Acordei, cocei os olhos, olhei atentamente o relógio, e dei mais um cochilo. Posso resumir a minha manhã de hoje assim, enquanto muitos acho que também faziam o mesmo bem cedo num dia de domingo. Acordar cedo no domingo, aliás, é torturante, mas fomos obrigados. Desisti de insistir contra os ponteiros e levantei. Andei até ao banheiro, fiz toda mesmice que se faz de manhã, incluindo ir andando até a cozinha reclamando: "tá cedo". É, estava mesmo.
Alimentei minhas expectativas e dei uma folheada no jornal. Nada. Notei que tudo se voltava ao mesmo assunto de novo, portanto, nada. Além do mais, nada me trouxe aquele clima animador de "é domingo, você vai ficar à toa", nem o periódico com as Frases da Semana, muito menos um jogo no celular ou olhar para o teto e pensar que não estou trabalhando ou no colégio.
Acabei que desisti, e, óbvio, e fui me arrumar. Estava atrasado e meu telefone tocou. Desci, esperei meu amigo, e fomos à batalha. Faltava pouco tempo para a primeira fase do desespero, mas aconteceu mesmo assim. Enquanto conversávamos na rua, uma senhora pede ajuda, mas infelizmente não pudemos ajudá-la: estava na hora e não podíamos ficar ao lado dela para avisá-la que lá vinha o ônibus dela. Pobrezinha, espero que tenha se dado bem.
"Documentos, por favor", disse o fiscal. Entreguei-lhe agilmente para fins de apressar minha ida à mesa. A segunda etapa começou. Se não me engano, deve ser a etapa mais torturante entre todas. Ainda que você saiba que não tem nada para fazer, você olha para um lado, para o outro, e nada. Coloca a mão no bolso com aquela velha cisma de pegar o celular e ver algo legal, e nada. Nada se pode fazer nesse momento. Só olhar para a parede, e no meu caso, aguardar uma hora até o sinal tocar. Confesso que tentei dormir.
Então começou a terceira etapa. Estava com tudo em mãos, só faltava agora meu cérebro puxar informações que não ouço há um tempo ou relembrar o que foi dito ao longo da semana. Preparei palavras delicadas e as anotei num tom preto com uma caneta esférica e ainda passei de um papel para o outro. Mudei de idioma, debati textos, e depois, conheci Pitágoras e seus amigos e nada do tempo passar.
Mas a terceira etapa nem é tão desesperadora quanto a segunda. Aquele cubículo retangular é quase que uma cela. Havia um texto, aliás, se não me engano, ontem, que falava exatamente sobre celas. Me senti em uma. Tudo branco, silencioso, você totalmente limitado e mesas apertadas. Eu só pedia a Deus para me tirar dali. Por sorte, às 16h40, ele fez isso. E, de brinde, às 17h, me ofereceu um belo de um bife à milanesa. Não é à toa que a senhora disse que eu e o meu amigo eramos iluminados.
domingo, 27 de outubro de 2013
sábado, 26 de outubro de 2013
Enem 2013: primeiro dia
Enquanto voltava para casa, tomei uma decisão de comentar como foi a prova do dia, mesmo não sendo nenhum professor ou profissional adequado. Aliás, muitos me perguntaram logo assim que cheguei em casa, principalmente aqueles que estão no 1º ano ou que não fizeram a prova competindo vaga numa federal ou estadual qualquer. A decisão foi tomada e farei hoje e amanhã um pequeno comentário sobre a prova, mesmo eu não aplicando tanta coerência nesse texto porque eu só penso em dormir, lógico.
A primeira observação que notei foi que, se comparada à prova do ano passado, esta se encontra mais dificultosa, e nem falo dos temas abordados. A prova parecia mais cansativa que a do ano passado, tratava de assuntos que eu realmente tinha conhecimentos, outros que era realmente pura interpretação, mas havia uma quantidade exaustiva de textos, incluindo algumas questões que demorei a responder pois minha resposta não batia muito bem com as opções.
Mas deu tempo. Em 2h30, consegui responder a prova, revisar e depois revisar enquanto marcava o cartão resposta. Acredito que a minha "fama" de fazer provas sem postergar tenha impactado bastante no horário, e até pode coincidir com a nota, mas tenho fé pois, com três revisões, obviamente eu atentei a todos os detalhes das questões.
Só não digo o mesmo para a segunda prova de hoje, que era física, química e biologia, as matérias na qual mais encontro dificuldade desde o 5º ano. Achei algumas questões que poderiam ser respondidas com um conhecimento mínimo, e outras, só no chute mesmo. Não fiz uma conta, não lembrava a fórmula de nada, e me chamem de idiota, mas eu nem sabia fazer um cálculo estequiométrico e nem sequer sabia quando utilizá-lo.
Enquanto humanas, parece que o Enem decidiu largar um pouco de pé esta questão de tecnologia para falar mais sobre atualidades. Houve questões sobre protestos europeus, e, que eu nem esperava tanto assim, sobre D. Pedro e conflitos da Palestina -- aliás, eu acho que era sobre o Google. Ainda deu destaque sobre a questão cultural brasileira. Lembro de algumas questões sobre a cultura africana e ainda outra sobre uma suposta premiação tendo relação com o meio cultural do Rio de Janeiro. Esqueci.
Ah! Filosofia, algo que me interessou muito, mas como eu já estava exausto, dá a acreditar que somente a questão do Maquiavel estava correta em meu cartão de resposta. Abordaram assuntos sobre Aristóteles, Maquiavel, Descartes e, de novo, Kant. Pra variar, a esquerdalhada decidiu falar de Marx e algumas críticas ao capitalismo e meios de produção.
Posso dizer que a prova foi bem tranquila, mesmo com a pouca quantidade de estudo a respeito que tive nesse ano. Não tive tanta dificuldade assim, embora estivesse bem nervoso e consegui errar uma marcação no cartão resposta. Notei algumas pessoas que terminaram a prova em 1h, outra pessoa em 20min (sério). Mas ainda assim, para quem não tinha o hábito de ler, devo dizer que teve alguma complicação bem legal. Meu problema de vista que sabe.
A primeira observação que notei foi que, se comparada à prova do ano passado, esta se encontra mais dificultosa, e nem falo dos temas abordados. A prova parecia mais cansativa que a do ano passado, tratava de assuntos que eu realmente tinha conhecimentos, outros que era realmente pura interpretação, mas havia uma quantidade exaustiva de textos, incluindo algumas questões que demorei a responder pois minha resposta não batia muito bem com as opções.
Mas deu tempo. Em 2h30, consegui responder a prova, revisar e depois revisar enquanto marcava o cartão resposta. Acredito que a minha "fama" de fazer provas sem postergar tenha impactado bastante no horário, e até pode coincidir com a nota, mas tenho fé pois, com três revisões, obviamente eu atentei a todos os detalhes das questões.
Só não digo o mesmo para a segunda prova de hoje, que era física, química e biologia, as matérias na qual mais encontro dificuldade desde o 5º ano. Achei algumas questões que poderiam ser respondidas com um conhecimento mínimo, e outras, só no chute mesmo. Não fiz uma conta, não lembrava a fórmula de nada, e me chamem de idiota, mas eu nem sabia fazer um cálculo estequiométrico e nem sequer sabia quando utilizá-lo.
Enquanto humanas, parece que o Enem decidiu largar um pouco de pé esta questão de tecnologia para falar mais sobre atualidades. Houve questões sobre protestos europeus, e, que eu nem esperava tanto assim, sobre D. Pedro e conflitos da Palestina -- aliás, eu acho que era sobre o Google. Ainda deu destaque sobre a questão cultural brasileira. Lembro de algumas questões sobre a cultura africana e ainda outra sobre uma suposta premiação tendo relação com o meio cultural do Rio de Janeiro. Esqueci.
Ah! Filosofia, algo que me interessou muito, mas como eu já estava exausto, dá a acreditar que somente a questão do Maquiavel estava correta em meu cartão de resposta. Abordaram assuntos sobre Aristóteles, Maquiavel, Descartes e, de novo, Kant. Pra variar, a esquerdalhada decidiu falar de Marx e algumas críticas ao capitalismo e meios de produção.
Posso dizer que a prova foi bem tranquila, mesmo com a pouca quantidade de estudo a respeito que tive nesse ano. Não tive tanta dificuldade assim, embora estivesse bem nervoso e consegui errar uma marcação no cartão resposta. Notei algumas pessoas que terminaram a prova em 1h, outra pessoa em 20min (sério). Mas ainda assim, para quem não tinha o hábito de ler, devo dizer que teve alguma complicação bem legal. Meu problema de vista que sabe.
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
Na reta final
Dia 25 de outubro de 2013... acho que muitos adultos vão ler e falar "nada demais", mas não é bem assim. Este é o dia, praticamente o Dia D do ano, e isto eu não digo apenas para a minha situação: há problema para todos que também estão nessa reta final.
Sim, eu falo do último dia antes do vestibular, a reta final -- pelo menos para mim. O Enem começa amanhã, e vai até domingo, e no meu caso, é a prova mais importante do ano, e se pararmos para ver a quantidade de universidades que utilizam esta porcaria, infelizmente, o título persiste. Há um pouco de tensão de ar, ou melhor, muita tensão no ar.
Desde cedo, me encontro com o computador ligado assistindo aulas no Descomplica, assisti também um projeto que esqueci o nome, mas que deu uma boa ajuda para lembrar mais ou menos como o exame funciona. Acho que deu para pegar uma boa quantidade de informações que pode ou não ser útil amanhã, principalmente em humanas.
Mas declaro como verdade absoluta o meu real estado de desespero. Acho que nunca fiquei tão tenso por uma prova na minha vida inteira, e para piorar esta tensão, ainda estou afobado pelo simples de eu ser uma aberração em exatas. Só espero que tenham feito a prova de humanas e linguagens de uma maneira bem fácil, é a minha única salvação. Desejem-me sorte.
Sim, eu falo do último dia antes do vestibular, a reta final -- pelo menos para mim. O Enem começa amanhã, e vai até domingo, e no meu caso, é a prova mais importante do ano, e se pararmos para ver a quantidade de universidades que utilizam esta porcaria, infelizmente, o título persiste. Há um pouco de tensão de ar, ou melhor, muita tensão no ar.
Desde cedo, me encontro com o computador ligado assistindo aulas no Descomplica, assisti também um projeto que esqueci o nome, mas que deu uma boa ajuda para lembrar mais ou menos como o exame funciona. Acho que deu para pegar uma boa quantidade de informações que pode ou não ser útil amanhã, principalmente em humanas.
Mas declaro como verdade absoluta o meu real estado de desespero. Acho que nunca fiquei tão tenso por uma prova na minha vida inteira, e para piorar esta tensão, ainda estou afobado pelo simples de eu ser uma aberração em exatas. Só espero que tenham feito a prova de humanas e linguagens de uma maneira bem fácil, é a minha única salvação. Desejem-me sorte.
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
Insônia de verão
Começa o verão, ou melhor, horário de verão, e cá estou escrevendo de madrugada sei lá o horário. Insônia é algo normal em mim, mas cá entre nós, nessa época é bem pior. Não vejo motivos para estar acordado e, mesmo sabendo que daqui a pouco devo estar no banho para me aprontar, o sono me escapa e atrapalha os meus sentidos.
E o que a gente faz nesses casos? Se conforma ou tenta de novo, mas eu me conformei mesmo. Opto por um rádio, aquele velho amigo que foi esquecido há um bom tempo, você se lembra. Pois é, ainda tenho o meu, mas não falo de colocar meu iPod nele ou algo do tipo. Falo sobre frequências, 90,3 MHz, 96,5 MHz, entre outras frequências da minha seleção favorita.
Mas só isso não cura. Falta um aditivo, algo para completar o meu eu e um rádio no escuro com um abajur aceso, sentado numa poltrona de domingo, sozinho num apartamento inteiro, ouvindo músicas ou a Míriam Leitão comentando mais uma crise econômica. Falta o aditivo, o melhor amigo da solidão: whisky e cigarro, que coloco num copo com gelo aos poucos, com maior cuidado do mundo, e na janela, algumas tragadas. Mas nesse caso, ouço a JB FM. São músicas mais ao clima.
Já está amanhecendo e preciso me arrumar. Devo dizer que a madrugada foi boa, mesmo não dormindo. Meus amigos do trabalho vão saber que bebi, já o povo do metrô, que aguarde meus roncos. Preciso mesmo ir. Bom dia.
E o que a gente faz nesses casos? Se conforma ou tenta de novo, mas eu me conformei mesmo. Opto por um rádio, aquele velho amigo que foi esquecido há um bom tempo, você se lembra. Pois é, ainda tenho o meu, mas não falo de colocar meu iPod nele ou algo do tipo. Falo sobre frequências, 90,3 MHz, 96,5 MHz, entre outras frequências da minha seleção favorita.
Mas só isso não cura. Falta um aditivo, algo para completar o meu eu e um rádio no escuro com um abajur aceso, sentado numa poltrona de domingo, sozinho num apartamento inteiro, ouvindo músicas ou a Míriam Leitão comentando mais uma crise econômica. Falta o aditivo, o melhor amigo da solidão: whisky e cigarro, que coloco num copo com gelo aos poucos, com maior cuidado do mundo, e na janela, algumas tragadas. Mas nesse caso, ouço a JB FM. São músicas mais ao clima.
Já está amanhecendo e preciso me arrumar. Devo dizer que a madrugada foi boa, mesmo não dormindo. Meus amigos do trabalho vão saber que bebi, já o povo do metrô, que aguarde meus roncos. Preciso mesmo ir. Bom dia.
sábado, 19 de outubro de 2013
Acompanhado
Enquanto o mundo inteiro se preocupa com alguém para alguma coisa, tenho a minha companhia todos os dias. Vou a todos os lugares com a minha companheira, sento nas praças, e tudo mais. Converso, jogo cartas e ainda dá tempo para dividir uma pizza inteira com ela.
Hoje não foi diferente. Acordei, tomei banho, arrumei a casa antes de sair, coloquei meu tênis e fui para a rua. Entrei no carro com a minha companheira e segui viagem. Parei na vaga mais perto da praia mais linda da cidade, e depois, retornei ao carro e fui atrás de uma livraria. Escolhi os meus livros favoritos e joguei-os numa bolsa que ganhei da livraria. Retornei ao carro, de novo.
Fui ao cinema, fiz compras, fiz uma fritada, me joguei no sofá e dormi. Acordei cansado, arrumei a cama, segui esta rotina toda de novo, mas no trabalho. Mas a melhor parte é lembrar que não estou só, mesmo dando uma traída às vezes com alguma outra mulher qualquer. Tenho a melhor pessoa do mundo. Tenho eu mesmo, eu e minha sombra, eu e minha cabeça que me acompanha sempre. Acho que estaria perdido se não tivesse esta companhia.
Hoje não foi diferente. Acordei, tomei banho, arrumei a casa antes de sair, coloquei meu tênis e fui para a rua. Entrei no carro com a minha companheira e segui viagem. Parei na vaga mais perto da praia mais linda da cidade, e depois, retornei ao carro e fui atrás de uma livraria. Escolhi os meus livros favoritos e joguei-os numa bolsa que ganhei da livraria. Retornei ao carro, de novo.
Fui ao cinema, fiz compras, fiz uma fritada, me joguei no sofá e dormi. Acordei cansado, arrumei a cama, segui esta rotina toda de novo, mas no trabalho. Mas a melhor parte é lembrar que não estou só, mesmo dando uma traída às vezes com alguma outra mulher qualquer. Tenho a melhor pessoa do mundo. Tenho eu mesmo, eu e minha sombra, eu e minha cabeça que me acompanha sempre. Acho que estaria perdido se não tivesse esta companhia.
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
Páginas marcantes
Livros, taí algo que realmente devoro. Com um dia, talvez dê para devorar um livro de até 200 páginas, isto dependendo da pequena e velha rotina, tendo esta como inviável para ler um livro por dia. E os problemas de vista? Nem gosto de falar! Atrapalham, me jogam de escanteio. Gritam mandando eu guardar o livro, mas no final, venço ou peço arrego. A dor de cabeça traz a insatisfação geral.
Jogo um livro para cá, para lá, arrumo meu quarto-escritório. Pego mais um pouco, outra pilha. Limpo, dou os devidos cuidados, limpo a estante improvisada, limpo mais uma vez os livros, e coloco por gênero, autor, editora, tons de capa, tudo detalhado. Se tenho TOC? Isto não convém ao momento, mas pode-se dizer que talvez seja um. O que mais impressiona é depois.
Todos os dias enquanto eu tanto trabalho como estudo, fico de cara com tais livros. Títulos nacionais, internacionais, romance, suspense, terror, Machado, John Green, C. S. Lewis, entre muitos outros. A maioria ali já lido, lido com pressa mas não sem dar seus devidos cuidados. Se me alimentei das páginas amareladas? Claro que sim, e é por isso que estes têm uma marca inesquecível.
Aquela história de "não julgue um livro pela capa" é meio fajuto. Livros com capas feias não dão empolgação, e é com a capa que lembramos daquele velho livro, pois está marcado no seu coração, cérebro e estante, ou até no Instagram. São resumos de livros em páginas meio duras, com cores, rabiscadas, não sei. Algo interativo, dá ao leitor uma mágica inicial em que ele absorve lendo e pede mais depois.
As páginas amareladas são marcantes, com títulos marcantes, capas criadas com perfeição daquele momento e dando ênfase ao que há dentro daquele livro. Mas o que mais marca é enquanto estou no momento de produtividade. Olhar para tais livros na estante, lembrar de cada enredo, é fascinante. Uns me deixam alegres, outros me fazem pensar que sou um rei, outros tristes. Não nego a boa sensação, é maravilhosa, mas sim, é marcante. Enquanto marcamos páginas de um livro, as páginas marcam nossas memórias.
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
A vida que eu queria
Os fins de tarde, pelo menos no meu cotidiano, geralmente não tem graça, com exceções de algumas sextas, sábados e domingos. Hoje é diferente. Acontecimentos do cotidiano impedem que este fim tenha um real final feliz, mas hoje não. Mudanças demais, coisas novas, uma fase nova. Uma notícia que sempre alegra, se claro, é mudança para o bem.
Recebi a notícia que seja bem provável que eu esteja empregado pela primeira vez na vida, mas não há confirmação. Não conclui o processo seletivo, falta um documento não entregue por culpa da burocracia de colégios particulares. Mas, até onde dá para entender, a última etapa foi feita, que é o exame médico, e este foi aprovado. Não há dúvidas de que uma notícia de emprego novo seja boa, mas é mais do que isso.
Em toda a minha vida sempre ficava maravilhado no Centro do Rio de Janeiro. É histórico, gigantesco, é lindo demais. Ficava com os olhos arregalados ao andar pela Av. Presidente Vargas e ver aqueles prédios gigantes, e quando fiquei mais velho, casas e monumentos antigos de ruas como a Rua da Conceição. Hoje, conhecendo a história do Rio, este amor se consolidou de uma maneira inseparável. Sem contar que poderei ir ao trabalho de metrô, e isto é um ganha tempo absurdo.
Retornando à realidade, não tenho confirmações, mas especulações quase certas. Este poderá ser meu cotidiano daqui para frente, iria adorar, sem reclamar. Tenho agradecimentos a fazer por isso, e ainda tenho algumas histórias que consegui hoje -- uma engraçada, outra triste e outra "um mico". De resto, só tenho que relaxar e imaginar. Aaaah...
Recebi a notícia que seja bem provável que eu esteja empregado pela primeira vez na vida, mas não há confirmação. Não conclui o processo seletivo, falta um documento não entregue por culpa da burocracia de colégios particulares. Mas, até onde dá para entender, a última etapa foi feita, que é o exame médico, e este foi aprovado. Não há dúvidas de que uma notícia de emprego novo seja boa, mas é mais do que isso.
Em toda a minha vida sempre ficava maravilhado no Centro do Rio de Janeiro. É histórico, gigantesco, é lindo demais. Ficava com os olhos arregalados ao andar pela Av. Presidente Vargas e ver aqueles prédios gigantes, e quando fiquei mais velho, casas e monumentos antigos de ruas como a Rua da Conceição. Hoje, conhecendo a história do Rio, este amor se consolidou de uma maneira inseparável. Sem contar que poderei ir ao trabalho de metrô, e isto é um ganha tempo absurdo.
Retornando à realidade, não tenho confirmações, mas especulações quase certas. Este poderá ser meu cotidiano daqui para frente, iria adorar, sem reclamar. Tenho agradecimentos a fazer por isso, e ainda tenho algumas histórias que consegui hoje -- uma engraçada, outra triste e outra "um mico". De resto, só tenho que relaxar e imaginar. Aaaah...
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
A polícia agiu certo
Não se fala em outra coisa na internet a não ser um caso espontâneo da polícia ter evitado um grande à mão armada assalto na Zona Leste de São Paulo. Há, com razão, uma grande discussão entre quem estava certo ou errado na situação, e principalmente, um julgamento da policia militar, em razão a atitude da polícia militar que surgiu do além e evitou um furto nos 45 do segundo tempo.
O caso se resume em um assalto evitado por um polícial que, fora de um carro da corporação, detém um assalto. A vítima, com uma GoPro no capacete, foi abordada num cruzamento por um marginal na carona de uma moto pilotada por seu comparsa. Armado, aponta a sua pistola para a vítima e segura o guidão da moto, e, sem pestanejar, a vítima acaba entregando a chave, alarme, tudo, e enquanto isto, a vítima filmava tudo pela câmera no capacete. Na hora em que o assaltante toma posse da moto, um policial, quase à paisana, sai de seu veículo pessoal e atira duas vezes seguidas e acerta o bandido.
Não há cabimento dizer que o assaltante é vítima, aliás, há duas situações que desmentem isso. A primeira é uma prova: além de quem avistou o assalto, havia uma gravação provando o que com certeza veio como prova de um processo, mas o policial não havia conhecimento disso antes de atirar. Em segundo caso, o bandido estava armado e com uma arma apontada diretamente nos olhos da vítima, ou seja, o policial conhecendo leis e sabendo quando deve ou não agir, sabia que, ao atirar, agia em livre e plena defesa tanto da vítima, como dele e quem estava no trânsito, e ele viu o assalto.
Analisando o ponto criminalmente, sem necessidade de muita perícia, o bandido estava errado, mas há quem diga que ele estava certo. Nenhum marginal é correto, principalmente quando é pego no flagra, o que foi o caso. O policial estava num carro pessoal? Sim. Estava armado? Sim. Se não me engano, a arma é propriedade do policial para legítima defesa -- imagine só um bandido te reconhecer após uma operação numa favela? -- e pelo uniforme, ou estava se encaminhando para o batalhão, ou estava retornando, o que ainda faz dele um policial, mesmo fora da hora de serviço. Não havia prova de dúvidas, o tiro foi necessário, não havia outro jeito. E não, o carinha não assaltou porque ele estava desprovido do básico. Assaltou porque quis.
Mas recorrendo a sensatez sempre que for preciso: o cara deu muita sorta. Teve sorte não só por estar filmando e ter facilidade, já que, o bandido burro assaltou uma pessoa com uma câmera gigante na cabeça, então é bem lógico que é possível ver a cara dos dois assaltantes, como também, por estar no trânsito um policial. Mesmo assim, me espanto pela rapidez e como o ato foi certeiro sem falhas. Dois tiros, certos. Wow!
A moto foi recuperada, mas o bandido manteve-se vivo e ouvi dizer que há quem queira dar amparo ao marginal. Que dar amparo o quê? Dê amparo para agilizar o processo para chegar na cadeia. Já não basta um infeliz desses estar vivo e ainda precisa de amparo? Conversa pra boi dormir.
O caso se resume em um assalto evitado por um polícial que, fora de um carro da corporação, detém um assalto. A vítima, com uma GoPro no capacete, foi abordada num cruzamento por um marginal na carona de uma moto pilotada por seu comparsa. Armado, aponta a sua pistola para a vítima e segura o guidão da moto, e, sem pestanejar, a vítima acaba entregando a chave, alarme, tudo, e enquanto isto, a vítima filmava tudo pela câmera no capacete. Na hora em que o assaltante toma posse da moto, um policial, quase à paisana, sai de seu veículo pessoal e atira duas vezes seguidas e acerta o bandido.
Não há cabimento dizer que o assaltante é vítima, aliás, há duas situações que desmentem isso. A primeira é uma prova: além de quem avistou o assalto, havia uma gravação provando o que com certeza veio como prova de um processo, mas o policial não havia conhecimento disso antes de atirar. Em segundo caso, o bandido estava armado e com uma arma apontada diretamente nos olhos da vítima, ou seja, o policial conhecendo leis e sabendo quando deve ou não agir, sabia que, ao atirar, agia em livre e plena defesa tanto da vítima, como dele e quem estava no trânsito, e ele viu o assalto.
Analisando o ponto criminalmente, sem necessidade de muita perícia, o bandido estava errado, mas há quem diga que ele estava certo. Nenhum marginal é correto, principalmente quando é pego no flagra, o que foi o caso. O policial estava num carro pessoal? Sim. Estava armado? Sim. Se não me engano, a arma é propriedade do policial para legítima defesa -- imagine só um bandido te reconhecer após uma operação numa favela? -- e pelo uniforme, ou estava se encaminhando para o batalhão, ou estava retornando, o que ainda faz dele um policial, mesmo fora da hora de serviço. Não havia prova de dúvidas, o tiro foi necessário, não havia outro jeito. E não, o carinha não assaltou porque ele estava desprovido do básico. Assaltou porque quis.
Mas recorrendo a sensatez sempre que for preciso: o cara deu muita sorta. Teve sorte não só por estar filmando e ter facilidade, já que, o bandido burro assaltou uma pessoa com uma câmera gigante na cabeça, então é bem lógico que é possível ver a cara dos dois assaltantes, como também, por estar no trânsito um policial. Mesmo assim, me espanto pela rapidez e como o ato foi certeiro sem falhas. Dois tiros, certos. Wow!
A moto foi recuperada, mas o bandido manteve-se vivo e ouvi dizer que há quem queira dar amparo ao marginal. Que dar amparo o quê? Dê amparo para agilizar o processo para chegar na cadeia. Já não basta um infeliz desses estar vivo e ainda precisa de amparo? Conversa pra boi dormir.
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Subúrbio
Quem me conhece sabe que tem duas coisas no Rio de Janeiro que mais implico em questão de bairros: a Barra da Tijuca e alguns bairros do subúrbio, simplesmente porque nunca vi tanta graça assim no subúrbio como tenho visto ultimamente. Aliás, sou suburbano da Zona Oeste se for considerar alguns pontos, mas há um porém absoluto: basicamente, os melhores bairros da cidade, na maior parte, não estão tão próximos ao Centro, sendo não considerado subúrbio pelo povo.
O termo subúrbio é muito constante de acordo com a região. No Rio de Janeiro, o subúrbio é tratado como bairros que não tem os mesmos benefícios que o Centro e Zona Sul tem. Bairros como a Grande Tijuca, Copacabana, Leblon, entre outros, pelo povo, não é considerado subúrbio, com algumas brigas em questão da Grande Tijuca dizendo que é "subúrbio como Madureira", que seguindo todas as lógicas tanto carioca como a definição norte-americana de subúrbio, a Tijuca não é subúrbio pois está perto do Centro (e é verdade) e ainda tem quase que um cotidiano similar a alguns bairros da Zona Sul. Seguindo a lógica que utilizo no dia a dia, São Conrado é subúrbio assim como Madureira e Barra da Tijuca é subúrbio, mas fica para a próxima. Vou falar como os cariocas falam porque é a nossa realidade.
É maravilhoso, sério. Que lugar você sai às 23h, vira uma esquina e tem uma roda de samba? Lugar nenhum! Estive nos arredores de Maria da Graça e Del Castilho, você nota isso sem sair de casa. Sem contar que, de um jeito ou de outro, o suburbano sempre arranja diversão em coisas mínimas, ou em algum podrão que tem alguns que você nem vomita no dia seguinte -- tipo um aqui perto de casa. Não precisa de um Outback para ter diversão... ouviu, Barra?
Ou então, sem rodas de samba das esquinas, vamos para algo grande: aonde fica as maiores escolas de samba? Cara, não tem lugar melhor para isso! Todos aqueles desfiles, todas aquelas alegorias, aquela cantoria de fevereiro, a energia, os melhores blocos, tudo, tudo mesmo, vem do subúrbio. O samba vem e veio das favelas, as escolas de samba estão nas favelas ou nos asfaltos suburbanos há muitos anos: Portela, Mangueira, Imperatriz Leopoldinense, Salgueiro, Vila Isabel, tudo. Não há lugar mais característico. Claro que a Lapa tem um samba de qualidade, mas vamos entrar num consenso: nenhuma escola de samba está realmente na Lapa.
Ainda, se você conhece a história da cidade, você pode reconhecer os pontos do Brasil na época do engenho. Você pode, dependendo de onde você mora, ver um trem de carga buzinando todos os dias de madrugada porque trem de carga anda assim, e tudo isso nos trilhos da SuperVia indo para o porto, coisa normal que acontecia há anos, pelos mesmos trilhos que foram adaptados para a necessidade atual. Há momentos em que, se precisa de algo, cada bairro tem o que você precisa evitando de ir ao Centro. Sou suspeito por dizer que compro todos os meus resistores, capacitores e afins numa loja lá no Méier -- Eletronal, se não conhecem --, e é tudo barato. Sem contar que, no geral, subúrbio tem cada casarão que não tem mais tamanho, dando uma grande vantagem para os que odeiam apartamentos lata de sardinha.
Estarei sendo muito sincero agora: o subúrbio é maravilhoso, pena que não é pra mim. Não sou desses de ficar frequentando rodas de samba, porque mesmo que eu goste de samba das antigas, fico mais na minha sendo velho e chato preferindo estar próximo de um teatro frequentando todos os dias, estar ao lado do Centro, e ainda, em shows que tem no Circo Voador, ou seja, é desvantagem para mim dependendo do bairro -- moraria no Méier, estourando. Mas acreditem, no subúrbio você vê coisas que ninguém jamais viu em outras regiões da cidade, e digo mais: Machado fez certo em colocar Bentinho no Engenho Novo.
O termo subúrbio é muito constante de acordo com a região. No Rio de Janeiro, o subúrbio é tratado como bairros que não tem os mesmos benefícios que o Centro e Zona Sul tem. Bairros como a Grande Tijuca, Copacabana, Leblon, entre outros, pelo povo, não é considerado subúrbio, com algumas brigas em questão da Grande Tijuca dizendo que é "subúrbio como Madureira", que seguindo todas as lógicas tanto carioca como a definição norte-americana de subúrbio, a Tijuca não é subúrbio pois está perto do Centro (e é verdade) e ainda tem quase que um cotidiano similar a alguns bairros da Zona Sul. Seguindo a lógica que utilizo no dia a dia, São Conrado é subúrbio assim como Madureira e Barra da Tijuca é subúrbio, mas fica para a próxima. Vou falar como os cariocas falam porque é a nossa realidade.
É maravilhoso, sério. Que lugar você sai às 23h, vira uma esquina e tem uma roda de samba? Lugar nenhum! Estive nos arredores de Maria da Graça e Del Castilho, você nota isso sem sair de casa. Sem contar que, de um jeito ou de outro, o suburbano sempre arranja diversão em coisas mínimas, ou em algum podrão que tem alguns que você nem vomita no dia seguinte -- tipo um aqui perto de casa. Não precisa de um Outback para ter diversão... ouviu, Barra?
Ou então, sem rodas de samba das esquinas, vamos para algo grande: aonde fica as maiores escolas de samba? Cara, não tem lugar melhor para isso! Todos aqueles desfiles, todas aquelas alegorias, aquela cantoria de fevereiro, a energia, os melhores blocos, tudo, tudo mesmo, vem do subúrbio. O samba vem e veio das favelas, as escolas de samba estão nas favelas ou nos asfaltos suburbanos há muitos anos: Portela, Mangueira, Imperatriz Leopoldinense, Salgueiro, Vila Isabel, tudo. Não há lugar mais característico. Claro que a Lapa tem um samba de qualidade, mas vamos entrar num consenso: nenhuma escola de samba está realmente na Lapa.
Ainda, se você conhece a história da cidade, você pode reconhecer os pontos do Brasil na época do engenho. Você pode, dependendo de onde você mora, ver um trem de carga buzinando todos os dias de madrugada porque trem de carga anda assim, e tudo isso nos trilhos da SuperVia indo para o porto, coisa normal que acontecia há anos, pelos mesmos trilhos que foram adaptados para a necessidade atual. Há momentos em que, se precisa de algo, cada bairro tem o que você precisa evitando de ir ao Centro. Sou suspeito por dizer que compro todos os meus resistores, capacitores e afins numa loja lá no Méier -- Eletronal, se não conhecem --, e é tudo barato. Sem contar que, no geral, subúrbio tem cada casarão que não tem mais tamanho, dando uma grande vantagem para os que odeiam apartamentos lata de sardinha.
Estarei sendo muito sincero agora: o subúrbio é maravilhoso, pena que não é pra mim. Não sou desses de ficar frequentando rodas de samba, porque mesmo que eu goste de samba das antigas, fico mais na minha sendo velho e chato preferindo estar próximo de um teatro frequentando todos os dias, estar ao lado do Centro, e ainda, em shows que tem no Circo Voador, ou seja, é desvantagem para mim dependendo do bairro -- moraria no Méier, estourando. Mas acreditem, no subúrbio você vê coisas que ninguém jamais viu em outras regiões da cidade, e digo mais: Machado fez certo em colocar Bentinho no Engenho Novo.
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
Ainda uso as velhas notas
Já que vou passar cinco dias em casa sem aula, sem nada para fazer, não é uma má ideia que eu pegue um pano e força de vontade para organizar o que mais é bagunçado na minha vida: meu quarto, e no meu caso, organizar a mesa que tem pastas e mais pastas, pastas estas com documentos, outras com desenhos, uma só com algumas lembranças (fotos, cartas), outras com algumas notas. Notas? Sim, algo que parece que sumiu no tempo com a modernização das anotações.
Eu não falo de notas de escola, não falo de "mãe, fui na rua, volto às 23h", nada disso. Falo de anotações, tudo, como se fosse aquele velho bloquinho dos jornalistas de desenho animado com um chapéu "PRESS". Velhos bloquinhos (ou Moleskines) com dicas interessantes, coisas que precisei tomar nota, raciocínios para fechar, informações de textos e mais textos que já escrevi, telefones importantes, processos da Anatel e tudo que há de direito. Tudo guardado numa pasta de plástico com um elástico bem frágil.
Não somente estas notas: acho que o povo também esqueceu dos sticky notes, ou conhecido como "papelzinho amarelo". Arrumando, decidi eliminar o excesso da parede: comprar pão, pagar conta de telefone, estudar o capítulo 27 do livro de história, entre outros. Tudo no lixo, já foram usados, certo? Talvez. Nunca comprei o pão, mas estava lá, lembrando algo num espaço que estou todos os dias, e cá entre nós, esta rotina nunca findará.
Mesmo com esta tecnologia avançada de hoje, não consigo me adaptar. Claro, no colégio, eu anoto algumas atividades no Evernote, principalmente naqueles momentos em que você fica sem tocar no caderno de novo por 30 minutos e seu professor passa mais uma coisa e você não abre a mochila de jeito nenhum. Uma exceção dada a preguiça, que é incansavelmente interminável. Mas não, as velhas notas, o velho cheiro de caneta, papel, rasgar papel, colar na parede e esperar que eu use algum dia, estes continuam.
Eu não falo de notas de escola, não falo de "mãe, fui na rua, volto às 23h", nada disso. Falo de anotações, tudo, como se fosse aquele velho bloquinho dos jornalistas de desenho animado com um chapéu "PRESS". Velhos bloquinhos (ou Moleskines) com dicas interessantes, coisas que precisei tomar nota, raciocínios para fechar, informações de textos e mais textos que já escrevi, telefones importantes, processos da Anatel e tudo que há de direito. Tudo guardado numa pasta de plástico com um elástico bem frágil.
Não somente estas notas: acho que o povo também esqueceu dos sticky notes, ou conhecido como "papelzinho amarelo". Arrumando, decidi eliminar o excesso da parede: comprar pão, pagar conta de telefone, estudar o capítulo 27 do livro de história, entre outros. Tudo no lixo, já foram usados, certo? Talvez. Nunca comprei o pão, mas estava lá, lembrando algo num espaço que estou todos os dias, e cá entre nós, esta rotina nunca findará.
Mesmo com esta tecnologia avançada de hoje, não consigo me adaptar. Claro, no colégio, eu anoto algumas atividades no Evernote, principalmente naqueles momentos em que você fica sem tocar no caderno de novo por 30 minutos e seu professor passa mais uma coisa e você não abre a mochila de jeito nenhum. Uma exceção dada a preguiça, que é incansavelmente interminável. Mas não, as velhas notas, o velho cheiro de caneta, papel, rasgar papel, colar na parede e esperar que eu use algum dia, estes continuam.
Assinar:
Comentários
(
Atom
)