Não há como negar que livros é uma fissura em qualquer lugar, e que mais fissura há quando temos um eventos sobre o assunto, e a Bienal do Livro é algo que realmente está acontecendo. Hoje, eu e alguns amigos cobrimos o evento desde o fim da manhã até o fim do evento e dá para atestar exatamente esta fissura. Obras de diversas editoras com ou sem desconto, alguns caros, outros baratos, mas de qualquer maneira, é um barato.
Saímos da Tijuca às 10h30min a caminho do Riocentro, lá para dentro daqueles arredores entre Barra da Tijuca e Jacarepaguá, Zona Oeste da cidade. Pegamos o Alto da Boa Vista até a Alvorada. Dou destaque a este ponto pelo simples fato de que comprometeram-se em colocar vários ônibus pelo preço de uma passagem normal da Alvorada para o Riocentro. A ideia é ótima e deu certo.
Passado o pior obstáculo, chegamos na entrada da feira. Havia uma confusão por ter apenas duas filas oficiais, mas não era assim que funcionava, e parecia que não era culpa do evento e sim das pessoas. Começaram a criar filas duplas, triplas, e quando via, havia uma quantidade ordinária. Por fim, o evento tomou controle da situação, mas não completo. Foi rápido o atendimento, paguei meia apresentando a carteira do meu colégio.
Acho que estes foram os principais obstáculos na chegada, pois realmente não era muito obstáculo. A ida é tranquila, e mesmo que tumultuado por ser sábado, foi bem fácil. Enquanto estava dentro do evento, havia uma boa quantidade de fast foods, mas com preços elevados. O que abro birra é com a questão alimentícia no local em que não havia um bebedouro, e quando fui perguntar sobre me afirmaram que é normal. É culpa do Riocentro ou de quem organiza a Bienal? Eu não sei, mas pagar um dinheirão por uma pequena garrafa de água é um roubo!
O melhor das confusões foram as editoras, que invés de fazer um preço muito atrativo, havia algumas que além de não dar um desconto no preço único de cada livro, às vezes aumentavam. A Saraiva, que eu esperava sair de lá com pelo menos três livros por uma pechincha, acabou me surpreendendo. O melhor estande mesmo foi da Intrínseca, com livros de R$ 2 até R$ 40. Haviam títulos bons, eram organizados, e por um preço bom, mas não havia descontos como a Arqueiro, que levando certa quantidade, ganhava desconto. A Record estava caríssima, a Companhia das Letras mais ou menos, mas a pior foi a Record.
Além dos preços, não haviam preços. Você pegava o livro e precisava ir atrás de algum vendedor para obter os preços, e muitas vezes não sabiam, lógico. Haviam editoras que não colocaram sequer uma maquininha.
Haviam filas, longas, mas nem todas demoravam. Peguei muita fila e a pior de todas foi a da Intrínseca que, se não me engano, era uma das mais procuradas. Havia muita exposição de livros como Percy Jackson, livros do autor John Green, entre outros. Passei uma hora na fila da Intrínseca não por lerdeza, e sim por quantidade de pessoas, enquanto na Companhia das Letras foram uns 10 minutos. A pior fila foi para voltar. Todos queriam o maldito ônibus para a Alvorada.
Os pavilhões foram muito bem divididos, sendo o azul com as editoras que com certeza foram as mais procuradas. O laranja, que era a entrada, havia mais conteúdo infantil e poucos universitários, enquanto o verde era educacional, mas me disseram que estavam com valores ótimos. Não parei para olhar pois infelizmente não houve tempo. Depois vejo as duas além da azul.
Sentados no chão: foi o lema do dia, e eu acabei lançando a moda de sentar na fila da Arqueiro e utilizar os braços para me locomover enquanto a fila andava, isto por volta das 17 horas, então se viram alguém de camisa xadrez vermelha acompanhado de outro rapaz de camisa branca sentados no chão no meio da fila, era eu. Logo depois, segundo outro amigo, todos começaram a sentar no chão também. Kibe ou vergonha de serem os primeiros? Ou eu que sou mal educado mesmo? Não sei. Só sei que estava cansado (e ainda estou com pernas doloridas).
A tradição da grama nunca acaba, e acho que não será hoje ou amanhã que irá acabar. Havia, como sempre, uma quantidade massiva de adolescentes e adultos sentados no gramado entre pavilhões, sejam eles comendo ou brincando, e até lendo e pegando sol. Alguns namoravam, e realmente era um local romântico, mas o que estraga aquele momento romântico era aquela vala. Espero que isto nunca acabe.
Hipsters! Acho que não tenho o que comentar.
Encontros, o maior problema de lá. Me distanciei do meu grupo por uns segundos e não via o rastro, mas o pior foi as operadoras. A Claro não ficou tão ruim como eu esperava; tinha HSPA+ (3G Max ou 3G+ ou H+), tinha que insistir um pouco, mas funcionava, e ainda conseguia ligar. O problema foram as outras, que não deram conta do recado. A TIM foi a pior de todas, para variar. Havia um BTS (antena) lá dentro, mas eu não faço a mínima de que operadora seja. Por isso, mães, pais, avós, responsáveis das crianças, muito cuidado.
Ganhei O Globo de graça, mas a custo de uma insistência de uma assinatura que eu tive que dizer: meu rapaz, eu prefiro comprar na banca. É verdade, receber em casa é excelente, mas como tenho a pior rotina de todas, prefiro ir na banca do português todos os dias e ler enquanto compro meu pão na chapa com suco de laranja na padaria do outro português. Mesmo assim, foi jornal de graça. Espero que me deem outro quando eu for de novo, porque R$ 2,50 todos os dias não é nada fácil.
Ziraldo? Eu acho que era ele, não vi direito. Um dos ícones que escreveu uma das maiores histórias em quadrinhos que mais li na infância – depois de Maurício de Souza – estava por lá distribuindo autógrafos. Ou devo dizer, eu acho que era ele. Estava um tumulto que só, não deu para reconhecer.
Para variar, a CET-Rio ataca de novo, mas me disseram que era treinamento para o Rock in Rio, e se foi, sinto muito prefeito, está um lixo. Fecharam todos os retornos da Avenida Salvador Allende e o mais perto já era quase no Recreio. Todos faziam bandalha, e eu também faria, afinal, não tinha como não fazer. Por fim, meu ônibus foi fazer e quase virou. A culpa não era do motorista, era mais da CET-Rio que dele, pois fecharam o retorno casual do ônibus. Quase xinguei o guarda.
Mesmo com isso, foi uma viagem bem tranquila e divertida, já que o ônibus estava tão cheio que todos começaram a conversar. Nem pareciam estranhos, todos riam, ainda mais depois do quase-acidente, em que todos começaram a rir sobre as caras que fizeram, mesmo dos desconhecidos. Eu, anti-social, fiquei ouvindo MPB FM. Mas todos estavam felizes e estão sãos em casa... ou num bar.
A nova Alvorada é um espetáculo e confesso a vocês que nunca mais fui lá desde que acabou as obras do BRT. Realmente, o BRT valeu a pena por isso, pois aquele terminal estava um lixo, mas não digo o mesmo para as ruas que estão ganhando o BRT, seja na Barra ou Jacarepaguá. Mesmo assim, as obras na Alvorada foram maravilhosas. Mas o BRT ainda é uma porcaria.
Depois tem mais, prometo. Mais tarde devo voltar, só que com mais calma e mais dinheiro. Odeio fazer coisas com tumulto e pressa porque precisava deixar outras pessoas verem aquela prateleira, então acabei que gastei dinheiro à toa. Só sei uma coisa: agora levarei água, comida e o que for. Não caio mais nessa cilada.
sábado, 31 de agosto de 2013
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
O lugar de político ladrão é na cadeia, literalmente
Acho que mais uma vez a lista de desgraças do Brasil cresce, e acho que essa é a maior vergonha de todas. Enquanto uns estão em Brasília envolvidos em esquemas que ainda nem foram descobertos, outros que estão em julgamento pelo STF ou outro qualquer tribunal, ou gente que nem está na política mas faz parte de esquemas, há este caso: um político, um deputado, um preso, mas um deputado.
Isto é a maior piada na história do país, sério. Mais piada que socialista achando que socialismo acaba com a miséria. Enquanto estávamos sentados quietinhos, o plenário da câmera poupou o mandato do deputado Natan Donadon, acusado de crimes como peculato e formação de quadrilha, retido por 13 anos com ordens judiciais do Supremo Tribunal Federal. Sim, o cara está preso, mas ainda é deputado, dentro de um presídio de Brasília.
Desculpa, mas vou precisar puxar o meu carioquês: cara, namoral, isto é um absurdo! Sem caô! Como assim o cara é preso, condenado pelo STF por 13 anos, 13 ANOS, e está com um mandato de deputado?! É inconstitucional, é anti-ético, é ridículo, é vergonhoso é... sem palavras. Isto é uma piada pronta, não é possível! Reforça a velha frase "lugar de político ladrão é na cadeia". Literalmente! Literalmente mesmo! Até os ministros do STF criticaram, e com razão. Qualquer um que critique é com razão.
Alguém pelo o amor todo que há nesse mundo imenso me diz que isto não é real e que estamos numa ilusão? Papo de sentir raiva, sem caô! Depois eu falo que só tem asno nessa câmara, que só tem gente votando errado, que precisa de uma faxina geral em Brasília e ninguém acredita em mim. Cadê o gigante? Se liga, p#%%$! E eu achando que nunca teria um ataque de raiva que necessitasse o carioquês num texto sobre política. Fui surpreendido.
Isto é a maior piada na história do país, sério. Mais piada que socialista achando que socialismo acaba com a miséria. Enquanto estávamos sentados quietinhos, o plenário da câmera poupou o mandato do deputado Natan Donadon, acusado de crimes como peculato e formação de quadrilha, retido por 13 anos com ordens judiciais do Supremo Tribunal Federal. Sim, o cara está preso, mas ainda é deputado, dentro de um presídio de Brasília.
Desculpa, mas vou precisar puxar o meu carioquês: cara, namoral, isto é um absurdo! Sem caô! Como assim o cara é preso, condenado pelo STF por 13 anos, 13 ANOS, e está com um mandato de deputado?! É inconstitucional, é anti-ético, é ridículo, é vergonhoso é... sem palavras. Isto é uma piada pronta, não é possível! Reforça a velha frase "lugar de político ladrão é na cadeia". Literalmente! Literalmente mesmo! Até os ministros do STF criticaram, e com razão. Qualquer um que critique é com razão.
Alguém pelo o amor todo que há nesse mundo imenso me diz que isto não é real e que estamos numa ilusão? Papo de sentir raiva, sem caô! Depois eu falo que só tem asno nessa câmara, que só tem gente votando errado, que precisa de uma faxina geral em Brasília e ninguém acredita em mim. Cadê o gigante? Se liga, p#%%$! E eu achando que nunca teria um ataque de raiva que necessitasse o carioquês num texto sobre política. Fui surpreendido.
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
Paul McCartney: New, o novo single do álbum... New
Sou músico mas não sei comentar uma música, um álbum novo, nada, assim como nunca sei explicar porque eu prefiro stratocaster e que acho Les Paul uma guitarra nojenta (sim, odeio). Porém posso abrir um pouco este espaço para dar um começo, criar este hábito, e ainda já comentar sobre o novo single do velho beatle que foi liberado hoje, nesta noite de quarta-feira, na iTunes Store norte-americana, e com certeza já está pela internet para ouvir completo, e já tem downloads.
Devo dizer que a música está incrível. Não sei a letra ainda, não consegui parar para entender a letra, estava tendo um ataque auditivo pela perfeição, mas o instrumental me lembrou muito o Band on the Run, e se o álbum manter o mesmo padrão, qualidade e afins, que com certeza irá manter, talvez seja até melhor que o próprio Band on the Run, que para mim é o melhor álbum que o Paul já fez fora dos Beatles. Se está interessado, ele custa US$ 0,99 na iTunes Store. Confira na íntegra:
Este ano a música anda me surpreendendo. Estou ouvindo o novo álbum do Franz Ferdinand, o "Right Thoughts, Right Words, Right Action" e está incrível. Ainda teve o "Comedown Machine", do Strokes, que teve um som bem experimental do que aos poucos era amostrado no "Angles" e que para mim, ficou fantástico dando uma nova fase para a banda. Está entre os mais ouvidos do meu iPod.
Ainda tivemos o novo álbum do Apanhador Só, o "Antes que tu conte outra", e ainda vamos ter o novo álbum do Cícero neste sábado, assim como o "Canções de Apartamento", o novo deve estar uma obra de arte, e ainda teremos o "AM", do Arctic Monkeys, com singles como "Do I Wanna Know?", "R U Mine" e "Why'd You Only Call Me When You're High". É, 2013 é o ano da música boa. Que 2014 continue com este pique!
Devo dizer que a música está incrível. Não sei a letra ainda, não consegui parar para entender a letra, estava tendo um ataque auditivo pela perfeição, mas o instrumental me lembrou muito o Band on the Run, e se o álbum manter o mesmo padrão, qualidade e afins, que com certeza irá manter, talvez seja até melhor que o próprio Band on the Run, que para mim é o melhor álbum que o Paul já fez fora dos Beatles. Se está interessado, ele custa US$ 0,99 na iTunes Store. Confira na íntegra:
Ainda tivemos o novo álbum do Apanhador Só, o "Antes que tu conte outra", e ainda vamos ter o novo álbum do Cícero neste sábado, assim como o "Canções de Apartamento", o novo deve estar uma obra de arte, e ainda teremos o "AM", do Arctic Monkeys, com singles como "Do I Wanna Know?", "R U Mine" e "Why'd You Only Call Me When You're High". É, 2013 é o ano da música boa. Que 2014 continue com este pique!
terça-feira, 27 de agosto de 2013
Carta aberta ao MetrôRio
O metrô é um serviço adotado por muitos e muitos no cotidiano carioca, e tanto fato é que vive lotado, mas uma coisa já virou rotina no metrô: o mesmo vive parado entre as estações de uma maneira constante, principalmente no trecho em que opera tanto linha 1 como linha 2. Já me ocorreu um caso de eu ir do Largo do Machado até a São Francisco Xavier e parar entre todas as estações até a Central do Brasil. Um descaso completo, e o pior, não houve nenhum informe sobre o motivo.
Mas este é um dos principais problemas do metrô. O sistema vive parando, falhando, e quando estamos dentro das composições, ninguém fala nada, ninguém pronuncia um "ai". Há aí um equívoco pelo descaso com a falta da informação devida aos usuários do serviço. Antigamente, pelo menos, era normal você ouvir "senhor usuário, estamos aguardando a liberação de tráfego". Hoje, eu fico feliz ao retirar meu fone de ouvido e escutar tais palavras.
O problema maior foi ontem, que ocorreu com meus familiares. Vindo da zona sul, desde Botafogo, meus avós pegaram a linha 2 até Del Castilho, e entre Triagem e Maria da Graça, o trem parou por um tempo, alguns segundos, segundo o relato de minha vó, e depois seguiu viagem, isto por volta das 17h. Mas depois, por volta do mesmo horário e no mesmo trajeto, com a composição nova, a composição ficou parada por mais de 20 minutos enquanto meu tio utilizava a mesma linha. Conto melhor em outro parágrafo.
Meu tio pegou o metrô no Centro – que era um dos trens novos da linha 2 – por volta das 17 horas e já estava sem ar condicionado e lotado. O trem seguiu viagem e quando chegou em Triagem, toda a iluminação do vagão havia sido desligada. Ao seguir a viagem, houve uma parada inesperada entre Maria da Graça e Triagem. Com trem todo fechado e sem ar condicionado, os passageiros começaram a ficar sem ar, a desmaiar, e nada de haver pronuncias do maquinista, e o trem todo desligado. Foram até a cabine do maquinista, bateram, e nenhuma resposta. E o trem parado. Por fim, no desespero, os passageiros começaram a tentar quebrar os vidros para haver entrada de ar, pois os vidros já suavam, mas depois de tantas tentativas, só abriu buraquinho que ajudou um pouco. Foram 20 minutos de desespero, e depois de chegar em Maria da Graça, não houve nenhuma resposta do que seria aquilo. Houve ainda guardas que reclamaram dos vidros quebrados pois não havia ventilação alguma. Deviam era sentir vergonha da situação, isso sim.
Até agora, 13h50min, não vi nenhum pronunciamento da companhia sobre o caso. A companhia, com certeza se eu for questionar, não vai me responder em hipótese alguma. A questão que abro é: por que se negaram a responder? Com certeza havia um problema na composição, ela não tinha ar desde Botafogo, por que não avisaram? Não obterei as repostas, eu suponho. O pior é que fico pensando: se meus avós demorasse mais um pouco, pegariam a mesma composição. Meus avós são idosos e muitos desmaiaram no episódio. Isto não foi uma eventualidade inesperada, mais um pouco seria genocídio.
Se fosse na linha 1, ou como gosto de chamar, Linha Vip, isto seria um pouco melhor. Na linha 1, mesmo com os trens antigos, quando há alguma eventualidade inesperada, ao menos conseguimos abrir as portas e o maquinista pelo menos manda aguardar. Sou usuário da linha 2, pois a estação Del Castilho é a mais próxima da minha casa, e nem para avisar “Próxima estação, Del Castilho” há, a não ser até a Central do Brasil. Ainda posso lembrar dos problemas eventuais que aconteceram no dia que Vossa Santidade aterrissou no Brasil. As duas míseras linhas paradas, e sem pronunciamento. Será que eles sabem que passaram por um mico mundial? Tinha de todas as culturas ali. Uma vergonha, mas sabe o que é mais vergonhoso? Verei isto de novo amanhã, quando for pegar o metrô e só começar a ouvir o maquinista na Central do Brasil.
Mas este é um dos principais problemas do metrô. O sistema vive parando, falhando, e quando estamos dentro das composições, ninguém fala nada, ninguém pronuncia um "ai". Há aí um equívoco pelo descaso com a falta da informação devida aos usuários do serviço. Antigamente, pelo menos, era normal você ouvir "senhor usuário, estamos aguardando a liberação de tráfego". Hoje, eu fico feliz ao retirar meu fone de ouvido e escutar tais palavras.
O problema maior foi ontem, que ocorreu com meus familiares. Vindo da zona sul, desde Botafogo, meus avós pegaram a linha 2 até Del Castilho, e entre Triagem e Maria da Graça, o trem parou por um tempo, alguns segundos, segundo o relato de minha vó, e depois seguiu viagem, isto por volta das 17h. Mas depois, por volta do mesmo horário e no mesmo trajeto, com a composição nova, a composição ficou parada por mais de 20 minutos enquanto meu tio utilizava a mesma linha. Conto melhor em outro parágrafo.
Meu tio pegou o metrô no Centro – que era um dos trens novos da linha 2 – por volta das 17 horas e já estava sem ar condicionado e lotado. O trem seguiu viagem e quando chegou em Triagem, toda a iluminação do vagão havia sido desligada. Ao seguir a viagem, houve uma parada inesperada entre Maria da Graça e Triagem. Com trem todo fechado e sem ar condicionado, os passageiros começaram a ficar sem ar, a desmaiar, e nada de haver pronuncias do maquinista, e o trem todo desligado. Foram até a cabine do maquinista, bateram, e nenhuma resposta. E o trem parado. Por fim, no desespero, os passageiros começaram a tentar quebrar os vidros para haver entrada de ar, pois os vidros já suavam, mas depois de tantas tentativas, só abriu buraquinho que ajudou um pouco. Foram 20 minutos de desespero, e depois de chegar em Maria da Graça, não houve nenhuma resposta do que seria aquilo. Houve ainda guardas que reclamaram dos vidros quebrados pois não havia ventilação alguma. Deviam era sentir vergonha da situação, isso sim.
Até agora, 13h50min, não vi nenhum pronunciamento da companhia sobre o caso. A companhia, com certeza se eu for questionar, não vai me responder em hipótese alguma. A questão que abro é: por que se negaram a responder? Com certeza havia um problema na composição, ela não tinha ar desde Botafogo, por que não avisaram? Não obterei as repostas, eu suponho. O pior é que fico pensando: se meus avós demorasse mais um pouco, pegariam a mesma composição. Meus avós são idosos e muitos desmaiaram no episódio. Isto não foi uma eventualidade inesperada, mais um pouco seria genocídio.
Se fosse na linha 1, ou como gosto de chamar, Linha Vip, isto seria um pouco melhor. Na linha 1, mesmo com os trens antigos, quando há alguma eventualidade inesperada, ao menos conseguimos abrir as portas e o maquinista pelo menos manda aguardar. Sou usuário da linha 2, pois a estação Del Castilho é a mais próxima da minha casa, e nem para avisar “Próxima estação, Del Castilho” há, a não ser até a Central do Brasil. Ainda posso lembrar dos problemas eventuais que aconteceram no dia que Vossa Santidade aterrissou no Brasil. As duas míseras linhas paradas, e sem pronunciamento. Será que eles sabem que passaram por um mico mundial? Tinha de todas as culturas ali. Uma vergonha, mas sabe o que é mais vergonhoso? Verei isto de novo amanhã, quando for pegar o metrô e só começar a ouvir o maquinista na Central do Brasil.
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Mais uma polêmica diplomática
Ultimamente as coisas não estão caminhando muito bem no Itamaraty. Tão mal estão que nós temos a notícia urgente da noite que é a demissão de Antonio Patriota, atual ex-ministro de Relações Exteriores. Este não é a primeira polêmica do Brasil em relação ao Itamaraty, e nem a segunda, pois estamos vendo várias, e este é só um resultado após trocentos escândalos.
Creio que não tenha a mínima noção do que levou a isto, mas o caso foi por conta do senador boliviano Roger Pinto, que mesmo vindo ao Brasil sem o consentimento do Itamaraty e por uma causa humanitária pelo diplomata Eduardo Saboia, acabou que o peso caiu nas costas de Patriota. Aliás, uma crítica: Saboia fez certo e certo quem o apoiou, afinal, o senador era um perseguido pela política do país, que tanto impediu do mesmo vir ao Brasil.
Infelizmente, não haverá muitas flores e rosas para o boliviano. A Bolívia ainda tenta de todas para extraditar o político das terras brasileiras, e eu tenho uma suspeita grande de que Dilma cederá a este ponto. Cederá por conta de acordos que há na América do Sul e porque ambos políticos têm uma relação grande. Ainda é ponto para o caso de que houve mais uma polêmica diplomática no país, mesmo quando o diplomata fez o certo.
Este não é o primeiro caso. Já houve outros casos, e o que obteve destaque foi o brasileiro David Miranda ao ser barrado no aeroporto na Terra da Rainha. Devo considerar que obteve muita discussão entre os governos e a imprensa britânica questionando o ato da Scotland Yard. Não sei se chegou a envolver este ministério também, mas o caso da NSA também foi uma agulhada e muitos países latino-americanos queriam pedir respeito – sendo que poderiam era receber pólvora de volta, mas tudo bem.
Ah, Luiz Alberto Figueiredo é o novo ministro. Boas vindas, mas nem tanto. Há muito para discutirmos ainda e só veremos informações concretas por amanhã nas capas de jornais da banca do sr. Zé. A única coisa que temos certeza é que não se sabe se foi realmente Patriota que se demitiu ou se o demitiram, e que a questão do senador colocou o Itamaraty em um desconforto enorme. De qualquer maneira, parabéns ao diplomata por ajudar o senador. Este sim é um diplomata!
Creio que não tenha a mínima noção do que levou a isto, mas o caso foi por conta do senador boliviano Roger Pinto, que mesmo vindo ao Brasil sem o consentimento do Itamaraty e por uma causa humanitária pelo diplomata Eduardo Saboia, acabou que o peso caiu nas costas de Patriota. Aliás, uma crítica: Saboia fez certo e certo quem o apoiou, afinal, o senador era um perseguido pela política do país, que tanto impediu do mesmo vir ao Brasil.
Infelizmente, não haverá muitas flores e rosas para o boliviano. A Bolívia ainda tenta de todas para extraditar o político das terras brasileiras, e eu tenho uma suspeita grande de que Dilma cederá a este ponto. Cederá por conta de acordos que há na América do Sul e porque ambos políticos têm uma relação grande. Ainda é ponto para o caso de que houve mais uma polêmica diplomática no país, mesmo quando o diplomata fez o certo.
Este não é o primeiro caso. Já houve outros casos, e o que obteve destaque foi o brasileiro David Miranda ao ser barrado no aeroporto na Terra da Rainha. Devo considerar que obteve muita discussão entre os governos e a imprensa britânica questionando o ato da Scotland Yard. Não sei se chegou a envolver este ministério também, mas o caso da NSA também foi uma agulhada e muitos países latino-americanos queriam pedir respeito – sendo que poderiam era receber pólvora de volta, mas tudo bem.
Ah, Luiz Alberto Figueiredo é o novo ministro. Boas vindas, mas nem tanto. Há muito para discutirmos ainda e só veremos informações concretas por amanhã nas capas de jornais da banca do sr. Zé. A única coisa que temos certeza é que não se sabe se foi realmente Patriota que se demitiu ou se o demitiram, e que a questão do senador colocou o Itamaraty em um desconforto enorme. De qualquer maneira, parabéns ao diplomata por ajudar o senador. Este sim é um diplomata!
Ainda continuam sujando
Mais vergonhoso que uma lei que necessite de uma multa por falta de educação, é que mesmo assim, o povo continua mal educado. O Rio de Janeiro está numa posição muito vergonhosa de cidade mais suja, e isto é crítico. Para solucionar, uma lei foi sancionada para acabar com nossos amigos de focinho alongado, mas parece que o povo ainda é criança.
Segundo o jornal O Globo, de terça a quinta-feira, 200 multas foram geradas neste período. 200 multas, 200 flagras, 200 mal educados. Mas no fim das contas, aprenderam uma lição, eu espero e suponho. Não foi exatamente assim no final de semana, aonde, obviamente, não esteve presente a mesma quantidade de fiscais do que nos dias de semana, afinal, era final de semana.
Há relatos de locais como rua Uruguaiana, Buenos Aires e da Quitanda, no Centro, com uma quantidade massiva de lixo, tudo gerado no final de semana. Será que a população realmente aprendeu a lição? Parece que não. Os rosados ainda estão por aí, e hoje, segunda-feira, iremos ver de novo isso e espero que as palavras do coordenador do programa, Fernando Pinto, que diz haver bons resultados da iniciativa, estejam corretas.
Agora haverá fiscalização nos bairros de elite da cidade, a Zona Sul. Antes mesmo do programa iniciar, O Globo foi atrás dos moradores e já houve reclamações como a falta de lixeiras, sem locais para despejar a guimba de seus cigarros, entre outras, mas por sorte, há quem preze pela educação. A gente não precisava de uma lei dessas, mas infelizmente, foi necessário, mas o pior é que agiram feito criança: tiraram os olhos e fizeram a lambança de novo. Assim não dá!
Segundo o jornal O Globo, de terça a quinta-feira, 200 multas foram geradas neste período. 200 multas, 200 flagras, 200 mal educados. Mas no fim das contas, aprenderam uma lição, eu espero e suponho. Não foi exatamente assim no final de semana, aonde, obviamente, não esteve presente a mesma quantidade de fiscais do que nos dias de semana, afinal, era final de semana.
Há relatos de locais como rua Uruguaiana, Buenos Aires e da Quitanda, no Centro, com uma quantidade massiva de lixo, tudo gerado no final de semana. Será que a população realmente aprendeu a lição? Parece que não. Os rosados ainda estão por aí, e hoje, segunda-feira, iremos ver de novo isso e espero que as palavras do coordenador do programa, Fernando Pinto, que diz haver bons resultados da iniciativa, estejam corretas.
Agora haverá fiscalização nos bairros de elite da cidade, a Zona Sul. Antes mesmo do programa iniciar, O Globo foi atrás dos moradores e já houve reclamações como a falta de lixeiras, sem locais para despejar a guimba de seus cigarros, entre outras, mas por sorte, há quem preze pela educação. A gente não precisava de uma lei dessas, mas infelizmente, foi necessário, mas o pior é que agiram feito criança: tiraram os olhos e fizeram a lambança de novo. Assim não dá!
domingo, 25 de agosto de 2013
"Tem fibra?"
Estive assistindo o comercial da NET oferecendo seu grande pacote com telefone, internet e televisão, mas nesse comercial o destaque era a Virtua, a banda larga da operadora. No comercial, a operadora marcava muito em cima de ter fibra ótica, coisa que seus correntes não tinha, segundo a propaganda. Mas de fato, ter fibra ótica é a coisa mais normal do mundo.
Todo mundo tem acesso à fibra ótica. É a única coisa que devo dizer, mas nenhuma, a não ser a TIM, faz FTTH (Fiber-to-the-home), em que o cabo que sai da central/armário para o usuário é a fibra ótica mesmo. No caso da NET, ela utiliza cabo coaxial. As outras operadoras, por serem ADSL, varia muito.
A NET não pode utilizar esta vantagem nos seus informes, e mesmo que cabo coaxial leve uma velocidade incrível de dados sem muita interferência, ainda não é fibra ótica. Há operadoras, como a Oi que está começando a levar fibra ótica para seus usuários da mesma forma que TIM faz, que utiliza FTTH. Já GVT eu não sei, mas creio que a partir de um certo plano, a conexão é direta por fibra ótica. Difícil, né, teles!
Todo mundo tem acesso à fibra ótica. É a única coisa que devo dizer, mas nenhuma, a não ser a TIM, faz FTTH (Fiber-to-the-home), em que o cabo que sai da central/armário para o usuário é a fibra ótica mesmo. No caso da NET, ela utiliza cabo coaxial. As outras operadoras, por serem ADSL, varia muito.
A NET não pode utilizar esta vantagem nos seus informes, e mesmo que cabo coaxial leve uma velocidade incrível de dados sem muita interferência, ainda não é fibra ótica. Há operadoras, como a Oi que está começando a levar fibra ótica para seus usuários da mesma forma que TIM faz, que utiliza FTTH. Já GVT eu não sei, mas creio que a partir de um certo plano, a conexão é direta por fibra ótica. Difícil, né, teles!
Cadê o mercado?
Sou do tempo em que a Apple era sempre alvo de piadinhas porque tinha seus fãs loucos, que o Android era o sistema mirim mas que era cheio de bugs e piadas prontas, que Windows Mobile 6.5 era vendido, Symbians, RIM (atual BlackBerry) nas alturas, e que o iPhone era para ricos. Saudade desses tempos, era uma briga e só, e a cada dia era uma criatividade diferente e vinha uma ideia que de fato, os consumidores ficavam boquiabertos. Não vejo mais isso hoje.
A crítica não parte apenas de mim, mas sim de muitos e outros milhares de geeks do mundo, e não apenas geeks: há consumidores leigos comentando também. Está tudo muito igual, está tudo sem inovação, e não era assim. Era uma briga enorme, o meu Reeder com o finado Google Reader ficava lotado de notificações, tudo vindo da pasta de tecnologia. Hoje continua lotado, mas não tem nada de interessante. A Apple foi a que mais desanimou nos feeds, seguindo o Android e o começo eufórico das outras fabricantes, que no final, acabou estagnado num sumiço eterno.
Parece que não há mais aquele fogo, e não é culpa da morte do Steve Jobs. Já percebo um desânimo mais ou menos um pouco antes de começar as histórias de que o câncer estaria avançando. Eu escrevia para o iHelp BR e iPod School (ainda estou no iPS) e lembro de ter ânimo, tanto vindo da Apple, como das operadoras. Atualmente eu falo mais de telecom que da própria Apple. Mesma coisa o Android, quando tentei criar um blog de tecnologia voltado para o mundo sem fio: não havia nada de novo e falava sobre operadoras.
Sabe o que é o pior? É que é o momento certo da Microsoft e BlackBerry darem seu golpe de mestre. O mercado está precisando de ideias boas e já vimos isso. A Motorola evoluiu com o RAZR i e HD, criou o Moto X e já vi que vai ter muita coisa melhor, mas o sistema está sem muito atrativo. O iPhone, com o iOS 7, já tem muita coisa nova, mas só alimentou o Campo de Distorção da Realidade, nada demais. Windows Phone está perfeito, eu estou louco para migrar, mas e os aplicativos? BlackBerry, eu desejo muito voltar para o sistema, mas o valor e a falta de aplicativos nos afasta. E aí? Os desenvolvedores não tem culpa.
Está na hora das fabricantes, como a Samsung, pararem de se preocupar em copiar a Apple – não adianta questionar, até nos notebooks eles copiam – e ficar de chilique por conta de patentes. A Microsoft e a Nokia também precisam atrair mais desenvolvedores, é a única coisa que falta no sistema de verdade, e a BlackBerry arrumar aquele mercado corporativo, e pelo amor de Deus, ideias boas sem serem loucas e facilmente aderidas para leigos, não voltado para geeks como tem muito no Android. O mercado precisa de ideias para ontem.
Não sou nenhum especialista na área, nem sei nada de economia, não sei nada de administração, mas falo como consumidor e estudante de programação, e principalmente, geek. Não consigo ver mais graça no mercado mobile, tanto que ao comprar meu smartphone atual, fiquei na dúvida, não por "esse tem isso mas esse tem isso". Fiquei na dúvida porque nenhum me atraiu em momento algum. Foi difícil, de verdade.
A crítica não parte apenas de mim, mas sim de muitos e outros milhares de geeks do mundo, e não apenas geeks: há consumidores leigos comentando também. Está tudo muito igual, está tudo sem inovação, e não era assim. Era uma briga enorme, o meu Reeder com o finado Google Reader ficava lotado de notificações, tudo vindo da pasta de tecnologia. Hoje continua lotado, mas não tem nada de interessante. A Apple foi a que mais desanimou nos feeds, seguindo o Android e o começo eufórico das outras fabricantes, que no final, acabou estagnado num sumiço eterno.
Parece que não há mais aquele fogo, e não é culpa da morte do Steve Jobs. Já percebo um desânimo mais ou menos um pouco antes de começar as histórias de que o câncer estaria avançando. Eu escrevia para o iHelp BR e iPod School (ainda estou no iPS) e lembro de ter ânimo, tanto vindo da Apple, como das operadoras. Atualmente eu falo mais de telecom que da própria Apple. Mesma coisa o Android, quando tentei criar um blog de tecnologia voltado para o mundo sem fio: não havia nada de novo e falava sobre operadoras.
Sabe o que é o pior? É que é o momento certo da Microsoft e BlackBerry darem seu golpe de mestre. O mercado está precisando de ideias boas e já vimos isso. A Motorola evoluiu com o RAZR i e HD, criou o Moto X e já vi que vai ter muita coisa melhor, mas o sistema está sem muito atrativo. O iPhone, com o iOS 7, já tem muita coisa nova, mas só alimentou o Campo de Distorção da Realidade, nada demais. Windows Phone está perfeito, eu estou louco para migrar, mas e os aplicativos? BlackBerry, eu desejo muito voltar para o sistema, mas o valor e a falta de aplicativos nos afasta. E aí? Os desenvolvedores não tem culpa.
Está na hora das fabricantes, como a Samsung, pararem de se preocupar em copiar a Apple – não adianta questionar, até nos notebooks eles copiam – e ficar de chilique por conta de patentes. A Microsoft e a Nokia também precisam atrair mais desenvolvedores, é a única coisa que falta no sistema de verdade, e a BlackBerry arrumar aquele mercado corporativo, e pelo amor de Deus, ideias boas sem serem loucas e facilmente aderidas para leigos, não voltado para geeks como tem muito no Android. O mercado precisa de ideias para ontem.
Não sou nenhum especialista na área, nem sei nada de economia, não sei nada de administração, mas falo como consumidor e estudante de programação, e principalmente, geek. Não consigo ver mais graça no mercado mobile, tanto que ao comprar meu smartphone atual, fiquei na dúvida, não por "esse tem isso mas esse tem isso". Fiquei na dúvida porque nenhum me atraiu em momento algum. Foi difícil, de verdade.
sábado, 24 de agosto de 2013
Sem dedo
É inexplicável os mistérios do corpo, ainda mais quando algo propriamente curioso e misterioso aparece, principalmente na pele, que faz dermatologistas carniceiros babarem. Estou sem dedo, pelo menos uma parte de um dedão, tornando-o mais inútil que um dedinho do pé.
Ok, só arranquei uma "mísera" unha, mas como dói. Chega a ser pior que uma torção que tive anos atrás no mesmo dedo, sério. A causa foi uma mancha na unha, que poderia ser tudo, mas com meu histórico de melanoma, aquelas malditas pintas, sinais, ou o que você preferir, precisei arrancar a unha inteira em nome da minha saúde.
Não doeu na hora, a anestesia é mágica e foi maravilhosa, mesmo eu e meu pavor de agulhas. Abro até para comentar, a anestesia é a coisa mais estranha que já tomei na vida, pois arde e em minutos, seu dedo vira uma bola branca insensível, impedindo de sentir qualquer toque, a não ser o seu osso que sente o movimento. Doeu foi depois, uma dor dos infernos, e eu já dei uma topada. Que dedo mindinho!
O pior nem é esse. O pior foi passar por isso tudo, passar pelo pavor de agulhas duas vezes – precisei de um hemograma – e no final, nada! Um simples machucado, mas como havia riscos e o dermatologista ficou preocupado, melhor não ignorá-lo, afinal, ele é o médico e eu sou o paciente.
Aliás, já que tocamos em unhas, para que esta serve? Um diabo duro que só me ajuda a tocar violão sem palhetas e coçar as costas, e isto só nas mãos. Mas, o que mais? Depois dessa, vou até procurar no Google. Mas enquanto não encontro, continuo com a tese de que unhas são apenas adereços do corpo e que, seja lá o que ou quem nos criou, já previa os esmaltes.
Ok, só arranquei uma "mísera" unha, mas como dói. Chega a ser pior que uma torção que tive anos atrás no mesmo dedo, sério. A causa foi uma mancha na unha, que poderia ser tudo, mas com meu histórico de melanoma, aquelas malditas pintas, sinais, ou o que você preferir, precisei arrancar a unha inteira em nome da minha saúde.
Não doeu na hora, a anestesia é mágica e foi maravilhosa, mesmo eu e meu pavor de agulhas. Abro até para comentar, a anestesia é a coisa mais estranha que já tomei na vida, pois arde e em minutos, seu dedo vira uma bola branca insensível, impedindo de sentir qualquer toque, a não ser o seu osso que sente o movimento. Doeu foi depois, uma dor dos infernos, e eu já dei uma topada. Que dedo mindinho!
O pior nem é esse. O pior foi passar por isso tudo, passar pelo pavor de agulhas duas vezes – precisei de um hemograma – e no final, nada! Um simples machucado, mas como havia riscos e o dermatologista ficou preocupado, melhor não ignorá-lo, afinal, ele é o médico e eu sou o paciente.
Aliás, já que tocamos em unhas, para que esta serve? Um diabo duro que só me ajuda a tocar violão sem palhetas e coçar as costas, e isto só nas mãos. Mas, o que mais? Depois dessa, vou até procurar no Google. Mas enquanto não encontro, continuo com a tese de que unhas são apenas adereços do corpo e que, seja lá o que ou quem nos criou, já previa os esmaltes.
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
O bom e velho baralho
Frequentemente, ao ir para algum lugar, passo por várias praças, e é algo que eu realmente gosto muito de onde moro é que há bastante delas, e para passar um tempo que tende a ser morto pensando em ser um pássaro de novo, é bem divertido. Mas não somos os únicos a nos divertir nas pracinhas. Tem outros, muitos outros, e estão todos os dias lá, e acho que você já suspeita do que digo.
Enquanto escrevo este texto, mais uma rodada de carteado começa e mais copos de cerveja enchem. É sexta-feira, os homens mais velhos e conhecidos do bairro estão no meio daquela pracinha que você só utiliza como calçada, sentados naquelas velhas mesas quebradas de jogar xadrez ou damas, com seu baralho em mãos. Estão lá, quebrando as suas cartas, quebrando e repassando para cada um. 1, 2, 3, 4, e a contagem delas é feita.
Mas nada os intimida a sair de lá, mesmo sendo sexta ou não. O local se movimenta, o povo sai do seu trabalho e pensa "graças a Deus, hoje é sexta", e alguns jovens vão se refrescar parando em locais assim por 5 minutos. Lota-se o local, mas nada os intimida a sair de lá. Geralmente, composto de senhores, e há uma diversão. Cada um esperando a jogada, enquanto gargalham, gritam, jogam mais um gole para dentro, e ao redor, a cidade se movimentando. Eles ignoram tudo isso, mesmo quando falam sobre política e futebol.
Já parei para sentar nesta mesma praça e ver as mesmas quatro figuras de sempre jogando, todos os dias. Fico refletindo comigo mesmo se aquilo é divertido. É sim. Para nós, com nossas cabeças sintonizadas naquele ritmo de acordar cedo, ônibus lotado, Av. Rio Branco, ônibus, jantar e cama, é sem graça, mas veja-os focados ali. É lindo. Ignoram tudo ao redor, e se há um comentário é o velho: "veja o trânsito, está tudo engarrafado" e só. Acho que nós deveríamos nos dedicar um pouco a estes momentos de calma e diversão. Faria bem, com certeza.
Enquanto escrevo este texto, mais uma rodada de carteado começa e mais copos de cerveja enchem. É sexta-feira, os homens mais velhos e conhecidos do bairro estão no meio daquela pracinha que você só utiliza como calçada, sentados naquelas velhas mesas quebradas de jogar xadrez ou damas, com seu baralho em mãos. Estão lá, quebrando as suas cartas, quebrando e repassando para cada um. 1, 2, 3, 4, e a contagem delas é feita.
Mas nada os intimida a sair de lá, mesmo sendo sexta ou não. O local se movimenta, o povo sai do seu trabalho e pensa "graças a Deus, hoje é sexta", e alguns jovens vão se refrescar parando em locais assim por 5 minutos. Lota-se o local, mas nada os intimida a sair de lá. Geralmente, composto de senhores, e há uma diversão. Cada um esperando a jogada, enquanto gargalham, gritam, jogam mais um gole para dentro, e ao redor, a cidade se movimentando. Eles ignoram tudo isso, mesmo quando falam sobre política e futebol.
Já parei para sentar nesta mesma praça e ver as mesmas quatro figuras de sempre jogando, todos os dias. Fico refletindo comigo mesmo se aquilo é divertido. É sim. Para nós, com nossas cabeças sintonizadas naquele ritmo de acordar cedo, ônibus lotado, Av. Rio Branco, ônibus, jantar e cama, é sem graça, mas veja-os focados ali. É lindo. Ignoram tudo ao redor, e se há um comentário é o velho: "veja o trânsito, está tudo engarrafado" e só. Acho que nós deveríamos nos dedicar um pouco a estes momentos de calma e diversão. Faria bem, com certeza.
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
O brasileiro e a Scotland Yard
Nunca há realmente paz entre os países, e mesmo que haja acordos diplomáticos, acordos de mercado, e o que for, há sempre uma intriga. Desta vez, está totalmente entre ao Brasil e o Reino Unido, ou o Estados Unidos com o Reino Unido – ou a OTAN mesmo – contra o Brasil, o que for. Justamente, um problema diplomático ocasionado pelo brasileiro companheiro do jornalista Glenn Greenwald, que foi barrado no aeroporto londrino por uma lei anti-terrorismo que a polícia tem poder de impedir o embarque do imigrante caso haja suspeitas, e sem uma ordem do juiz. Uma lei justa, diga-se de passagem.
Sendo sincero, isto já era um episódio que eu esperava há muito tempo. É claro que em algum momento, Greenwald e/ou alguém próximo teria problemas, principalmente os mais próximos. David Miranda, o brasileiro, foi barrado em Londres quando saia da Alemanha e foi fazer uma escala no país da rainha. É mais que óbvio que ele fosse barrado, e nem precisava de suspeitas: o mundo só tem olhos para os dois, e isto seguirá por um bom tempo.
Para piorar a situação, me contaram que Miranda carregava mais arquivos secretos, e isto é algo gravíssimo. A lei anti-terrorismo permite apreender pertences pessoais sem a ordem de um juiz, e o brasileiro era o mais suspeito de todos, e não há como negar. Dizer "por que não o próximo?" é algo improvável. O nome dele está estampado nas capas dos jornais do mundo inteiro, é claro que iriam barrá-lo, e a Scotland Yard sabia o nome dele de cor.
Ele não tinha nenhuma bomba na bolsa, não tinha explosivos, nem um gás que vá asfixiar um avião inteiro, mas tinha algo que era perigoso em mãos erradas: informações. Caso não saibam, ter arquivos secretos de um órgão de segurança nacional é algo muito perigoso, e isto em mãos erradas é o fim. Isto é considerado terrorismo com certeza, pois você deixa uma sensação de insegurança no país inteiro, afinal, o terrorismo que conhecemos faz exatamente isso.
Havia ainda a questão dele ter obtido mais arquivos na Alemanha, ou seja, aí sim é fatal. Os primeiros arquivos foram sobre o esquema de espionagem americana, mas e os atuais? É um em um milhão para acontecer o exemplo que vou citar, mas vai que, por ventura, há um código de acionamento de uma bomba nuclear? Ninguém sabe! Se estão restritas, é por um motivo, e em geral é a condição caso esteja nas mãos erradas, seria um risco mundial. Imagine uma rede como a Al Qaeda com isto em mãos? Seria o fim, certo? O mesmo seria com um americano que conseguiu asilo político num país como a Rússia e que os "inimigos" dos EUA estão doido para defendê-lo só para se opor ao governo norte-americano.
Achei a atitude da Scotland Yard bem precisa e eu pensaria no mesmo. Tudo bem, eu não concordei com o que a NSA fazia, mas eu acho que nenhum brasileiro iria gostar que vazasse algum arquivo sigiloso do exército local e pudesse expôr mais o país. E se o Itamaraty acha que vai conseguir algo favorável a ele por querer combater este caso e o caso da NSA, pode tirar o cavalinho da chuva que vão conseguir é um belo de um chute na bunda. Disto eu tenho certeza, ainda mais com a fama de dar asilo político para alguns criminosos conhecidos no mundo inteiro.
Sendo sincero, isto já era um episódio que eu esperava há muito tempo. É claro que em algum momento, Greenwald e/ou alguém próximo teria problemas, principalmente os mais próximos. David Miranda, o brasileiro, foi barrado em Londres quando saia da Alemanha e foi fazer uma escala no país da rainha. É mais que óbvio que ele fosse barrado, e nem precisava de suspeitas: o mundo só tem olhos para os dois, e isto seguirá por um bom tempo.
Para piorar a situação, me contaram que Miranda carregava mais arquivos secretos, e isto é algo gravíssimo. A lei anti-terrorismo permite apreender pertences pessoais sem a ordem de um juiz, e o brasileiro era o mais suspeito de todos, e não há como negar. Dizer "por que não o próximo?" é algo improvável. O nome dele está estampado nas capas dos jornais do mundo inteiro, é claro que iriam barrá-lo, e a Scotland Yard sabia o nome dele de cor.
Ele não tinha nenhuma bomba na bolsa, não tinha explosivos, nem um gás que vá asfixiar um avião inteiro, mas tinha algo que era perigoso em mãos erradas: informações. Caso não saibam, ter arquivos secretos de um órgão de segurança nacional é algo muito perigoso, e isto em mãos erradas é o fim. Isto é considerado terrorismo com certeza, pois você deixa uma sensação de insegurança no país inteiro, afinal, o terrorismo que conhecemos faz exatamente isso.
Havia ainda a questão dele ter obtido mais arquivos na Alemanha, ou seja, aí sim é fatal. Os primeiros arquivos foram sobre o esquema de espionagem americana, mas e os atuais? É um em um milhão para acontecer o exemplo que vou citar, mas vai que, por ventura, há um código de acionamento de uma bomba nuclear? Ninguém sabe! Se estão restritas, é por um motivo, e em geral é a condição caso esteja nas mãos erradas, seria um risco mundial. Imagine uma rede como a Al Qaeda com isto em mãos? Seria o fim, certo? O mesmo seria com um americano que conseguiu asilo político num país como a Rússia e que os "inimigos" dos EUA estão doido para defendê-lo só para se opor ao governo norte-americano.
Achei a atitude da Scotland Yard bem precisa e eu pensaria no mesmo. Tudo bem, eu não concordei com o que a NSA fazia, mas eu acho que nenhum brasileiro iria gostar que vazasse algum arquivo sigiloso do exército local e pudesse expôr mais o país. E se o Itamaraty acha que vai conseguir algo favorável a ele por querer combater este caso e o caso da NSA, pode tirar o cavalinho da chuva que vão conseguir é um belo de um chute na bunda. Disto eu tenho certeza, ainda mais com a fama de dar asilo político para alguns criminosos conhecidos no mundo inteiro.
Integração médica Cuba-Brasil
Mesmo estando sem internet, ainda leio O Globo todas as manhãs e acesso o Facebook, e a pauta da vez é a medicina cubana posta em prática no Brasil, com a importação de 4 mil médicos cubanos para o SUS, ato proveniente do programa Mais Médicos. Enquanto há quem defenda, há uma grande faixa de brasileiros que, sensatamente, contestam por mais que conhecer a plena realidade e que gritam um "não" bem alto.
Sou um dos que contestam. A medicina cubana, se não é igual ao SUS, é pior. Não, é pior sim. Quem já foi a Cuba, em relatos que enviaram para algum site ou blog, ou que realmente gosta de comentar suas viagens com amigos e afins, que realmente conheceram a Cuba para habitantes – sim, é dividido para turistas e habitantes –, sempre comentam isso. O país é miserável e tudo que dizem que há que preste lá, na verdade, é só para o lado de turistas, não Cuba para cubanos, assim como a Coreia do Norte.
A verdade pura é que a medicina cubana nunca foi digna e é uma causa absurda dizer que pelo menos ela é mais ou menos. A realidade é que o país não tem estrutura e se tem alguma, é reservada para turistas. Para dar exemplo disso, Fidel Castro, ao ter complicações com câncer, utilizou a medicina espanhola para recuperar-se do mal que o atordoava. Se quiser uma comparação justa, é quase igual vermos um político do PT no Sírio Libanês enquanto elogia o SUS. Ou o bandido do Lula mesmo.
O que vamos ver é que a medicina cubana não vai resultar em nada no Brasil, capaz até de piorar. Estas clamações de "A Dilma está certa trazendo mais médicos para o Brasil" é algo que realmente me preocupo, porque há médicos, mas não há condições. Quem realmente vai querer ir para um município do interior se você sequer vai ter um ambiente justo para morar, ou pior ainda, se ao chegar num hospital público, vai dar de cara com equipamentos quebrados e estrutura falha do prédio? Mesma coisa que um executivo não querer uma empresa porque é bagunçada e com estrutura fragilizada.
Aliás, por que logo Cuba, PT? Me faço a pergunta todos os dias: será que são realmente médicos ou tem alguma coisa por trás? Maldito Foro de São Paulo.
terça-feira, 20 de agosto de 2013
Agora custa mais caro jogar lixo no chão
Nunca fiquei tão satisfeito com alguma coisa promovida que tenha relação a multas por comportamento do que esta nova ideia da prefeitura do Rio de Janeiro, mas também nunca fiquei tão triste que é necessário fiscalização para isso e teve quem fosse multado. A prefeitura do Rio de Janeiro iniciou hoje a fiscalização para acabar com pessoas que jogam lixo no chão, e quem jogar, de acordo com uma nova lei, será multado com valores de R$ 150,00 até uns R$ 3 mil.
Uma ótima ideia, mas o problema é: a lei era necessária. A questão de jogar lixo no chão é algo bastante educacional, em que no caso do Rio de Janeiro, muitos parecem desconhecer a educação enquanto há um papel de bala em mãos. É horrível, pois isto deveria vir pela parte da população evitando a criação da lei, não porque é mais uma na lista, e sim porque o povo mesmo que deveria ser educado e deixar a cidade limpa.
Mas de qualquer maneira, a lei está aí e está vigorando. Por enquanto, observamos as fiscalizações em aberto no Centro do Rio de Janeiro, e se não me engano, em alguns pontos da Zona Sul, e já houve quem fosse multado, incluindo motoristas que passavam pela Av. Presidente Vargas. A estimativa é que se prolongue para mais áreas da cidade em breve, chegando a todos os cantos dela. Que venha o "padrão europeu" de calçadas!
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
O valor histórico de nossas cidades
Mesmo acabando a Jornada Mundial da Juventude, se não me engano uma ou duas semanas depois, continuei a ver gringos na cidade, e para a minha alegria, durante uma mesa de almoço no Bairro de Fátima, meu primo me apresentou um amigo que ele conheceu durante a semana. Um colombiano, uma pessoa muito boa, mas que mesmo assim não perdeu a sua deixa de turista: por que a Lapa é assim? Por que estes prédios são assim? Mas aí ele me surpreendeu com uma pergunta.
A pergunta foi: "por que é Lapa?" e ninguém sabia. Ninguém sabia de fato, e olha que havia pessoas que amavam a cidade, que conhecem a história da cidade, do Brasil, principalmente durante o período monárquico. É claro que, como turista, ele pensou que, como a gente vive ali, a gente deveria saber esses detalhes e me colocou contra a parede com este argumento. Mas o meu argumento foi maior e mais chocante: nenhum brasileiro sabe realmente a história do Brasil direito, quanto mais da sua própria cidade, e poucos têm interesse. E raramente é dito algo antes da república.
A reação do nosso hermano foi de espanto, e a nossa resposta foi, como sempre, criticando a educação brasileira e o povo. Mas isto me fez pensar realmente: o carioca realmente sabe a história da cidade? Acredito que não. Muitos que eu conheço, ao passar perto do Museu do Índio no Maracanã, mal sabem o que aquilo é e o que já foi. E para piorar, muitos sabem a verdadeira história do Centro, da Praça XV, quem foi Pereira Passos, e afins. Isto é triste.
Já tive contato com o sistema de ensino de outras cidades, como por exemplo, em Saquarema, em que uma matéria obrigatória é turismo. O que mais se falava por lá era a história da cidade, desde os índios, passando pela chegada dos jesuítas, até os dias atuais. Lá, eu notei que o povo, mesmo não interessado, tinha o total acesso a estas informações. No Rio de Janeiro, que é em suma mil vezes maior, ao que me recorde, pouco se falou como por exemplo, as novidades com a vinda da Família Real em 1808. O resto, só a minha professora atual de história comentou por alto, mas no livro listado como confiável do MEC, nenhum conteúdo concreto sobre a história exata de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, nada.
Eu fico triste realmente por não haver profundidade neste ponto, e acredito que seja o detalhe mais importante da história nacional, afinal, é onde você vive e cresceu e com estas coisas "velhas" é que temos a cidade de hoje, e assim você vai entender os muitos poréns da cidade, como por exemplo, porque algumas ruas do Centro são estreitas. Não basta apenas ter o ensino, como também, necessita a paixão dos habitantes. Não adianta falar "sou carioca da gema" se você não vai na Praça Tiradentes e fica admirado com os prédios, mesmo que depenados. Aquilo é a real paisagem da cidade.
Conheço bastante partes da cidade, e principalmente alguns detalhes de história. Amo andar pelo Centro da Cidade, Av. Rio Branco, Lapa, Praça XV, e tudo, e ficar vidrado naqueles casarões antigos, que mesmo tombados pelo IPHAN, estão largados lá. Não há outro sentimento a não ser dor ao ver esta cena. Eu sinto o que aqueles edifícios sentem: a dor, o abandono, tudo dentro do meu peito. Infelizmente, quem deveria mesmo tomar conta disso, pouco faz, e o povo deveria cobrar mais. Por favor, Cariocas, tomem conta desse patrimônio. Lá está sua identidade, sua história, seu suor e seus ancestrais. Aquilo explica muitos pontos da sua existência e ritmo de vida atual.
A pergunta foi: "por que é Lapa?" e ninguém sabia. Ninguém sabia de fato, e olha que havia pessoas que amavam a cidade, que conhecem a história da cidade, do Brasil, principalmente durante o período monárquico. É claro que, como turista, ele pensou que, como a gente vive ali, a gente deveria saber esses detalhes e me colocou contra a parede com este argumento. Mas o meu argumento foi maior e mais chocante: nenhum brasileiro sabe realmente a história do Brasil direito, quanto mais da sua própria cidade, e poucos têm interesse. E raramente é dito algo antes da república.
A reação do nosso hermano foi de espanto, e a nossa resposta foi, como sempre, criticando a educação brasileira e o povo. Mas isto me fez pensar realmente: o carioca realmente sabe a história da cidade? Acredito que não. Muitos que eu conheço, ao passar perto do Museu do Índio no Maracanã, mal sabem o que aquilo é e o que já foi. E para piorar, muitos sabem a verdadeira história do Centro, da Praça XV, quem foi Pereira Passos, e afins. Isto é triste.
Já tive contato com o sistema de ensino de outras cidades, como por exemplo, em Saquarema, em que uma matéria obrigatória é turismo. O que mais se falava por lá era a história da cidade, desde os índios, passando pela chegada dos jesuítas, até os dias atuais. Lá, eu notei que o povo, mesmo não interessado, tinha o total acesso a estas informações. No Rio de Janeiro, que é em suma mil vezes maior, ao que me recorde, pouco se falou como por exemplo, as novidades com a vinda da Família Real em 1808. O resto, só a minha professora atual de história comentou por alto, mas no livro listado como confiável do MEC, nenhum conteúdo concreto sobre a história exata de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, nada.
Eu fico triste realmente por não haver profundidade neste ponto, e acredito que seja o detalhe mais importante da história nacional, afinal, é onde você vive e cresceu e com estas coisas "velhas" é que temos a cidade de hoje, e assim você vai entender os muitos poréns da cidade, como por exemplo, porque algumas ruas do Centro são estreitas. Não basta apenas ter o ensino, como também, necessita a paixão dos habitantes. Não adianta falar "sou carioca da gema" se você não vai na Praça Tiradentes e fica admirado com os prédios, mesmo que depenados. Aquilo é a real paisagem da cidade.
Conheço bastante partes da cidade, e principalmente alguns detalhes de história. Amo andar pelo Centro da Cidade, Av. Rio Branco, Lapa, Praça XV, e tudo, e ficar vidrado naqueles casarões antigos, que mesmo tombados pelo IPHAN, estão largados lá. Não há outro sentimento a não ser dor ao ver esta cena. Eu sinto o que aqueles edifícios sentem: a dor, o abandono, tudo dentro do meu peito. Infelizmente, quem deveria mesmo tomar conta disso, pouco faz, e o povo deveria cobrar mais. Por favor, Cariocas, tomem conta desse patrimônio. Lá está sua identidade, sua história, seu suor e seus ancestrais. Aquilo explica muitos pontos da sua existência e ritmo de vida atual.
domingo, 18 de agosto de 2013
Quanta fibra!
Parece que as operadoras acordaram um pouco nestes últimos dias. Ao todo, em muitos dos casos incluindo os pedidos urgentes da Agência Nacional de Telecomunicações, a Anatel, para melhorar a rede colocando 4G, o que mais vi foi gente corajosa escalando aquelas torres e o sinal do meu celular melhorando, principalmente a Claro e Vivo. Mas dessa vez nem falo mais de 4G, pois isto já é algo que está andando, devagar, mas está andando. O caso agora é fibra ótica nas residências, que de repente, começou uma festa aqui no Rio de Janeiro, pelo menos no meu bairro.
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
O tempo é pouco, mas a vontade não
Estes dias parei para pensar no que realmente quero na vida, principalmente após alguns acontecimentos e adição de algumas coisas na minha rotina, como a academia – que irei falar sobre. Fiquei pensando realmente no futuro, realmente no que devo preocupar, que são estudos, e paro para pensar novamente: será que há tempo?
A resposta é talvez um bom não na cara, ou um sim, quem sabe. Quero aprender de tudo, esta é a verdade, e a verdade é que eu não tenho o mínimo de tempo disponível para isso tudo. Há muitos livros que quero ler, assuntos, entender muitas coisas, gerar perguntas e responder todas que posso. Quero ser um filósofo, um economista, político, psicólogo, psiquiatra, entender todas as línguas, e tudo mais, mas vou ter que lutar contra o nosso controlador, o tempo.
São muitas coisas para saber, muitas esferas para entender. Há um universo vasto, e eu não sei por onde começar. Penso em sacrificar algumas coisas, mas o que? Tudo é interessante, exceto a academia, na qual, para mim, é a maior perda de tempo da humanidade. Quero estar ao redor disso tudo, sentar numa cadeira e começar a ler e chegar para alguém e falar: por que o universo é infinito? Será que realmente tem um fim? Ninguém sabe!
De fato, são as perguntas que movem o mundo, mas o melhor desafio é tentar respondê-las, mesmo você sendo o criador delas. Não tenho paciência para ficar estudando uma coisa só no mesmo dia, principalmente sendo pressionado, por isso sou contra o vestibular. Acredito que se a educação for bem aplicada, o vestibular é a coisa mais inútil de todas, mas é pauta para outro texto. O que queria era 72 horas por dias, um livro por dia, um autor por dia, e uma pergunta feita e outra respondida por dia. É querer demais?
Sim. Nunca faremos isso. Somos humanos, temos que seguir a linha do tempo, e não temos uma TARDIS, nem um bloqueador temporal, nem temos doze regenerações, coisa que já vimos na cultura britânica. Devemos seguir a linha do tempo mesmo, morrer sem regenerar, e lutar contra tudo. Infelizmente, eu ainda me distraio com uma mosca, mas me pergunto como algo tão pequeno incomoda a vida de muita gente. Como é bom ser humano com dois pequenos olhos verdes dependentes de água e oxigênio.
A resposta é talvez um bom não na cara, ou um sim, quem sabe. Quero aprender de tudo, esta é a verdade, e a verdade é que eu não tenho o mínimo de tempo disponível para isso tudo. Há muitos livros que quero ler, assuntos, entender muitas coisas, gerar perguntas e responder todas que posso. Quero ser um filósofo, um economista, político, psicólogo, psiquiatra, entender todas as línguas, e tudo mais, mas vou ter que lutar contra o nosso controlador, o tempo.
São muitas coisas para saber, muitas esferas para entender. Há um universo vasto, e eu não sei por onde começar. Penso em sacrificar algumas coisas, mas o que? Tudo é interessante, exceto a academia, na qual, para mim, é a maior perda de tempo da humanidade. Quero estar ao redor disso tudo, sentar numa cadeira e começar a ler e chegar para alguém e falar: por que o universo é infinito? Será que realmente tem um fim? Ninguém sabe!
De fato, são as perguntas que movem o mundo, mas o melhor desafio é tentar respondê-las, mesmo você sendo o criador delas. Não tenho paciência para ficar estudando uma coisa só no mesmo dia, principalmente sendo pressionado, por isso sou contra o vestibular. Acredito que se a educação for bem aplicada, o vestibular é a coisa mais inútil de todas, mas é pauta para outro texto. O que queria era 72 horas por dias, um livro por dia, um autor por dia, e uma pergunta feita e outra respondida por dia. É querer demais?
Sim. Nunca faremos isso. Somos humanos, temos que seguir a linha do tempo, e não temos uma TARDIS, nem um bloqueador temporal, nem temos doze regenerações, coisa que já vimos na cultura britânica. Devemos seguir a linha do tempo mesmo, morrer sem regenerar, e lutar contra tudo. Infelizmente, eu ainda me distraio com uma mosca, mas me pergunto como algo tão pequeno incomoda a vida de muita gente. Como é bom ser humano com dois pequenos olhos verdes dependentes de água e oxigênio.
domingo, 11 de agosto de 2013
Frase da madrugada: a loucura
Quem sonha e lembra do sonho, é louco, e quem é louco, faz coisas que ninguém teria coragem, portanto, os loucos mudam o mundo.
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
RioCard, a facilidade complicada
Quem vive no Rio de Janeiro, sabe que um dos piores castigos é pagar o ônibus com dinheiro, principalmente quando o ônibus não tem trocador, ou então, chegar no metrô, trem ou barca e ver fila tanto na bilheteria como na roleta. Para facilitar a vida dos que aturam isso todo dia e para acabar com aquela papelada que o chefe dava, que eram os antigos Vale Transporte, criou-se o RioCard, mais futuramente o Bilhete Único, Bilhete Único Carioca, e assim vai. Mas não é tão fácil assim como parece ser.
Uma vida sem Twitter (ou sem internet)
Tecnicamente, caso não sabem, abandonei o Twitter faz um bom tempo, e acredito que logo logo complete um mês, tendo em vista que apaguei até os aplicativos tanto do meu computador como no celular. A motivação realmente veio naquela ideia "será que isto toma demais o meu tempo", e acaba que chega numa conclusão que a vida é mil vezes melhor sem ele.
Começo citando os pontos positivos, tendo em vista que eu comecei a ler ontem um livro e hoje já estou acabando -- devo terminar amanhã pois tenho uma prova amanhã --, entre outras coisas, como estudar, dar mais foco ao meu jornal, e principalmente, dois dias sem colocar meu celular no carregador porque a bateria durou ele por inteiro. Tecnicamente, nem é só sem Twitter, como sem internet também, pois eu ia mudar meu plano da Claro para 2GB e acabou que nem preciso. 500MB já estão bastando.
O engraçado é vir estas palavras de mim, principalmente ver que, basicamente, troquei o meu 70% de uptime na internet para 20% de uptime ou menos, utilizando somente para necessidades, e claro, ler algumas coisas pois eu não estou com condições financeiras estáveis para tanto assinar O Globo de papel (70 reais por mês) e existem blogs/sites que todo dia eu leio o artigo de um autor X. Também, é claro, sou fotógrafo amador, ou seja: preciso divulgar o que faço no Flickr.
Pela primeira vez na vida, meu celular se tornou sinônimo de comunicador de fato, pois eu realmente só utilizo-o para comunicar nestes últimos dias, ou seja: WhatsApp, telefonemas, mensagens, e praticamente e bem raramente, chat do Facebook. Claro, ainda uso o Instagram, leio alguns sites, mas até este uso foi reduzido. O mais incrível é como o Twitter toma tempo de tudo, e principalmente, te mantem atento a isso e aflito caso não esteja próximo. Largar o "vício" não foi fácil, principalmente porque alguns mantinham contato comigo por ele, mas sinceramente, é uma vida muito melhor. Até larguei o refrigerante, olha que evolução.
Começo citando os pontos positivos, tendo em vista que eu comecei a ler ontem um livro e hoje já estou acabando -- devo terminar amanhã pois tenho uma prova amanhã --, entre outras coisas, como estudar, dar mais foco ao meu jornal, e principalmente, dois dias sem colocar meu celular no carregador porque a bateria durou ele por inteiro. Tecnicamente, nem é só sem Twitter, como sem internet também, pois eu ia mudar meu plano da Claro para 2GB e acabou que nem preciso. 500MB já estão bastando.
O engraçado é vir estas palavras de mim, principalmente ver que, basicamente, troquei o meu 70% de uptime na internet para 20% de uptime ou menos, utilizando somente para necessidades, e claro, ler algumas coisas pois eu não estou com condições financeiras estáveis para tanto assinar O Globo de papel (70 reais por mês) e existem blogs/sites que todo dia eu leio o artigo de um autor X. Também, é claro, sou fotógrafo amador, ou seja: preciso divulgar o que faço no Flickr.
Pela primeira vez na vida, meu celular se tornou sinônimo de comunicador de fato, pois eu realmente só utilizo-o para comunicar nestes últimos dias, ou seja: WhatsApp, telefonemas, mensagens, e praticamente e bem raramente, chat do Facebook. Claro, ainda uso o Instagram, leio alguns sites, mas até este uso foi reduzido. O mais incrível é como o Twitter toma tempo de tudo, e principalmente, te mantem atento a isso e aflito caso não esteja próximo. Largar o "vício" não foi fácil, principalmente porque alguns mantinham contato comigo por ele, mas sinceramente, é uma vida muito melhor. Até larguei o refrigerante, olha que evolução.
domingo, 4 de agosto de 2013
Rapidinha: Brasil e a bagunça cultural
Você vê como o Brasil é uma bagunça cultural quando está numa feira que é basicamente feita para o conteúdo histórico da cidade do Rio de Janeiro e prédios históricos, quando tem um grupo cantando Hare Krishna no meio da Rua do Lavradio, sem contar outras coisas em exposição na feira, contendo muita coisa hippie. É assim que é bom!
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Museu, artes, Centro do Rio de Janeiro e muito futebol
Depois de tanto tempo sem fazer muita coisa na rua que me obrigue a ficar fora de casa por um bom tempo, eis que me aparece algo a fazer, e olha que as duas coisas apareceu diante do mesmo dia, na terça-feira, dia 30 de agosto. Baseando o dia apenas nos seguimentos das artes, Centro, história, e claro, muito futebol e pizza, e ainda um taxista meio louco.
Sai de minha residência a caminho do Centro da Cidade, mais propriamente a Av. Rio Branco e o Centro Histórico do Rio de Janeiro. Enquanto descia do ônibus, deparo com um protesto no fim da Av. Rio Branco, que eu não sei sobre o que era, mas criticavam muito a Dilma. Mas não prestei atenção: fui logo entrando no Museu Nacional de Belas Artes.
A exposição era as obras do Vaticano, mais detalhando a vida de Jesus e relacionados. Pinturas a óleo, estátuas, e tudo mais. Não faço a mínima ideia até quando isto irá durar, mas sei de uma coisa: é imperdível, e o melhor é que é de graça. No fim das contas, ainda havia uma exposição, que não sei se é permanente, mas era sobre as obras barrocas brasileiras. Este, eu tirei fotos, aliás, de muita coisa, com exceção das obras do Vaticano, já que era proibido, mesmo sem flash.
Aliás, abro um comentário aqui para reclamar de algo que todos já reclamam em shows: o maldito flash. As pessoas acham que a câmera sempre necessita de flash, e deixa este ligado, e isto com salões do museu que há tetos de vidro, que era iluminação a luz natural -- nesse caso, era permitido. Isto me deixou enfurecido, já que incomodava olhar para o lado e ver um clarão. E isto com gente utilizando DSLR's no modo automático. Doeu na alma ao ver isto.
Por fim, decidi arrumar minha vida, resolvi o que tinha que resolver, fui parar na Zona Sul, e de lá, direto para a partida, mas de metrô, claro. Segui na linha 1 até a Estação São Francisco Xavier que desde o Largo do Machado parou entre todas as estações sem exceções. Não sei o que houve, mas uma viagem que levava 20 minutos levou 40 minutos. Alô, MetrôRio!
Mas não acabou a alegria. Entrei no clássico estádio do Rio de Janeiro, o Maracanã, para assistir a partida Fluminense x Cruzeiro, que acabou com a vitória do meu time querido, o Fluminense. Gostaria de comentar sobre o Maracanã, que ficou belíssimo logo após da reforma, e que realmente, havia mais conforto. A área de evacuação ficou bem mais rápida que já era, mas o consórcio que administra deveria tomar mais cuidado, pois havia filas até na metade do segundo tempo para retirar os ingressos. Bola fora!
Para fechar a noite, já sendo tarde depois de parar para jantar, necessitei de um táxi, afinal, só corajoso atura a saída das estações de metrô quase na hora delas fecharem. Já atraio loucos em toda a minha vida, principalmente em táxi, e não mudou dessa vez. O vulgo taxista era bem doido, sabia como atrair morcegos (!), mas adorava animais. Tinha duas gatas, e era o amor da vida dele pelo visto, e trocou uma namorada pelos gatos, e nas palavras dele foi algo bem louco ainda. Mais tarde posso contar a história, quem sabe.
E agora, às 01h30min cá estou, sentado numa cadeira com um notebook em mãos. Este dia foi, sem dúvida, bem tumultuado, mas valeu a pena cada segundo, e se repararam, já tem assunto para comentar direto, principalmente sobre o museu, metrô e o estádio reformado, que devo começar a escrever hoje. Gostei dessa forma de contar algumas coisas que fiz no cotidiano em que posso realmente me abrir para contar sem prejudicar a vida pessoal. No final das contas, blogs nasceram com este intuito, e isto rende boas histórias.
Aliás, me senti o Ancelmo Góis escrevendo este texto.
Texto escrito às 01h30min da madrugada entre quarta-feira (31) e quinta-feira (01).
Sai de minha residência a caminho do Centro da Cidade, mais propriamente a Av. Rio Branco e o Centro Histórico do Rio de Janeiro. Enquanto descia do ônibus, deparo com um protesto no fim da Av. Rio Branco, que eu não sei sobre o que era, mas criticavam muito a Dilma. Mas não prestei atenção: fui logo entrando no Museu Nacional de Belas Artes.
A exposição era as obras do Vaticano, mais detalhando a vida de Jesus e relacionados. Pinturas a óleo, estátuas, e tudo mais. Não faço a mínima ideia até quando isto irá durar, mas sei de uma coisa: é imperdível, e o melhor é que é de graça. No fim das contas, ainda havia uma exposição, que não sei se é permanente, mas era sobre as obras barrocas brasileiras. Este, eu tirei fotos, aliás, de muita coisa, com exceção das obras do Vaticano, já que era proibido, mesmo sem flash.
Aliás, abro um comentário aqui para reclamar de algo que todos já reclamam em shows: o maldito flash. As pessoas acham que a câmera sempre necessita de flash, e deixa este ligado, e isto com salões do museu que há tetos de vidro, que era iluminação a luz natural -- nesse caso, era permitido. Isto me deixou enfurecido, já que incomodava olhar para o lado e ver um clarão. E isto com gente utilizando DSLR's no modo automático. Doeu na alma ao ver isto.
Por fim, decidi arrumar minha vida, resolvi o que tinha que resolver, fui parar na Zona Sul, e de lá, direto para a partida, mas de metrô, claro. Segui na linha 1 até a Estação São Francisco Xavier que desde o Largo do Machado parou entre todas as estações sem exceções. Não sei o que houve, mas uma viagem que levava 20 minutos levou 40 minutos. Alô, MetrôRio!
Mas não acabou a alegria. Entrei no clássico estádio do Rio de Janeiro, o Maracanã, para assistir a partida Fluminense x Cruzeiro, que acabou com a vitória do meu time querido, o Fluminense. Gostaria de comentar sobre o Maracanã, que ficou belíssimo logo após da reforma, e que realmente, havia mais conforto. A área de evacuação ficou bem mais rápida que já era, mas o consórcio que administra deveria tomar mais cuidado, pois havia filas até na metade do segundo tempo para retirar os ingressos. Bola fora!
Para fechar a noite, já sendo tarde depois de parar para jantar, necessitei de um táxi, afinal, só corajoso atura a saída das estações de metrô quase na hora delas fecharem. Já atraio loucos em toda a minha vida, principalmente em táxi, e não mudou dessa vez. O vulgo taxista era bem doido, sabia como atrair morcegos (!), mas adorava animais. Tinha duas gatas, e era o amor da vida dele pelo visto, e trocou uma namorada pelos gatos, e nas palavras dele foi algo bem louco ainda. Mais tarde posso contar a história, quem sabe.
E agora, às 01h30min cá estou, sentado numa cadeira com um notebook em mãos. Este dia foi, sem dúvida, bem tumultuado, mas valeu a pena cada segundo, e se repararam, já tem assunto para comentar direto, principalmente sobre o museu, metrô e o estádio reformado, que devo começar a escrever hoje. Gostei dessa forma de contar algumas coisas que fiz no cotidiano em que posso realmente me abrir para contar sem prejudicar a vida pessoal. No final das contas, blogs nasceram com este intuito, e isto rende boas histórias.
Aliás, me senti o Ancelmo Góis escrevendo este texto.
Texto escrito às 01h30min da madrugada entre quarta-feira (31) e quinta-feira (01).
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