, depois fomos para o Bola Preta, Banda de Ipanema, muitas! Beijei outras bocas que não a sua, até de pessoas que eram extremamente maravilhosas, mas nada surtiu efeito. Já estava entrando em desespero.

Até que, enquanto sentei num cantinho, uma voz me surpreende, mas não era nada demais. Olhei para frente, achei que a via, mas também não era. Entrei num conflito interno, queria ir para casa e derramava uma cachoeira sem fim. Carnaval não é época para isso, mas fazer o quê? Ninguém é de ferro.

Dessa vez era ela! Ao me ver chorando, correu atrás de mim para me acudir. A conversa foi duradoura e longa, com juras de amor e tudo mais, e eu lá parada de olho nos pássaros que voavam, e gritando com ela. De repente, me pego jogada em seus braços e quase rolando um beijo, e foi isso mesmo que aconteceu. Meus amigos me olhavam de longe, meu celular tocava loucamente, mas pouco importava. Só queria saber desse momento.

Mas essa mágica toda, de carnaval, deve ter durado alguns dias, pelo visto. Estamos em abril e agora estou aqui, bebendo porque ela desapareceu. Acho que eu devia tomar vergonha na cara, ou beber mais uma cerveja dessas. Só sei que tá boa demais e tá me fazendo esquecer algumas coisas, lembrar outras, mas a vida é assim."

-- Garçom, me vê mais um, por favor!

Coitado dele... Aonde foi que eu parei? Ah, sim!