terça-feira, 31 de dezembro de 2013
2013
No final de 2012 e começo de 2013, planejei um milhão de coisas! Até uma casa, uma loucura. Haviam planos demais, acho que até alguns que nunca tocarão o chão tão cedo. Lembro de passar noites e noites em claro ouvindo Los Hermanos, conhecendo as obras de Caetano Veloso, Chico Buarque, entre outros grandes nomes. Sem costume à leitura, aderi vários clássicos. Tomei iniciativa de crescer, virar gente, afoguei alguma coisa do passado. Acho que deu certo.
Mas o vestibular veio, a tormenta de todos os estudantes, e acho que consegui conciliar. No mesmo momento, uma entrevista do primeiro emprego, e ainda, me livrando das amarras de uma velha operadora conhecida, a Oi. Comecei a me interessar ainda mais por política, e deu nesse reaça maldito que temos hoje escrevendo uma retrospectiva. Não teve tanta coisa assim, a não ser que comecei a estudar mais fotografia e só, e isso me rendeu bons frutos.
O final do ano que foi uma caixinha de surpresas e fechou com chave de ouro. Ganhei os melhores momentos da vida, vi amizades verdadeiras vindo, outras terminando, que foi até melhor irem embora. Conheci gente nova que me ajudou a recuperar muito o tempo perdido, e até mesmo uma viagem aconteceu, mudando toda a minha forma de pensar e trazendo mais amigos ainda. Ainda, a entrevista de emprego sucedeu-se como um ponto positivo, sendo empregado. Este é o momento que nunca vou esquecer.
Por agora, traço novos planos e metas. Medito e adoto medidas, penso no que foi feito de errado e que devo recuperar, ou não. Outras coisas, devo consertar, outras, abandonar. Refletir sobre isso é um ótimo exercício de fim de ano que trouxe bons frutos no ano passado, que por sinal, manterei isto como uma tradição para findar o ano, sempre.
Mas é claro: de todos esses planos que farei agora, nenhum será executado, ou pelo menos metade deles serão. Pra isso existem as poucas metas que eu crio, e é no que irei me basear por agora. Por enquanto, apenas criar uma banda nova e tirar a carteira de motorista, e quem sabe, crescer na vida profissional, se me houver oportunidade. Está tudo em jogo para eu correr atrás, e eu irei.
Um ótimo 2014 para todos!
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
Um sistema por empresa, por favor
Apostar em um sistema requer dedicação ao extremo, se este for o novo foco da empresa, e talvez apostar em um terceiro sistema, principalmente o Android, que requer concentração pelo fato de precisar sempre de mais cuidado ao lançar uma atualização, isto o torna mais complicado. Mas isto não se aplica apenas ao caso da Nokia com Android, como por exemplo, até mesmo que a Apple libere o iOS para a Samsung -- ok, nunca --, isto seria malefício para a Samsung, caso ela continue seguindo com outro sistema, como o Android.
Quando uma empresa tem apenas um foco e trata de fazê-lo direito -- né, Samsung? --, a coisa dá certo, e é o que estamos vendo com a Nokia nos dias de hoje. A Nokia não tem com o que se preocupar com outros sistemas, e mesmo a Microsoft dando o sistema totalmente mastigado, necessitando apenas adaptar pequenos detalhes, como Bluetooth, NFC, memória RAM, e afins, o sistema ainda precisa de toques finais e ainda precisa liberar a atualização o mais rápido possível, e é exatamente o que acontece com o Windows Phone e o iOS.
A Apple e a Nokia compartilham esta vantagem de ter tudo mais fácil por conta do foco em apenas um sistema, principalmente a Apple. A Samsung, mesmo que quase não falado, e a HTC, que não sei como anda a relação deles com o sistema, também desenvolvem aparelhos com o Windows Phone. A HTC, é óbvio que não temos muitas notícias porque, infelizmente, a empresa não exporta produtos para o Brasil, mas a Samsung, que lançou o ATIV S no Brasil, hoje quase não se fala, e falo mais: nunca vi um desses na rua.
Me faz crer que, por conta do Android, a sul-coreana abriu mão do sistema móvel da Microsoft para focar mais no outro sistema, e fez a escolha certa. Nota-se que há milhares de aparelhos lançados em 2013 para o sistema do gigante da web, o Google, e apenas um para o outro sistema. Também, em quesito publicidade, os aparelhos da linha Galaxy ganham um destaque muito maior do que os antigos Omnias e o ATIV S, dando destaque ao Android e hoje vemos bons resultados por isso -- se não me engano, a Samsung é a que mais vende Android no mundo.
Cada fabricante deveria se preocupar em apenas um sistema móvel, não com dois, quem dirá três. Me alivia saber que temos empresas que realmente se preocupam apenas em um sistema, moldam um aparelho de ponta para este sistema, do que outras que precisam focar em dois sistemas e montar dois aparelhos ao mesmo tempo .
domingo, 22 de dezembro de 2013
"Amor" de Carnaval
Pensei que nunca ia contar esta história, mas mudei de ideia após sentar nesta mesa de bar e pensar bastante na vida, que, por sinal, a melhor consulta é sentado em uma mesa de bar, mas, desta vez, estava sozinha. Para não dizer que estava sozinha, tinha meu copo e meu cigarro, e acho que só. Se não me engano, eu era a única pessoa naquele bar numa terça-feira à noite.
"Pinguça desgraçada", deve pensar aquele garçom louco para ir embora enquanto estou aqui sentada bebendo uma garrafa inteira sozinha, mas não tem problema, ele está sendo pago para fazer este serviço. Preciso é de tempo para anotar estas informações neste papel e recordar, mesmo que difícil porque já estou flutuando. Só não faço a mínima ideia de como começo esta história. Acho melhor da parte que reatamos... não sei. Ok, deixa eu ver:
"Era muito complicado andar por essas bandas da cidade, principalmente nessa cidade louca sem ter o que fazer, que por sinal, era muito mais fácil antes. Anotar essas ideias não são fáceis, porque, simplesmente, revive memórias que já deveriam ter tido o seu devido caminho ao eterno funeral, mas é impossível, pois quando decide bater aqui dentro, é involuntário.
Durante a madrugada, recordo de estar jogada em sua cama sentindo seus cabelos longos. Havia de tudo para pensar, até mesmo no problema que eu havia arrumado no trabalho, mas isso pouco importava. Naquele momento, eu estava entregue aos meus pensamentos mais traiçoeiros, e, para piorar, ainda havia um telefone do meu lado. Isto era uma tortura.
Decidi não fazer nada, absolutamente nada. Tomei um calmante e dormi, e na manhã seguinte, um telefonema me acordou. Era um dia lindo de carnaval e todos me chamavam, tanto a turma da faculdade como os vizinhos, e eu decidi ir. A festa era linda nas Carmelitas, depois fomos para o Bola Preta, Banda de Ipanema, muitas! Beijei outras bocas que não a sua, até de pessoas que eram extremamente maravilhosas, mas nada surtiu efeito. Já estava entrando em desespero.
Até que, enquanto sentei num cantinho, uma voz me surpreende, mas não era nada demais. Olhei para frente, achei que a via, mas também não era. Entrei num conflito interno, queria ir para casa e derramava uma cachoeira sem fim. Carnaval não é época para isso, mas fazer o quê? Ninguém é de ferro.
Dessa vez era ela! Ao me ver chorando, correu atrás de mim para me acudir. A conversa foi duradoura e longa, com juras de amor e tudo mais, e eu lá parada de olho nos pássaros que voavam, e gritando com ela. De repente, me pego jogada em seus braços e quase rolando um beijo, e foi isso mesmo que aconteceu. Meus amigos me olhavam de longe, meu celular tocava loucamente, mas pouco importava. Só queria saber desse momento.
Mas essa mágica toda, de carnaval, deve ter durado alguns dias, pelo visto. Estamos em abril e agora estou aqui, bebendo porque ela desapareceu. Acho que eu devia tomar vergonha na cara, ou beber mais uma cerveja dessas. Só sei que tá boa demais e tá me fazendo esquecer algumas coisas, lembrar outras, mas a vida é assim."
-- Garçom, me vê mais um, por favor!
Coitado dele... Aonde foi que eu parei? Ah, sim!
sábado, 21 de dezembro de 2013
Até a bateria, Samsung?
Além de todos os problemas existentes no aparelho, como a existência dele, há a bateria, que parece ser o pior de todos. A minha surpresa foi ao trocar o chip do aparelho há meses atrás, no qual percebi que a bateria inchou da noite para o dia. Além disso, a duração reduziu de uma maneira impressionante.
Boa, Samsung.
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
O mau atendimento do dia
Por conta de um problema de portabilidade, a Vivo foi o alvo da vez para abrir uma reclamação. A portabilidade não foi feita com sucesso, e precisei urgentemente do atendimento. Dá para crer que, desde ontem, eu não conseguia falar com um atendente da operadora? Pois é, foi o que aconteceu, e pelo que me contaram, o atendimento da Vivo, a empresa que mais encontrei infraestrutura no Rio de Janeiro, tem o pior atendimento de todas, inclusive da TIM -- o que eu achava impossível.
Infelizmente, isto quebra a credibilidade boa da empresa de ser a única com sinais aonde só há arames farpados da Oi, que nem se torna digno de dizer que é um cabo metálico para apenas telefone. Mesmo sem 3G, há localidades que só a Vivo nos permite fazer uma mísera ligação, e no caso do 4G, mesmo havendo uma cratera no mapa da cidade, não é sempre que fico sem sinal da nova tecnologia, mas como esperado, no geral, o sinal é fraco.
O mais incrível é que, quando atendido, fui tratado como se fosse um saco de lixo. Me prometiam ir para um setor e desligavam a ligação, e pela voz da atendente, notei um enorme desinteresse do outro lado do telefone. Em uma delas, a atendente conseguiu ser totalmente intolerante contra mim, respondendo cada pergunta com uma grosseria absurda, e eu respondi da mesma maneira, pois de qualquer jeito, ela está sendo paga para me prover este serviço da melhor maneira possível. Se ela está mau humorada ou não, eu não tenho nada a ver com isso. Por sorte, o técnico foi bem receptivo e "resolveu" meu problema -- voltou a funcionar assim que ele atendeu a ligação.
Um mal atendimento pode quebrar uma empresa inteira, mesmo ela tendo o melhor produto, que é o caso da Vivo. Já troquei de operadora diversas vezes, passando por todas, com exceção da Nextel pois eu sempre odiei os serviços da mesma -- acho um saco apertar um botão para falar -- e tenho conhecimento disso. Tomei conhecimento da ineficiência da empresa hoje, no quesito atendimento, e mesmo quando fui atendido, foi ineficiente em diversas partes. Parece que várias empresas, incluindo alguns bancos -- alô, Santander! -- deviam começar a prestar mais atenção nisso.
sábado, 14 de dezembro de 2013
Me rendi ao Windows Phone
Essa semana não foi diferente das outras e, novamente, troquei de celular: comprei um Lumia 820. Quem conhece, sabe que o aparelho vem com Windows Phone, o sistema mais incompreendido do mercado, salvo pelos elogios pela qualidade da Nokia, atualmente a empresa que mais tem influência no sistema e mais tem destaque de vendas, como a Samsung é para o Android.
Mesmo trazendo a qualidade da Nokia, ainda há críticas duríssimas, mas infelizmente, em todo esse tempo, a mais construtiva (e nem tão construtiva assim) foi que o sistema não tinha aplicativos. Não há como negar a realidade, mas isto é algo que encontramos no sistema, mas que agora, com a chegada do Instagram, tal problema poderá ser solucionado brevemente, sem contar muitas e outras coisas que podem acontecer ainda.
Felizmente, esta crítica é facilmente combatida, principalmente com desenvolvedores como Rudy Huyn, que levou diversas aplicações como Instagram, Vine e Snapchat para o sistema, entre outros aplicativos próprios. Os desenvolvedores estão aos poucos migrando seus aplicativos para o sistema e, fora os populares, há muitos outros que fazem um serviço espetacular com estabilidade. Ainda há total integração com serviços da Microsoft, como o Office e SkyDrive, o que já traz uma experiência ótima em questão de produtividade.
Retirando esta crítica, vieram outras, algumas que eu até considerei válidas, com a questão do sistema ter fontes grandes demais e deixando espaços inutilizáveis, mas outras, nem tanto. O sistema tem uma visão bem diferente dos outros demais que vemos no mercado e é isto que o torna mais interessante. Torná-lo igual ao iOS e Android estragará a mágica toda que há por trás do sistema.
A única crítica que me restou ao sistema foi a questão da multitarefa, sendo obrigado abrir o aplicativo e precisar apertar voltar até sair do aplicativo para que o mesmo seja fechado. Felizmente, com a ajuda do @juliopw, uns dos que mais me deram bons motivos para adquirir um Lumia, consegui atualizar para uma versão que está disponível apenas para desenvolvedores que há a possibilidade tanto de fechar um app acessando a troca de aplicativos como posso impedir que o acelerômetro funcione. Esta atualização virá daqui a alguns semanas para qualquer Lumia.
Sinceramente, acho que é o melhor sistema que já usei, e, de longe, o mais estável. Só me deixa triste a bateria durar bem menos que o meu costume (RAZR i) por conta de uma gafe da Nokia que colocou uma bateria de 1650mAh no Lumia 820, e mesmo com um ótimo controle de energia do sistema, coisa que no Android era horrível, a bateria dura um tempo curtíssimo com uso intensivo, e se liga o 4G, acaba mais rápida ainda.
A Microsoft está de parabéns! Se continuar assim como está e conforme for aparecendo os aplicativos (que por sinal, tem todos os que são úteis), largo o iOS e o Android de vez para utilizá-lo direto, que aliás, não sinto nenhuma falta.
domingo, 1 de dezembro de 2013
Carta aberta aos meus professores
Esses dias eu sentei e pensei: o que será agora? Não obtive resposta. Sabia que havia um universo de coisas pela frente, oportunidades e a tão sonhada faculdade, que mesmo sem confirmação, virá. Mas não sabia como seria a mudança de uma única coisa. Essa única coisa que nunca mais teria na minha vida.
A escola. No começo, tão odiada. Nota-se que, em programas de televisão, mostram todos os estudantes revoltados por estarem nas escolas, e, realmente, é chato. Não há como negar que acordar às 5h da manhã para estudar não é chato, mas no final, as coisas mudam, e você acaba se divertindo.
Quando não é alguma coisa idiota, é um amigo, ou então, aquele professor bem humorado e bobo, ou mesmo amigo. Tivemos vários, e ainda temos, e maravilhosos. Com alguns, desentendimentos que até hoje não há solução – pelo menos da minha parte. Outros que há um vínculo de amizade enorme, que ao final do ano letivo, será impossível desatá-lo com facilidade. E então chegamos de novo: o que será agora?
Mas as coisas nasceram para serem modificadas, crescerem e mudarem. O passado fica para trás, sem nenhuma possibilidade de voltar, a não ser que você tenha uma TARDIS, mas isso é uma nave espacial que viaja no espaço-tempo em um programa britânico de TV, não realidade. Sabendo disso, só nos resta o agora e o amanhã, sendo o amanhã decidido pelo agora. E agora? Nos resta relembrar e erguer o peito e, pensando, relembrar daquele exercício de anos atrás que um professor colocou no quadro. Ou então aquela fórmula de geometria que você disse que “nunca vou precisar disso”. Pior que vai, principalmente para reviver uma memória. Em sequência, vem a lembrança daquele mestre.
Ninguém vai afogar nas memórias a lembrança daquele cara que ficava lá na frente mandando tirar o pé da mesa, guardar o celular, e, principalmente, ouvindo os “é para copiar?”. É até impossível, principalmente aquele chato que você nunca foi com a cara dele. Este então, é o que você mais vai lembrar, pois eu me lembro de todos os chatos do ensino fundamental até hoje. O que nos resta agora é apenas agradecer e relembrar momentos passados. Se houveram mágoas, que sejam resolvidas e fiquem por ali. Ninguém deve guardar rancor para si mesmo, principalmente alguém que esteve de pé por alguns anos olhando para sua cara feia enquanto explicava algo extremamente complicado.
Apenas tenho que agradecer três anos maravilhosos de escola, com os melhores professores que eu poderia ter. Toda a equipe maravilhosa e toda brincadeira normal e anormal que tivemos. Todo aquele suspiro e alegria, mesmo que no horário da saída. Temos que agradecer por tudo que nos ofereceram e, no futuro, será essencial para a nossa vida.
Professores, apenas digo obrigado e bato palmas. Três anos nos aturando logo de manhã não é para qualquer um, hein! Sentirei saudades, sempre.
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
O sonho
Gritei sozinho logo pela madrugada, mais especificadamente às 2h37, como dizia o relógio na cabeceira. Decidi me levantar para dar uma relaxada, mas antes, procurei pelos meus óculos e acendi a luz. Mesmo com a lua cheia iluminando meu apartamente pelo vidro da varanda, a vista continuava fraca.
Caminhei até a cozinha, peguei um copo e enchi-o de água até a boca. Era um gole por segundo, e depois, com mais um copo cheio, sem tomar dessa vez, sentei no sofá da sala. Decidi ouvir um ritmo bem calmo de piano para me acalmar, mesmo sabendo que seria mais ao bel prazer do som do que para me acalmar. Apenas uma desculpa esfarrapada para ouvir música.
Fumava um cigarro como se fosse o último, apenas para reduzir aquela pressão chata. O sonho tinha sido pesado e eu lembrava vagarosamente do que havia acontecido, mas tentava abstrair minha mente tenebrosa com coisa fúteis, ou preocupações, como o que iria fazer no dia seguinte. Mesmo assim, sem obter sucesso, ergui meu braço e peguei mais um cigarro, e em seguida, me joguei no sofá.
Foi quando fitei meus olhos na parede. Uma parede bem velha, com marcas de grandes atos artísticos, como a pintura, o que eu fazia no cotidiano. Mas não havia somente tintas. Dava para ver as sombras, andando para lá e para cá. Eram bailarinas, pulando, rodopiando, cochichando algum clichê, mas seguindo o ritmo que saia das caixas de som do meu rádio, sem quebrar a harmonia.
Mas não só haviam bailarinas como também havia vários artistas. Minha sala tinha virado um enorme recital sem a minha petição, mas era lindo! Era lindo, todos sendo iluminados pela luz da lua, vindo do vidro logo atrás, com uma pequena vista da praia, numa pequena sala de jantar. Aliás, esta sala, que era pequena, cresceu com um piano e dois violinistas. Logo em seguida, um outro tocando violoncelo. Virou jazz.
O mais incrível eram as sombras. Não cessaram a sua movimentação e imaginação. Seguiam vivas, reproduzindo cenas de um livro de história aberto em cima da mesa. Haviam índios fugindo de exploradores ingleses, nos Estados Unidos, e, do outro lado, via-se e ouvia-se Shakespeare recitando um poema. Era…
— Ainda bem que foi um sonho!
Gritei de novo. Acordei às 6h30 com lambidas do meu cachorro. Levantei da cama e fui direto para a cozinha, mas não deixei de parar na sala e ver se estava tudo da mesma forma que abandonei na noite passada. Não havia nem o copo de água que havia bebido enquanto via as sombras. Não tinha nada demais por ali, a não ser meu cachorro brincando com uma sapatilha rosa.
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
A aquisição que deu certo
Atualmente, podemos ver aos olhos nus que a transação realmente deu certo. Com a compra da empresa, mesmo que um tempo após, o Google começou a dar uma dedicação especial à empresa, trazendo novas ideias e matando aparelhos que seriam inúteis, e o melhor: dando uma solução ao pior problema da Motorola, que era a questão das atualizações e o sistema bastante modificado. Fora isso, a qualidade dos aparelhos, que já era boa, começou a subir também.
Aparelhos como RAZR i e RAZR HD foram criados, e logo em seguida, o RAZR D1 e D3, para competir com mercados de smartphones de baixo custo, mesmo tendo os principais com preço baixo, e foram um sucesso, mesmo sem ter todos os planos da gigante da web implantados. Hoje, necessitando de aparelhos novos, pois o normal de hoje é uma geração nova por ano, a Motorola apresenta o Moto X, que está sendo um sucesso até então, e agora, o Moto G, tomando o lugar dos dois D 's da empresa.
Nota-se, em todos os sites de tecnologia e na avaliação de consumidores, que os dois novos aparelhos estão sendo um sucesso, e até o Moto G, recém-chegado, está ganhando boas críticas do famoso "unboxing" que há aos montes no YouTube. Com um hardware bem preparado, ambos aparelhos apresentam um desempenho ótimo e já estão com o Android 4.4 (Kit Kat) prometido, trazendo assim, a atualização quando estiver tudo pronto. Aliás, os novos aparelhos não são exclusivos com a questão da atualização, podendo vir até para aparelhos antigos, tendo o RAZR D1 e D3 confirmados e uma pendência no RAZR HD e i.
Mas com um sucesso desses, basta agora o Google focar no sistema também, como anda fazendo. Há bastante comentários positivos sobre o Android 4.4, e não se pode perdê-los nas próximas versões, que aliás, isso está atraindo usuários do iOS também. Infelizmente, não basta apenas a empresa decolar, mas, também, o sistema precisa de cuidados, e é o que o sistema anda tendo também. A combinação está ficando boa, e tomara que persista.
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
Biografias
Admito que não sei como este conflito de biografias no Brasil surgiu, aliás, não leio jornal há muito tempo por falta de tempo. O que sei é que tem gente realmente fazendo birra por conta de uma mísera biografia, e parece ser o Roberto Carlos, O Rei. Mesmo assim, muitos outros artistas se reuniram para dar a sua opinião, e foi uma confusão gigantesca e desnecessária.
Mas por que tanta birra? Ninguém sabe e não tem justificativa. Tais artistas, que no passado pediram tanto pela liberdade, hoje pedem a censura de uma obra primordial para um conhecimento futuro. Uma simples biografia que conta a história do artista, principalmente sobre sua carreira, com polêmicas que foram divulgadas em jornais em um passado esquecido. Creio que o que há nessas biografias, com exceção de duas ou três histórias, quase todo o Brasil sabe, principalmente os fãs. Basta pegar um jornal antigo para ler sem muitos detalhes o que realmente aconteceu.
E então, persiste a pergunta. Não há o que esconder, de verdade. Estão fazendo tempestade num copo d'água. Censurar o quê? Não vi um argumento cabível que diga que pode ser impedida de chegar às prateleiras, e nem mesmo julgo como invasão de privacidade, uma vez que, como eu disse, estas vidas já estão públicas há muito tempo e foram badaladas nos anos passados. Com exceção da Adriana Calcanhotto, que ninguém sabe nada da vida dela, o resto é um livro aberto.
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
Os serviços públicos do Itaú
O ideal, seguindo a ideologia que está impregnada no Brasil e o que tanto se promete em propaganda eleitoral, seria o governo deveria reforçar o lazer do cotidiano, isto é, reformar praças e vias públicas, e ainda, ter atrativos, como bicicletas, aparelhos de ginástica, entre outros. Numa cidade como o Rio de Janeiro, é essencial que estes serviços estejam reforçados ao extremo, principalmente em locais com praia que tem uma demanda enorme todos os dias, tanto de habitantes locais como de turistas.
Mas não é bem assim, e por sorte e melhor ainda, a iniciativa de instalação de lazer público vem por parte da iniciativa privada, e devo dizer que o Itaú se sai muito bem nessa história. Andando por Botafogo, ontem, além do BikeRio que já se tornou um serviço essencial na região, pude notar em algumas praças e na orla, aparelhos do banco para que possamos fazer ginástica de maneira gratuita. Encontrei desde instrumentos para auxiliar o alongamento como barras e todas essas coisas que não faço.
Não julgo o Itaú, muito pelo contrário, elogio. A iniciativa privada merece mais espaço, principalmente no Rio, lembrando que há um grande abandono em algumas regiões da cidade, incluindo a Zona Sul, aonde tem mais vigias. Os serviços que o banco anda prestando na cidade são de primeira classe, tendo relação até com o metrô para os cartões pré-pago, e o serviço é realmente bom. Quanto as bicicletas, pode melhorar bastante, já que existe uma pequena concorrência ao BikeRio -- ouvi dizer que a Casa & Vídeo está fazendo algo similar. Parece que descobriram a melhor maneira para investir em algo.
domingo, 3 de novembro de 2013
O estado e a liberdade
De fato, com o comunismo, não vejo liberdade alguma, aliás, quanto mais estado, mais preso você fica. Pedir mais estado é a mesma coisa que ordenar que ele dite a você o que fazer no ramo econômico e ético, principalmente incentivando estatais, e possivelmente, carteis, o que te impede de fazer muitas coisas. Além disso, com economias planificadas exigindo igualdade extrema, você fica estagnado ao que eles podem te oferecer, não podendo optar pelo produto X enquanto te oferecem Y.
Isto não é liberdade nem aqui nem na China, aliás, na China, você vive com o que o governo pode te oferecer e a liberdade é quase que nula, ou melhor, é nula. Lá o estado controla o país inteiro, tanto socialmente como economicamente. Planificam, criam um capitalismo fajuto, e encontramos uma sociedade que, se não andar nos trilhos, é fuzilada, igual a Cuba e a antiga URSS. Dá para notar que isto não é liberdade e está longe de ser.
Pedir mais estado não é liberdade e sim omitir sua liberdade ou deixá-la nas mãos de outras pessoas, que podem controlar você. Dizem que o capitalismo traz problemas, mas o problema começa quando você não faz por onde, lembrando uma vez que você tem os recursos em mãos para reverter a situação. Você tem a liberdade pura, podendo crescer ou ficar estagnado na sua realidade, ou, fugindo da economia, construir o que quiser sem precisar do aval do estado.
Acreditar em políticas com estatais e carteis demais é a mesma coisa que abdicar seu bem precioso, que é a livre escolha. Infelizmente, isto aos poucos está acabando no Brasil, ou melhor, já acabou. Basta vermos quais são as operadoras de telefonia do Brasil e já temos o pior cartel da história nacional.
sábado, 2 de novembro de 2013
Conto: A fogueira
Sabia que o fim dela me prometeria coisas absurdas e não falo de beber até cair no chão, nem dormir. Havia um evento particular entre amigos na Praia do Arpoador, bastante conhecia pelos turistas. Enquanto a cidade chegava agitada de seus eventuais serviços que poderiam fazer numa tarde de sábado, com uma bicicleta, eu pedalava do Leme até o destino prometido.
Chegando lá, três pessoas me aguardavam. Três maravilhosas pessoas. Me sentia privilegiado por estar ao lado de pessoas tão maravilhosas. Corriam para lá, para cá, subiam nas pedras, desciam de novo, e começavam a falar coisas que só Deus sabe o que diziam. Poderia estar ali no meio, mas preferi ficar em pleno silêncio na calçada da orla enquanto guardava a bicicleta.
— Você não vem? — Gritavam, rindo.
Já que minha presença foi descoberta, desci tranquilamente pisando sob a areia. Estava fofa, macia, meio fria. Meus jeans não podiam aquecer meus pés, e ainda bem, pois sentir aquilo elevava um astral inteiro, tendo conexão apenas entre meus pés na areia e minha boca e o cigarro. Fazia meses que não estava nessa sintonia.
A conversa corria para lá e para cá. Dois levantavam taças, brindavam coisas sem sentido, enquanto eu e uma amiga dividíamos uma cerveja. Relembravam da semana e riam do cotidiano, faziam piadas com seu chefe e comentavam sobre uma notícia da TV, até o momento dela chegar. Por sua sorte, Clara era a mais esperada da noite por sua fama de se atrasar sempre e, de minha parte, por culpa do passado.
Uma conversa nunca levava a nada e só sabíamos falar sobre filmes dos anos 70 e 80. Decidi deixar a conversa para depois e cumprimentei-a, como todos, e também entrou na brincadeira. Eu tocava violão enquanto cantávamos sucessos dos Beatles, Rolling Stones, Pink Floyd, Engenheiros do Hawaii, Bob Dylan, Caetano Veloso, entre muitos outros. Acho que em uma noite, reviramos a história do rock, MPB e tropicália.
Decidi caminhar um pouco até a água enquanto o resto ficava para trás. Sentir um pouco de água nos pés, principalmente na praia, é sempre libertador, ainda mais fumando um cigarro, não havendo nada mais que pudesse incomodar aquele momento. Era uma onda e uma tragada, tudo em sintonia, e eu lá, parado, apenas pensando. Vinham lembranças, coisas nada a ver, pensamentos abusivos e eu.
Mal sabia que minha paz poderia ser cortada por, sei lá, Clara. Éramos uma dupla de um crime perfeito sem deixar pistas, mas não passava disso por culpa do passado. Começávamos a brincar com as velhas piadas infames de nossa existência, depois rimos um de outro. Perguntei como foi a semana dela, e ela contou, perguntando a minha. A nossa amizade era perfeita, mesmo com o passado.
— Cara... — ela disse — preciso te contar uma coisa...
— Pode falar. Meus ouvidos são seus.
— Não, é sério, me escuta.
Nunca a vi falar naquele tom tão afetuoso e sério ao mesmo tempo. Decidi deixar acontecer.
— Eu te amo — retomou a conversa depois de um tempo em silêncio.
— Mas eu também... sempre disse isso.
— Não, é sério.
Nunca, na minha vida, imaginaria algo vindo dela depois de tudo que passamos. Quer dizer, como sou idiota. Eu poderia ter notado isto antes e esperaria isto sim. Namoramos por um bom tempo e nunca a vi namorar ou ter algo com alguém depois disso. Sempre notava seus olhares nos meus, mas nunca pensava em mais nada. A semente ficou lá, pronta para brotar novamente, e não é à toa que todos os meus amigos me diziam isso. Aliás, não esperava isto somente dela: eu ainda tinha algo meu escondido à respeito disso, mas bem escondido.
O silêncio tomou o ar e cada um ficou parado olhando para o outro. Perguntei as horas e ela me respondeu secamente: uma da madrugada. Perguntei se ela queria uma bebida e subimos com o sim dela, mas em silêncio. Passamos um tempo cantando na roda, em silêncio. Apenas olhares trocavam entre si, em silêncio. Era como se o tempo passasse e nada atrapalhasse aqueles fuzilamentos e fotografias. Eu tinha que fazer alguma coisa. Mas aí é que está, o quê?
Queria ficar longe do pessoal para pensar e decidi ficar na fogueira. Peguei meu iPod e fiquei ouvindo música na caixa de som até que ela surgiu do nada. Começamos a conversar enquanto escolhíamos músicas. Ela escolheu I Want To Hold Your Hand e começou a cantarolar baixinho e pediu para dançar. Já havíamos dançado esta antes, mas não com a intensidade atual.
— Lembra de quando nos conhecemos e você, bobo, idiota, besta, como sempre, me pediu a mão para dançar esta música?
— Sim, há uns anos. Você estava tão linda, era a melhorzinha da festa. — Comecei a rir.
— E eu te achava esquisito pelo cabelo.
— Eu disse que num futuro iria se acostumar com cabelos grandes e um estilo de vida diferente.
— Falou certo. — Riu também.
Depois continuamos nos mesmos passos, mas em silêncio. Sentia sempre seus pulmões encherem de forma afetuosa mesmo quando paramos. Decidi olhar para ela: suas pupilas estavam dilatadas, seu peito inflava com os batimentos acelerados, e eu na mesma situação. Seus cabelos loiros flutuavam pelo ar acompanhando seus olhos azuis e as cores de seu vestido.
— Por que paramos? — perguntou.
— Porque eu quis...
Houve um momento de afeto, possivelmente, a semente plantada brotava um pouco. O fogo da fogueira subia descontroladamente ao nosso lado com o vento, e vendo por um ângulo, só conseguia ver um encarando o outro e os rostos se aproximando. Os dois se atraindo, como se os lábios fossem um imãs, até que se juntaram. Achei que nunca teria uma cena de filme enquanto beijava alguém ao lado de uma fogueira. Me enganei e foi muito bom.
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
Quatro operadoras diferentes
- Oi (primeiro uso): este foi o meu primeiro uso de celular. Ganhei uma linha pré-paga da Oi quando a mesma iniciou as operações no Rio de Janeiro. Futuramente, adquiri outra por volta de 2007 com um plano pós-pago. Durou até o fim de 2011, mas funcionou bem. Aliás, eu só utilizava mesmo para ligações, tinha que funcionar.
- TIM (setembro de 2011 - janeiro de 2012): com novas necessidades, smartphone na mão e namorada nova na operadora, migrei para a TIM. Quanto a cobertura, comecei a ter problemas logo em casa, já que não funcionava de jeito nenhum. A rede 3G foi satisfatória nos primeiros meses, mas depois começou a ficar pior do que já era. Nem comento como foi no ano novo. Aliás, a saída da operadora foi por consequência do sinal que, além de ter poucas regiões com 3G, ao sair do Rio, não funcionava de jeito nenhum.
- Oi (janeiro de 2012 - maio de 2013): para não pagar muito caro, decidi voltar para a Oi mesmo, ainda mais sabendo dos planos novos que tinham, dando mais estabilidade para usuários de smartphone. Foi uma das redes mais estáveis que usei... no Rio. Quanto a 3G, na faixa de 900Kbps, e bem estável, mas o problema era quando eu saia da capital. Ou ficava em EDGE ou sem sinal, decidi migrar já que viajo com frequência.
- Claro (maio de 2013 - outubro de 2013): acho que foi a melhor e pior ideia do mundo. Ia para a Vivo, mas quando me deram os valores, quase caí para trás, então fui ver na Claro mesmo. A rede realmente existe, tem em uma grande escala do Rio, não só na cidade, e tudo com HSPA+, mas a rede facilmente fica lotada ou instável. Em alguns lugares, como no Maracanã, é impossível o uso, mesmo em dias que não tem jogo. Não há sinal para ligações ou SMS nos arredores do estádio. Longe do estádio ainda, no meio do Centro do Rio, no meio de Copacabana, na praia do Leme, ou qualquer lugar, era frequente você acabar usando GPRS mais estável que HSDPA ou EDGE. Foi pior que a TIM.
- Vivo (atual): finalmente aonde eu queria. Todos me diziam "vai para a Vivo" quando eu estava na Oi, e eles tinham razão. Vale a pena abrir mão do Claro Wi-Fi e pagar um pouco mais. A 3G da Vivo é realmente estável e funciona mesmo em qualquer lugar, inclusive no metrô, coisa que me surpreendeu. A qualidade do sinal deles é impressionante, o que nos leva a pensar mesmo que ela é a melhor operadora do Rio. Agora pago mais caro, mas está bastante tendo retorno.
domingo, 27 de outubro de 2013
Minutos torturantes
Alimentei minhas expectativas e dei uma folheada no jornal. Nada. Notei que tudo se voltava ao mesmo assunto de novo, portanto, nada. Além do mais, nada me trouxe aquele clima animador de "é domingo, você vai ficar à toa", nem o periódico com as Frases da Semana, muito menos um jogo no celular ou olhar para o teto e pensar que não estou trabalhando ou no colégio.
Acabei que desisti, e, óbvio, e fui me arrumar. Estava atrasado e meu telefone tocou. Desci, esperei meu amigo, e fomos à batalha. Faltava pouco tempo para a primeira fase do desespero, mas aconteceu mesmo assim. Enquanto conversávamos na rua, uma senhora pede ajuda, mas infelizmente não pudemos ajudá-la: estava na hora e não podíamos ficar ao lado dela para avisá-la que lá vinha o ônibus dela. Pobrezinha, espero que tenha se dado bem.
"Documentos, por favor", disse o fiscal. Entreguei-lhe agilmente para fins de apressar minha ida à mesa. A segunda etapa começou. Se não me engano, deve ser a etapa mais torturante entre todas. Ainda que você saiba que não tem nada para fazer, você olha para um lado, para o outro, e nada. Coloca a mão no bolso com aquela velha cisma de pegar o celular e ver algo legal, e nada. Nada se pode fazer nesse momento. Só olhar para a parede, e no meu caso, aguardar uma hora até o sinal tocar. Confesso que tentei dormir.
Então começou a terceira etapa. Estava com tudo em mãos, só faltava agora meu cérebro puxar informações que não ouço há um tempo ou relembrar o que foi dito ao longo da semana. Preparei palavras delicadas e as anotei num tom preto com uma caneta esférica e ainda passei de um papel para o outro. Mudei de idioma, debati textos, e depois, conheci Pitágoras e seus amigos e nada do tempo passar.
Mas a terceira etapa nem é tão desesperadora quanto a segunda. Aquele cubículo retangular é quase que uma cela. Havia um texto, aliás, se não me engano, ontem, que falava exatamente sobre celas. Me senti em uma. Tudo branco, silencioso, você totalmente limitado e mesas apertadas. Eu só pedia a Deus para me tirar dali. Por sorte, às 16h40, ele fez isso. E, de brinde, às 17h, me ofereceu um belo de um bife à milanesa. Não é à toa que a senhora disse que eu e o meu amigo eramos iluminados.
sábado, 26 de outubro de 2013
Enem 2013: primeiro dia
A primeira observação que notei foi que, se comparada à prova do ano passado, esta se encontra mais dificultosa, e nem falo dos temas abordados. A prova parecia mais cansativa que a do ano passado, tratava de assuntos que eu realmente tinha conhecimentos, outros que era realmente pura interpretação, mas havia uma quantidade exaustiva de textos, incluindo algumas questões que demorei a responder pois minha resposta não batia muito bem com as opções.
Mas deu tempo. Em 2h30, consegui responder a prova, revisar e depois revisar enquanto marcava o cartão resposta. Acredito que a minha "fama" de fazer provas sem postergar tenha impactado bastante no horário, e até pode coincidir com a nota, mas tenho fé pois, com três revisões, obviamente eu atentei a todos os detalhes das questões.
Só não digo o mesmo para a segunda prova de hoje, que era física, química e biologia, as matérias na qual mais encontro dificuldade desde o 5º ano. Achei algumas questões que poderiam ser respondidas com um conhecimento mínimo, e outras, só no chute mesmo. Não fiz uma conta, não lembrava a fórmula de nada, e me chamem de idiota, mas eu nem sabia fazer um cálculo estequiométrico e nem sequer sabia quando utilizá-lo.
Enquanto humanas, parece que o Enem decidiu largar um pouco de pé esta questão de tecnologia para falar mais sobre atualidades. Houve questões sobre protestos europeus, e, que eu nem esperava tanto assim, sobre D. Pedro e conflitos da Palestina -- aliás, eu acho que era sobre o Google. Ainda deu destaque sobre a questão cultural brasileira. Lembro de algumas questões sobre a cultura africana e ainda outra sobre uma suposta premiação tendo relação com o meio cultural do Rio de Janeiro. Esqueci.
Ah! Filosofia, algo que me interessou muito, mas como eu já estava exausto, dá a acreditar que somente a questão do Maquiavel estava correta em meu cartão de resposta. Abordaram assuntos sobre Aristóteles, Maquiavel, Descartes e, de novo, Kant. Pra variar, a esquerdalhada decidiu falar de Marx e algumas críticas ao capitalismo e meios de produção.
Posso dizer que a prova foi bem tranquila, mesmo com a pouca quantidade de estudo a respeito que tive nesse ano. Não tive tanta dificuldade assim, embora estivesse bem nervoso e consegui errar uma marcação no cartão resposta. Notei algumas pessoas que terminaram a prova em 1h, outra pessoa em 20min (sério). Mas ainda assim, para quem não tinha o hábito de ler, devo dizer que teve alguma complicação bem legal. Meu problema de vista que sabe.
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
Na reta final
Sim, eu falo do último dia antes do vestibular, a reta final -- pelo menos para mim. O Enem começa amanhã, e vai até domingo, e no meu caso, é a prova mais importante do ano, e se pararmos para ver a quantidade de universidades que utilizam esta porcaria, infelizmente, o título persiste. Há um pouco de tensão de ar, ou melhor, muita tensão no ar.
Desde cedo, me encontro com o computador ligado assistindo aulas no Descomplica, assisti também um projeto que esqueci o nome, mas que deu uma boa ajuda para lembrar mais ou menos como o exame funciona. Acho que deu para pegar uma boa quantidade de informações que pode ou não ser útil amanhã, principalmente em humanas.
Mas declaro como verdade absoluta o meu real estado de desespero. Acho que nunca fiquei tão tenso por uma prova na minha vida inteira, e para piorar esta tensão, ainda estou afobado pelo simples de eu ser uma aberração em exatas. Só espero que tenham feito a prova de humanas e linguagens de uma maneira bem fácil, é a minha única salvação. Desejem-me sorte.
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
Insônia de verão
E o que a gente faz nesses casos? Se conforma ou tenta de novo, mas eu me conformei mesmo. Opto por um rádio, aquele velho amigo que foi esquecido há um bom tempo, você se lembra. Pois é, ainda tenho o meu, mas não falo de colocar meu iPod nele ou algo do tipo. Falo sobre frequências, 90,3 MHz, 96,5 MHz, entre outras frequências da minha seleção favorita.
Mas só isso não cura. Falta um aditivo, algo para completar o meu eu e um rádio no escuro com um abajur aceso, sentado numa poltrona de domingo, sozinho num apartamento inteiro, ouvindo músicas ou a Míriam Leitão comentando mais uma crise econômica. Falta o aditivo, o melhor amigo da solidão: whisky e cigarro, que coloco num copo com gelo aos poucos, com maior cuidado do mundo, e na janela, algumas tragadas. Mas nesse caso, ouço a JB FM. São músicas mais ao clima.
Já está amanhecendo e preciso me arrumar. Devo dizer que a madrugada foi boa, mesmo não dormindo. Meus amigos do trabalho vão saber que bebi, já o povo do metrô, que aguarde meus roncos. Preciso mesmo ir. Bom dia.
sábado, 19 de outubro de 2013
Acompanhado
Hoje não foi diferente. Acordei, tomei banho, arrumei a casa antes de sair, coloquei meu tênis e fui para a rua. Entrei no carro com a minha companheira e segui viagem. Parei na vaga mais perto da praia mais linda da cidade, e depois, retornei ao carro e fui atrás de uma livraria. Escolhi os meus livros favoritos e joguei-os numa bolsa que ganhei da livraria. Retornei ao carro, de novo.
Fui ao cinema, fiz compras, fiz uma fritada, me joguei no sofá e dormi. Acordei cansado, arrumei a cama, segui esta rotina toda de novo, mas no trabalho. Mas a melhor parte é lembrar que não estou só, mesmo dando uma traída às vezes com alguma outra mulher qualquer. Tenho a melhor pessoa do mundo. Tenho eu mesmo, eu e minha sombra, eu e minha cabeça que me acompanha sempre. Acho que estaria perdido se não tivesse esta companhia.
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
Páginas marcantes
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
A vida que eu queria
Recebi a notícia que seja bem provável que eu esteja empregado pela primeira vez na vida, mas não há confirmação. Não conclui o processo seletivo, falta um documento não entregue por culpa da burocracia de colégios particulares. Mas, até onde dá para entender, a última etapa foi feita, que é o exame médico, e este foi aprovado. Não há dúvidas de que uma notícia de emprego novo seja boa, mas é mais do que isso.
Em toda a minha vida sempre ficava maravilhado no Centro do Rio de Janeiro. É histórico, gigantesco, é lindo demais. Ficava com os olhos arregalados ao andar pela Av. Presidente Vargas e ver aqueles prédios gigantes, e quando fiquei mais velho, casas e monumentos antigos de ruas como a Rua da Conceição. Hoje, conhecendo a história do Rio, este amor se consolidou de uma maneira inseparável. Sem contar que poderei ir ao trabalho de metrô, e isto é um ganha tempo absurdo.
Retornando à realidade, não tenho confirmações, mas especulações quase certas. Este poderá ser meu cotidiano daqui para frente, iria adorar, sem reclamar. Tenho agradecimentos a fazer por isso, e ainda tenho algumas histórias que consegui hoje -- uma engraçada, outra triste e outra "um mico". De resto, só tenho que relaxar e imaginar. Aaaah...
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
A polícia agiu certo
O caso se resume em um assalto evitado por um polícial que, fora de um carro da corporação, detém um assalto. A vítima, com uma GoPro no capacete, foi abordada num cruzamento por um marginal na carona de uma moto pilotada por seu comparsa. Armado, aponta a sua pistola para a vítima e segura o guidão da moto, e, sem pestanejar, a vítima acaba entregando a chave, alarme, tudo, e enquanto isto, a vítima filmava tudo pela câmera no capacete. Na hora em que o assaltante toma posse da moto, um policial, quase à paisana, sai de seu veículo pessoal e atira duas vezes seguidas e acerta o bandido.
Não há cabimento dizer que o assaltante é vítima, aliás, há duas situações que desmentem isso. A primeira é uma prova: além de quem avistou o assalto, havia uma gravação provando o que com certeza veio como prova de um processo, mas o policial não havia conhecimento disso antes de atirar. Em segundo caso, o bandido estava armado e com uma arma apontada diretamente nos olhos da vítima, ou seja, o policial conhecendo leis e sabendo quando deve ou não agir, sabia que, ao atirar, agia em livre e plena defesa tanto da vítima, como dele e quem estava no trânsito, e ele viu o assalto.
Analisando o ponto criminalmente, sem necessidade de muita perícia, o bandido estava errado, mas há quem diga que ele estava certo. Nenhum marginal é correto, principalmente quando é pego no flagra, o que foi o caso. O policial estava num carro pessoal? Sim. Estava armado? Sim. Se não me engano, a arma é propriedade do policial para legítima defesa -- imagine só um bandido te reconhecer após uma operação numa favela? -- e pelo uniforme, ou estava se encaminhando para o batalhão, ou estava retornando, o que ainda faz dele um policial, mesmo fora da hora de serviço. Não havia prova de dúvidas, o tiro foi necessário, não havia outro jeito. E não, o carinha não assaltou porque ele estava desprovido do básico. Assaltou porque quis.
Mas recorrendo a sensatez sempre que for preciso: o cara deu muita sorta. Teve sorte não só por estar filmando e ter facilidade, já que, o bandido burro assaltou uma pessoa com uma câmera gigante na cabeça, então é bem lógico que é possível ver a cara dos dois assaltantes, como também, por estar no trânsito um policial. Mesmo assim, me espanto pela rapidez e como o ato foi certeiro sem falhas. Dois tiros, certos. Wow!
A moto foi recuperada, mas o bandido manteve-se vivo e ouvi dizer que há quem queira dar amparo ao marginal. Que dar amparo o quê? Dê amparo para agilizar o processo para chegar na cadeia. Já não basta um infeliz desses estar vivo e ainda precisa de amparo? Conversa pra boi dormir.
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Subúrbio
O termo subúrbio é muito constante de acordo com a região. No Rio de Janeiro, o subúrbio é tratado como bairros que não tem os mesmos benefícios que o Centro e Zona Sul tem. Bairros como a Grande Tijuca, Copacabana, Leblon, entre outros, pelo povo, não é considerado subúrbio, com algumas brigas em questão da Grande Tijuca dizendo que é "subúrbio como Madureira", que seguindo todas as lógicas tanto carioca como a definição norte-americana de subúrbio, a Tijuca não é subúrbio pois está perto do Centro (e é verdade) e ainda tem quase que um cotidiano similar a alguns bairros da Zona Sul. Seguindo a lógica que utilizo no dia a dia, São Conrado é subúrbio assim como Madureira e Barra da Tijuca é subúrbio, mas fica para a próxima. Vou falar como os cariocas falam porque é a nossa realidade.
É maravilhoso, sério. Que lugar você sai às 23h, vira uma esquina e tem uma roda de samba? Lugar nenhum! Estive nos arredores de Maria da Graça e Del Castilho, você nota isso sem sair de casa. Sem contar que, de um jeito ou de outro, o suburbano sempre arranja diversão em coisas mínimas, ou em algum podrão que tem alguns que você nem vomita no dia seguinte -- tipo um aqui perto de casa. Não precisa de um Outback para ter diversão... ouviu, Barra?
Ou então, sem rodas de samba das esquinas, vamos para algo grande: aonde fica as maiores escolas de samba? Cara, não tem lugar melhor para isso! Todos aqueles desfiles, todas aquelas alegorias, aquela cantoria de fevereiro, a energia, os melhores blocos, tudo, tudo mesmo, vem do subúrbio. O samba vem e veio das favelas, as escolas de samba estão nas favelas ou nos asfaltos suburbanos há muitos anos: Portela, Mangueira, Imperatriz Leopoldinense, Salgueiro, Vila Isabel, tudo. Não há lugar mais característico. Claro que a Lapa tem um samba de qualidade, mas vamos entrar num consenso: nenhuma escola de samba está realmente na Lapa.
Ainda, se você conhece a história da cidade, você pode reconhecer os pontos do Brasil na época do engenho. Você pode, dependendo de onde você mora, ver um trem de carga buzinando todos os dias de madrugada porque trem de carga anda assim, e tudo isso nos trilhos da SuperVia indo para o porto, coisa normal que acontecia há anos, pelos mesmos trilhos que foram adaptados para a necessidade atual. Há momentos em que, se precisa de algo, cada bairro tem o que você precisa evitando de ir ao Centro. Sou suspeito por dizer que compro todos os meus resistores, capacitores e afins numa loja lá no Méier -- Eletronal, se não conhecem --, e é tudo barato. Sem contar que, no geral, subúrbio tem cada casarão que não tem mais tamanho, dando uma grande vantagem para os que odeiam apartamentos lata de sardinha.
Estarei sendo muito sincero agora: o subúrbio é maravilhoso, pena que não é pra mim. Não sou desses de ficar frequentando rodas de samba, porque mesmo que eu goste de samba das antigas, fico mais na minha sendo velho e chato preferindo estar próximo de um teatro frequentando todos os dias, estar ao lado do Centro, e ainda, em shows que tem no Circo Voador, ou seja, é desvantagem para mim dependendo do bairro -- moraria no Méier, estourando. Mas acreditem, no subúrbio você vê coisas que ninguém jamais viu em outras regiões da cidade, e digo mais: Machado fez certo em colocar Bentinho no Engenho Novo.
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
Ainda uso as velhas notas
Eu não falo de notas de escola, não falo de "mãe, fui na rua, volto às 23h", nada disso. Falo de anotações, tudo, como se fosse aquele velho bloquinho dos jornalistas de desenho animado com um chapéu "PRESS". Velhos bloquinhos (ou Moleskines) com dicas interessantes, coisas que precisei tomar nota, raciocínios para fechar, informações de textos e mais textos que já escrevi, telefones importantes, processos da Anatel e tudo que há de direito. Tudo guardado numa pasta de plástico com um elástico bem frágil.
Não somente estas notas: acho que o povo também esqueceu dos sticky notes, ou conhecido como "papelzinho amarelo". Arrumando, decidi eliminar o excesso da parede: comprar pão, pagar conta de telefone, estudar o capítulo 27 do livro de história, entre outros. Tudo no lixo, já foram usados, certo? Talvez. Nunca comprei o pão, mas estava lá, lembrando algo num espaço que estou todos os dias, e cá entre nós, esta rotina nunca findará.
Mesmo com esta tecnologia avançada de hoje, não consigo me adaptar. Claro, no colégio, eu anoto algumas atividades no Evernote, principalmente naqueles momentos em que você fica sem tocar no caderno de novo por 30 minutos e seu professor passa mais uma coisa e você não abre a mochila de jeito nenhum. Uma exceção dada a preguiça, que é incansavelmente interminável. Mas não, as velhas notas, o velho cheiro de caneta, papel, rasgar papel, colar na parede e esperar que eu use algum dia, estes continuam.
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
BikeRio, o ideal para a mobilidade urbana
O BikeRio é uma proposta muito inteligente e está disponível quase que na Zona Sul inteira e com planejamentos para expandir para a região da Barra da Tijuca e Tijuca, trazendo em conjunto, novas ciclovias para a maior parte dos bairros que estão no planejamento da Prefeitura do Rio de Janeiro e Itaú. O serviço está próximo das ciclovias, estações de metrô, praças, orlas, entre outros.
Para utilizar o serviço, basta apenas você ter um celular, um cartão de crédito e cinco ou dez reais. Você, pela internet, cria uma conta e escolhe a forma de pagamento, ou melhor, seu cartão de crédito, já que só é permitido o pagamento pelo cartão -- um apelo ao boleto bancário, mesmo eu tendo cartão de crédito. Você tem a opção de comprar um passe diário, que te dá 24 horas para usufruir do serviço, que custa 5 reais, ou um passe mensal que dura 30 dias e que custa apenas 10 reais.
Claro que você não fica com a bicicleta por toda a vida, aliás, dias como domingo em que há briga e um "pra lá e pra cá" para conseguir uma bicicleta, é quase impossível permitir isso. Para evitar conflitos assim tanto para os usuários como para o Itaú, você tem uma hora livre para usufruir da bicicleta em todo e qualquer lugar da cidade, e é o que eles chamam de "hora gratuita". Passado este tempo, você ou devolve e fica sem pagar nada e aguarda 15 minutos até pegar outra bicicleta, ou paga mais 5 reais e a cada hora um valor adicional, como dessa hora.
Quando assinei o serviço, cheguei a pensar que estas horas seriam injustas. Mas afinal, uma hora é pouco? Não, não é. Peguei a bicicleta na estação Anibal de Mendonça, Av. Vieira Souto, Ipanema. De lá, segui o caminho até o fim da avenida e depois retornei ao começo da Av. Delfim Moreira, no acesso à Av. Niemeyer, parando na Farme de Amoedo, deixando a bicicleta numa estação de esquina. Fiz isto tudo em um tempo por volta de 40 minutos, e acredite, cansa.
Já expliquei o pagamento, que é super em conta, no qual eu vou gastar apenas 10 reais por mês e vou ter bicicleta pelo resto mês inteiro, e olha que para mim, que vivo na Zona Sul, é uma pechincha, já que não gasto com transporte público e ajudo no trânsito. Digo isto porque eu posso pegar uma bicicleta, vamos supor, na praça Cardeal Arcoverde, aonde geralmente salto no metrô quando estou em Copacabana, e posso ir até a Pedra do Arpoador e deixar a bicicleta naquela estação, desde que tenha vaga. Ou seja, você não precisa voltar para aonde você retirou a bicicleta, deixando algo bem mais viável.
Por fim de papo, chego na segunda parte que mais me alegrou no serviço. Para retirar a bicicleta, você tanto pode ligar para os números 4063-3111 ou 3005-4316 (ambos DDD 21), ou, o que é muito mais prático, instalar o aplicativo que tem para Android e iOS, fazer seu login, e dali mesmo, liberar a bicicleta, seguindo as instruções. No aplicativo ainda há mapa da cidade com as estações, no qual diz aonde você está posicionado por GPS e ainda diz quantas bicicletas há livre nas estações. Se estiver na rua ainda, você pode comprar o passe pelo aplicativo, sem tocar num computador.
Diferente do WikiRio, um site sobre o Rio (duh), achei o serviço simples. Muitos reclamavam pelo motivo de que não conseguiam retirar as bicicletas e depois da quinta tentativa, a minha foi liberada, mas o motivo pela falha foram os servidores lotados, tanto que às 18h eu consegui liberar a bicicleta de primeira na estação do Cantagalo. O serviço é simples, mas só se você conhece ou se já acessou o site alguma vez, pois seguindo os passos da estação, realmente, é confuso. De qualquer maneira, depois do primeiro uso, segui minha viagem em paz. As bicicletas são bem confortáveis, por sinal, e ainda há regulador para os bancos, caso você seja que nem eu, que odeie bancos baixos.
Se você está na Zona Sul e não tem como carregar uma bicicleta, opte por esta escolha. O Itaú e os envolvidos estão de parabéns pelo projeto, inclusive a prefeitura me surpreendeu com a quantidade de ciclovias que há na região, e digo isso fora da orla mesmo. O BikeRio é uma ótima alternativa sustentável e que não prejudica nada e a ninguém. A ideia precisa ser espalhada pela cidade toda, mas infelizmente, só temos ciclovias na Zona Sul. Uma boa dica, Prefeitura!
Para mais informações, acesse: http://www.mobilicidade.com.br/bikerio.asp.
Nota do autor: este texto não foi pago pelo Itaú, Prefeitura, ou nenhuma empresa. É um "review" mesmo.
domingo, 29 de setembro de 2013
Os jovens escutam bossa nova
Eis que ela tem razão. Em todo o show, como eu já havia dito, não avistei um jovem da minha idade ou próxima. Não haviam crianças, não haviam adolescentes, apenas adultos e senhoras e senhores que já estão entrando ou já estão na terceira idade. O espanto da mulher ao proclamar "são novos e estão aqui ouvindo Tom Jobim" faz sentido.
Nunca na minha vida encontrei tanta gente que admirasse MPB com certa idade abaixo dos trinta, quem dirá bossa nova. Confesso isto na base do meu vínculo social em que alguns (ou quase todos) nem sabem quem é Chico Buarque, quem dirá outros demais, como Edu Lobo, Toquinho, entre muitos outros. Não só a mulher da fila se espantou com esta visão, pois eu também, já que jazia uma mínima esperança dentro de mim de ver alguma menina de 17 anos cantando Dindi, e de preferência bem próximo aonde eu estava, se é que me entende.
Por fim, deixo este último parágrafo para comentar o show. Já acho a Vanessa da Mata uma mulher surpreendente, a voz dela é linda, muito clara e limpa, é um espetáculo, mas ela cantando Tom Jobim foi a coisa mais incrível ainda. Parou alguns momentos entre músicas para, sensatamente, dar sua visão literária sobre as composições do nosso querido maestro. Mas a coisa que mais me surpreendeu foi ela cantando Samba de Uma Nota Só, que sem dúvida, mostrou-se uma grande cantora. Cheguei a ficar arrepiado na troca de notas. Que voz, que mulher!
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
Ouça o que dizem, Dilma
Infelizmente, a The Economist tocou em assuntos grandes e válidos, gerando uma crítica bem construtiva. Segundo a revista, o Brasil, sendo uma grande potência mundial, um emergente, de repente, teve uma queda considerável em termos econômicos e de desenvolvimento geral. Exemplos são dados em questão da infraestrutura do Brasil e a inflação que só tende a crescer e que não será neste mandato que este problema será solucionado, como já se fala na mídia brasileira. A revista cutuca a presidente de várias maneiras em quatorze páginas em inglês falando apenas sobre a ineficiência brasileira.
As 14 páginas falam apenas verdades, mas Dilma questiona. O questionamento surgiu em seu Twitter que foi recém-ativado alegando que a revista está desinformada, mas quando na verdade parece mais que o PT que está desinformado. No tweet, a presidente destaca a taxa de empregos, dólar estável e inflação sob controle, quando na verdade, não está. A revista apenas tornou de "conhecimento nacional" para "conhecimento internacional" o que os colunistas do Globo falavam com frequência. Basta apenas procurar as edições do mês passado que terá tudo que precisa sobre o assunto.
Eu não entendo de economia para falar sobre a estabilidade do dólar, nem vi as pesquisas atuais de desemprego, mas a inflação eu sinto todos os dias. A inflação pode até estar dando uma melhora gradual com o tempo, mas o país passa os dias inteiros em crise. Infelizmente, a cúpula da presidência e ministérios parece notar, mas sempre tentam passar uma imagem positiva do país, quando na verdade, não passa de pura ilusão de ótica e a história é bem contrária ao que dizem. Basta ler os gráficos.
Dilma prometeu muito ouvir o povo depois da época de protestos, mas parece que não está de fato executando o que disse. Mais uma medida que fica pela metade, se formos analisar bem. Não apenas deve se olhar o que o povo quer, escute os profissionais. Não é só a crítica popular que pode mudar o país, e sim também, críticas de professores, economistas, tudo. A The Economist tem razão e acabou de adicionar mais um item na pauta das eleições de 2014. Vejamos quem vai saber usar as informações de maneira cabível.
Entre o velho e o novo
Saí de um dos buracos mais antigos da cidade, mas não tão antigo assim. Subi, caí no maior camelô da cidade, e sai numa ruela. Uma das ruelas mais antigas da cidade com casarões antigos que viraram lojas com uma história toda ali, viva. Monumentos novos ao redor, como os prédios giga-gigantescos que você vê quando está chegando na Av. Rio Branco, ou até mesmo lojinhas novas, mas que na verdade, utilizam uma arquitetura de mil-novecentos-e-Dom-Pedro.
Esta é a graça do Centro do Rio de Janeiro. Quando se está lá, você faz a conexão entre o velho e o novo. Se você se sentar na Av. Rio Branco (ok, impossível) e notar cada pedacinho da antiga Av. Central, você vai sentir isso na pele. Ali, mesmo tendo todos aqueles prédios que hoje são de empresas X e Y que chegaram ao Brasil quase no século XXI, lojas grandes atuais, se você tapar os ouvidos e imaginar as charretes, é o Rio de Janeiro das antigas. Ainda há resquício daquilo, principalmente quase na Cinelândia, aonde há a Biblioteca Nacional, Theatro, entre muitos outros. Tudo belle epoqué.
Ok, não precisa ser no "ponto cultural-histórico nobre do Centro". Podemos ir à Saúde, Central, qualquer lugar. A Rua Camerino, Marechal Floriano, qualquer uma ali, com casarões gigantes, hoje sendo lojas ou depósitos. Nem mesmo aquele prédio giga-gigantesco da Embratel disfarça a essência de um bairro que há tempos foi um local nobre e frequentado por muitos e já foi caminho da Família Real para algo, que coitados, foram expulsos agressivamente do Brasil..
Não há herança maior que essa. Esses dias eu vou ter que passar lá de novo. Espero consegui puxar o ar e sentir cheiro de bosta de cavalo, imaginar estar pisando num paralelepípedo sem ser furtado, como quase aconteceu das últimas vezes. Mesmo com a modernidade, aquilo lá continua lindo de doer os olhos e fritar o cérebro por querer imaginar aquilo tudo antigo e não conseguir porque é coisa demais.
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
Conto: O menino
— Cinquenta... setenta e cinco... um real... — dei um suspiro de leve. — É... dá para comer algo... devia ter trazido minha carteira.
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
Crítica aos "revolucionários" brasileiros
Os argumentos sobre mudança que vi foi: hoje vejo brasileiro debatendo política. Será mesmo? Brasileiro não sabe debater política. Brasileiro acha que sabe debater política, mas não sabe. Nunca vi um brasileiro realmente me dizer o básico, que é a diferença real entre as ideologias comunistas, socialistas, fascistas, nazistas, liberais e várias outras que há e mesmo assim, defende Marx como seu deus. Além disso, defendem também Che Guevara como um herói enquanto critica os princípios capitalistas em defesa de uma visão "revolucionária" com base no "proletariado santo e burguesia macabra", mas que na verdade, os próprios usufruem produtos overpriced e são consumistas com vergonha de se assumir. Além disso, não conhecem os "heróis" que tanto comentam, como Che Guevara, que é mais um vagabundo que só queria poder e ainda mais assassino do que um revolucionário como todos dizem enquanto os olhos brilham. Ele é o culpado por Cuba ser o lixo que é hoje, e o Brasil talvez sendo líder de vendas com camisas sobre Che Guevara. Ninguém sabe a verdade dele e há quem queira a visão dele no Brasil. Eu acho que Che Guevara só perde para Stalin, outro vagabundo.
O que aconteceu? Não mudou nada. Mais uma vez, vai todo mundo votar na Dilma, ou se o Lula vier, votará no Lula em prol das políticas assistencialistas que o torna "um grande líder", mas que na verdade, só torra o dinheiro com o que não deve e é ele que devia estar no STF hoje, esperando milagres em que "o estado vai se tornar justo" dando mais poder ao estado em tudo que há direito. O estado deveria nos dar bem estar, não tomar conta de nossas vidas. E ainda falam em ditadura. Fala sério, depois eu que sou chato.
sábado, 14 de setembro de 2013
Noções de tempo
Lembro de certos momentos na vaga infância em que chegar era chegar em casa, passar por toda aquela paparicação de janta, tomar banho, e logo em após ter feito todas aquelas tarefas de casa aplicadas pela tia, brincar como se não houvesse amanhã. Quando era final de semana então, poxa, era o dia brincando com as outras crianças do meu prédio. Não porque era criança, mas parece que tínhamos muito o que fazer e o tempo parecia que não acabava nunca.
Hoje, pego um livro, leio 30 páginas, e quando olho, passaram-se minutos e mais minutos. Não contente, ainda temos que encarar isto com o trânsito, com todas as travessuras do destino e do tempo. Se pego um livro para ler, quando eu olho, mesmo tendo finalizado, já perdi uma grande parte do meu dia, e eu ainda quero assistir um filme, mas geralmente não há tempo. Ainda há o maldito vestibular, e não agora mas que virá logo adiante, um emprego.
Não temos mais noção de tempo. Nem mais vejo esta noção de manhã enquanto me arrumo para o colégio e para passar o dia inteiro enfurnado na rua, fugindo do calor fritante do Rio de Janeiro, das travessuras do destino e aturando a linha 2 do metrô. Ainda assim, temos que conviver, mas continuo com a minha ideia de que minha vida seria melhor com 72 horas por dia. Quantos livros eu iria ler? Quantos filmes eu veria? As minhas séries ficariam em dia? Estudaria? Lógico, tudo isto em um conjunto completo. Quase um plano "Gold" que as operadoras oferecem, dando opções: pacotes com direito a 12, 24 e 72 horas de ação diária, incluindo 8 horas de sono adicionais e 10 carneiros. Seria uma maravilha.
domingo, 8 de setembro de 2013
Sério, eu não assisto televisão
Sério, eu não assisto televisão, e olha que não tenho apenas a TV aberta de opção. Como um cliente pré-histórico da NET, conheço as imediações da TV paga, aberta, meia-aberta (MTV, Multishow, entre outras) e parabólica. Sinceramente, eu conheço a TV de cor, e eu conheço a degradação dela, sendo eu o interessado por canais de documentários desde que eu era um moleque. No fim das contas, todos os canais, incluindo os documentários, caíram bastante.
Não é culpa d'eu ser chato, é culpa do canal mesmo. O History e Discovery Channel foram os que mais sofreram com o decorrer do tempo, e simplesmente, sumiram todos os programas interessantes e foram surgindo outros nada a ver. O History, que eu adorava pelos documentários históricos, hoje passa mais programa de colecionadores de quinquilharias e aliens do que a história própria e dita.
Não somente dando foco à TV paga, voltemos à TV aberta: a Globo e todos os outros canais só passam chatice, e ainda temos que aturar estas mesmas emissoras passando séries americanas com uma dublagem mal feita e ainda passam pela metade. Como assim? Retornando o foco: a TV aberta peca mais que a paga, lógico, mas está demais. Todo dia, quando eu tomo a coragem de ir na sala de estar e sentar um pouco no sofá, nem os telejornais (a não ser o Jornal da Globo) me passam alguma sensação boa. O Jô Soares só passa num horário em que já estou dormindo, e eu não tenho condições de assistir.
O pior é que já me disseram "mas tem os canais das suas séries favoritas", mas não vale a pena gastar uma mensalidade caríssima por isso sendo que eu posso pagar quinze reais por mês e ter tudo, ou então baixar. Mesmo que ilegal, eu tenho todo aquele conteúdo na minha frente e posso vê-lo quando quiser, ou até comprar na iTunes Store, sei lá, a internet propõe algum muito mais completo e divertido. A TV já teve seus dias melhores.
E a pátria que se dane?
Sério, é uma coisa que não bate com uma outra coisa, e você fica pensando: será que realmente isto tem serventia ou é só mais uma baderna? Claro, há manifestantes, não impeço a ideia de manifestar, eu acho até lindo ver que a pessoa está defendendo sua indignação, sua ideologia e ainda querer agir politicamente, e no entanto, é até permitido, desde que você seja cidadão, não que seja um bastardo qualquer. Mas hastear uma bandeira cubana enquanto queima a bandeira brasileira? Eu não acredito que algum brasileiro pôde ser tão covarde, imundo, traidor, retardado, delinquente e marginal a ponto de cometer uma atrocidade contra a pátria como uma coisa dessas. Deviam estar presos.
Eu sei que você está puto, eu também estou. Ver os impostos me mata do coração, ver a burocracia pior ainda, entre tantas outras coisas que temos que engolir à seco, mas não hasteei nenhuma bandeira americana, britânica ou sei lá qual enquanto queimava a brasileira. Não mesmo. Acho já está na hora de sentarmos em roda e debater, porque do jeito que está, vamos destruir um país inteiro e vai continuar a mesma coisa. Apenas um gasto de energia, pois para protestar, ideias e atitudes precisam estar formadas, e pelo visto, não está sendo o caso. Deus nos proteja.
sábado, 7 de setembro de 2013
Despedidas
Por nós, nada teria fim,
Pena que existe o verbo "findar".
E ainda por cima,
Existe uma coisa:
Uma despedida.
Uma lágrima,
Uma rosa,
Uma flor,
Um aceno,
Chapéus levantados,
Um adeus.
Pode ser o último?
O primeiro de muitos?
Ninguém sabe.
Só cabe a tristeza.
Se eu pudesse,
Não deixava ninguém partir.
Se eu pudesse,
O mundo dos enamorados não partiria.
Se eu pudesse,
Tudo teria mais oi e menos tchau.
Se eu pudesse,
Não veria a um casal findar-se.
O beijo da namorada,
A carta de despedida,
Uma gota num sorriso,
Um lenço bem umedecido,
Soluços de choros,
Um adeus.
Pode ser o último?
O primeiro de muitos?
Ninguém sabe.
Só cabe a tristeza.
Lutaremos até o fim
Desesperados, não sabiam o que fazer. No passado, seus antepassados haviam planejado de tudo para impôr seu desejo marxista, o seu sonho utópico, que para eles solucionaria tudo. Mas não fazia diferença: milicos, políticos, e até mesmo os Estados Unidos poderiam impedi-los, mas não faria diferença, revidariam, levantariam e agiriam. Esta era a pauta da reunião do pequeno grupo que pensava numa utopia hiperbólica.
Ao sair do prédio na Av. Rio Branco, desceram em sentido à Uruguaiana. Desceram, riram, e pararam no McDonald's. Jantaram, e de lá foram para mais um protesto da noite, com gente vestindo camisas de partidos e movimentos como PT, PSTU, PCdoB, PSOL, MST, entre muitos outros partidos que apenas prezam o bem do país. Enquanto protestavam e gritavam pelo fim do corporativismo, pelos trabalhadores – como se apenas eles trabalhavam –, nosso companheiro tomava mais um gole de sua Coca Cola para refrescar a garganta exausta pela gritaria, e depois, abaixaria para amarrar seu tênis da Nike.
Logo após o fim da noite, pegavam seus carros: um Ford EcoSport, um Fiat Idea, um Mini Cooper e seguiam para seus apartamentos na orla da Barra da Tijuca. Ao chegar, desfrutavam mais uma garrafa de whisky escocês enquanto fumavam charutos, e mais ainda, apreciavam a incrível vista da cobertura, que dava para a praia. Brindavam com palavras como "à vitória da nossa luta". Acho que nunca mais veremos revolucionários melhores que estes três. "Ao futuro do país!", diziam.
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
Segundo dia de Bienal (04/09/13)
A ida foi de metrô. Sim, sai da Zona Sul para o Riocentro de metrô. Saltei na estação Del Castilho/Nova America e aproveitei para almoçar no shopping. De lá, peguei o 613, que por curiosidade, eu cheguei no evento em 20 minutos. Então é a melhor dica caso você tenha acesso ao metrô, ou pelo menos acesso à estação.
Chupa, Subway! Por favor, espacinho para comentar isto, pois o Quiznos é muito melhor que o Subway e ainda, por seis e pouco, comi um sanduíche de frango com um molho delicioso, com uma saladinha de leve e ainda levei um copo de Coca com 300ml. Se fosse no Subway, seria uns cinco reais só do sanduíche de churrasco e mais uns três reais só do refrigerante e seria muito mainstream. Espero que abra logo uma loja dessas perto da minha casa.
O dia foi realmente resumido a passeios escolares, mas mesmo assim, foi muito menos tumultuado que sábado. Consegui entrar nas editoras, ler, e ver que livros eram interessantes, coisa que tentei no sábado e não consegui, simplesmente porque você não tinha a liberdade de parar e avaliar, e apenas julgava o livro pela capa – que é a pior coisa que existe em certos momentos. Entretanto, os preços continuaram os mesmos e quem me disse que estava aquele valor por ser sábado parece que se enganou muito feio.
O Café Literário é fantástico, o verdadeiro paraíso hipster dali. Havia muita gente, estava lotado, mas acabei que não optei por nada. Estava lotado e meu bolso vazio. Mas imagine com uma Starbucks ali dentro? Acho que a famosa cafeteria de Seattle deveria pensar em abrir alguma coisa para vender café no Riocentro, principalmente para a próxima bienal.
Prefeitura, o mesmo erro de novo não... e olha que todos reclamaram e fizeram bandalha de novo. Dessa vez, pelo menos o motorista teve o bom senso de ir até o Recreio, que foi a melhor ideia. A Salvador Allende estava insuportável, a mesma coisa a Abelardo Bueno, então o motorista optou pela Av. das Américas, coisa que eles deviam ter feito desde o começo da feira. Se realmente fizerem este esquema para o Rock in Rio, sei não, vai ser um nó impossível de desatar.
Poucos ônibus. Parece que os elogios para os ônibus especiais acabaram aqui. Fiquei quase meia hora no ponto esperando um ônibus vir, depois mais vinte minutos para outro vir já que o anterior havia esgotado todo o seu espaço e pelas leis da física, seria impossível caber mais um mosquito ali. A demora foi cansativa.
Aproveitando: O BRT é ridículo mesmo, e tenho dito! Enquanto eu passava pela Av. das Américas, fiquei observando, observando e parei para pensar: qual é o problema do PMDB com o metrô? Aquilo não tem nenhum atrativo. Cruzes, Paes! Tá na hora de cavar o buraco, toupeira.
2015, aí vamos nós! É bem provável que eu não vá mais na Bienal este ano, até porque meu dinheiro esgotou e eu não vou ter mais tempo. Se tudo der certo e eu não sair do Rio de Janeiro ou do país, 2015 estarei de novo lá, e se meus projetos derem certo, estarei como jornalista (sim, é um baita projeto). A Bienal traz uma energia ótima, confortável e principalmente atiçadora, já que uma vez, aquele público todo procura um pouco de cultura para ler, seja ela ficção, algo religioso, filosofia, romances, o que for! É lindo, é perfeito. Eu já sabia que era assim, mas agora que fui com a cabeça mais atenta, pude sentir isto de novo e claramente. 2015, já pode chegar porque lá eu vou estar!
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
Sendo carioca
Mesmo que no inverno, um calor que só o Diabo dá conta. Eu seguia para a Bienal do Livro mesmo, mas outros não. Era sábado, era calor, estava na Tijuca, Rua São Francisco Xavier, 10 horas da manhã, e lá opera as linhas da Intersul, para a Zona Sul. Todos iam em direção a estação São Francisco Xavier, obviamente talvez para saltar na estação Cardeal Arcoverde ou Siqueira Campos. Mas quase todos iam para a praia, e disso eu tinha certeza.
Os pontos lotados, cadeiras, chapéus, protetor, a clássica Havaianas (todo mundo usa), bermudão e aquela ecobag que virou moda por aqui com todos os adereços para praia. Alguns lendo jornal no ponto de ônibus mesmo, outros com alguns pequenos livros. Outros caçoando os amigos com pranchas de surf em mãos. Enquanto isso, no Alto da Boa Vista, vulgo hippie descia na Floresta da Tijuca, se não era outra cultura que não identifiquei direito.
Ah, povo feliz. Chegariam nas suas praias, armariam suas barracas, e de lá ficariam contentes até... seja lá o que o Deus quiser e o que viria dos mares, ou até o povo do Arpoador começar a aplaudir o deitar de seu adereço favorito enquanto o Dois Irmãos se ilumina aos poucos. O mar, que estava mansinho, ventinho calmo, fresco, com o sol torrante acima de nós, foi o abre alas do dia. O trânsito, o divisor de águas, mas quem se importa? Parado com estilo, na vibe carioca. Tranquilidade, paz, Matte geladinho e um biscoito Globo para nos alegrar. Isto é ser carioca!
domingo, 1 de setembro de 2013
Texto: Sou o próximo
As flores não eram mais rosas ou vermelhas como antes. Nem o branco era branco, de repente era cinza. Tudo cinza, havia um culpado, mas eu não sei quem é. Aqui na roça, no meio do nada, sem comunicação e energia elétrica, nada. Nada vezes nada, e ainda estou preso num fim de mundo, é apenas isto que posso afirmar. Mas quando eu olho, não tem quase ninguém.
Continuei correndo, mais rápido, e mais rápido. Homens de preto me perseguiam. Gritavam "vem cá, seu merda, nós te odiamos, seu verme" em outra língua, mas o que eu fiz? Eu sou apenas um jovem mortal de 16 anos. Meus pedidos de resgate nunca seriam ouvidos, pois ninguém estava pela redondeza. Tinha até certeza de que nem o vento cantava. Tudo estava parado, exceto eu, a grama na qual eu pisava e os homens de preto.
Por fim, atiraram, escapei. Caíram no rio e não sabiam nadar, já eu, conhecia um atalho e me escondi. Dois dias depois, encontrei um rádio. Eu não sabia, eu não sabia... eu nunca iria saber. Todos foram mortos. Arduamente mortos. Nunca mais os veriam, e estou escrevendo tudo isto neste pedaço de papel. Acho que sou o próximo.
sábado, 31 de agosto de 2013
Pontos da Bienal do Livro (31/08/13)
Saímos da Tijuca às 10h30min a caminho do Riocentro, lá para dentro daqueles arredores entre Barra da Tijuca e Jacarepaguá, Zona Oeste da cidade. Pegamos o Alto da Boa Vista até a Alvorada. Dou destaque a este ponto pelo simples fato de que comprometeram-se em colocar vários ônibus pelo preço de uma passagem normal da Alvorada para o Riocentro. A ideia é ótima e deu certo.
Passado o pior obstáculo, chegamos na entrada da feira. Havia uma confusão por ter apenas duas filas oficiais, mas não era assim que funcionava, e parecia que não era culpa do evento e sim das pessoas. Começaram a criar filas duplas, triplas, e quando via, havia uma quantidade ordinária. Por fim, o evento tomou controle da situação, mas não completo. Foi rápido o atendimento, paguei meia apresentando a carteira do meu colégio.
Acho que estes foram os principais obstáculos na chegada, pois realmente não era muito obstáculo. A ida é tranquila, e mesmo que tumultuado por ser sábado, foi bem fácil. Enquanto estava dentro do evento, havia uma boa quantidade de fast foods, mas com preços elevados. O que abro birra é com a questão alimentícia no local em que não havia um bebedouro, e quando fui perguntar sobre me afirmaram que é normal. É culpa do Riocentro ou de quem organiza a Bienal? Eu não sei, mas pagar um dinheirão por uma pequena garrafa de água é um roubo!
O melhor das confusões foram as editoras, que invés de fazer um preço muito atrativo, havia algumas que além de não dar um desconto no preço único de cada livro, às vezes aumentavam. A Saraiva, que eu esperava sair de lá com pelo menos três livros por uma pechincha, acabou me surpreendendo. O melhor estande mesmo foi da Intrínseca, com livros de R$ 2 até R$ 40. Haviam títulos bons, eram organizados, e por um preço bom, mas não havia descontos como a Arqueiro, que levando certa quantidade, ganhava desconto. A Record estava caríssima, a Companhia das Letras mais ou menos, mas a pior foi a Record.
Além dos preços, não haviam preços. Você pegava o livro e precisava ir atrás de algum vendedor para obter os preços, e muitas vezes não sabiam, lógico. Haviam editoras que não colocaram sequer uma maquininha.
Haviam filas, longas, mas nem todas demoravam. Peguei muita fila e a pior de todas foi a da Intrínseca que, se não me engano, era uma das mais procuradas. Havia muita exposição de livros como Percy Jackson, livros do autor John Green, entre outros. Passei uma hora na fila da Intrínseca não por lerdeza, e sim por quantidade de pessoas, enquanto na Companhia das Letras foram uns 10 minutos. A pior fila foi para voltar. Todos queriam o maldito ônibus para a Alvorada.
Os pavilhões foram muito bem divididos, sendo o azul com as editoras que com certeza foram as mais procuradas. O laranja, que era a entrada, havia mais conteúdo infantil e poucos universitários, enquanto o verde era educacional, mas me disseram que estavam com valores ótimos. Não parei para olhar pois infelizmente não houve tempo. Depois vejo as duas além da azul.
Sentados no chão: foi o lema do dia, e eu acabei lançando a moda de sentar na fila da Arqueiro e utilizar os braços para me locomover enquanto a fila andava, isto por volta das 17 horas, então se viram alguém de camisa xadrez vermelha acompanhado de outro rapaz de camisa branca sentados no chão no meio da fila, era eu. Logo depois, segundo outro amigo, todos começaram a sentar no chão também. Kibe ou vergonha de serem os primeiros? Ou eu que sou mal educado mesmo? Não sei. Só sei que estava cansado (e ainda estou com pernas doloridas).
A tradição da grama nunca acaba, e acho que não será hoje ou amanhã que irá acabar. Havia, como sempre, uma quantidade massiva de adolescentes e adultos sentados no gramado entre pavilhões, sejam eles comendo ou brincando, e até lendo e pegando sol. Alguns namoravam, e realmente era um local romântico, mas o que estraga aquele momento romântico era aquela vala. Espero que isto nunca acabe.
Hipsters! Acho que não tenho o que comentar.
Encontros, o maior problema de lá. Me distanciei do meu grupo por uns segundos e não via o rastro, mas o pior foi as operadoras. A Claro não ficou tão ruim como eu esperava; tinha HSPA+ (3G Max ou 3G+ ou H+), tinha que insistir um pouco, mas funcionava, e ainda conseguia ligar. O problema foram as outras, que não deram conta do recado. A TIM foi a pior de todas, para variar. Havia um BTS (antena) lá dentro, mas eu não faço a mínima de que operadora seja. Por isso, mães, pais, avós, responsáveis das crianças, muito cuidado.
Ganhei O Globo de graça, mas a custo de uma insistência de uma assinatura que eu tive que dizer: meu rapaz, eu prefiro comprar na banca. É verdade, receber em casa é excelente, mas como tenho a pior rotina de todas, prefiro ir na banca do português todos os dias e ler enquanto compro meu pão na chapa com suco de laranja na padaria do outro português. Mesmo assim, foi jornal de graça. Espero que me deem outro quando eu for de novo, porque R$ 2,50 todos os dias não é nada fácil.
Ziraldo? Eu acho que era ele, não vi direito. Um dos ícones que escreveu uma das maiores histórias em quadrinhos que mais li na infância – depois de Maurício de Souza – estava por lá distribuindo autógrafos. Ou devo dizer, eu acho que era ele. Estava um tumulto que só, não deu para reconhecer.
Para variar, a CET-Rio ataca de novo, mas me disseram que era treinamento para o Rock in Rio, e se foi, sinto muito prefeito, está um lixo. Fecharam todos os retornos da Avenida Salvador Allende e o mais perto já era quase no Recreio. Todos faziam bandalha, e eu também faria, afinal, não tinha como não fazer. Por fim, meu ônibus foi fazer e quase virou. A culpa não era do motorista, era mais da CET-Rio que dele, pois fecharam o retorno casual do ônibus. Quase xinguei o guarda.
Mesmo com isso, foi uma viagem bem tranquila e divertida, já que o ônibus estava tão cheio que todos começaram a conversar. Nem pareciam estranhos, todos riam, ainda mais depois do quase-acidente, em que todos começaram a rir sobre as caras que fizeram, mesmo dos desconhecidos. Eu, anti-social, fiquei ouvindo MPB FM. Mas todos estavam felizes e estão sãos em casa... ou num bar.
A nova Alvorada é um espetáculo e confesso a vocês que nunca mais fui lá desde que acabou as obras do BRT. Realmente, o BRT valeu a pena por isso, pois aquele terminal estava um lixo, mas não digo o mesmo para as ruas que estão ganhando o BRT, seja na Barra ou Jacarepaguá. Mesmo assim, as obras na Alvorada foram maravilhosas. Mas o BRT ainda é uma porcaria.
Depois tem mais, prometo. Mais tarde devo voltar, só que com mais calma e mais dinheiro. Odeio fazer coisas com tumulto e pressa porque precisava deixar outras pessoas verem aquela prateleira, então acabei que gastei dinheiro à toa. Só sei uma coisa: agora levarei água, comida e o que for. Não caio mais nessa cilada.
